Minhas Pinturas

Seguidores

Minha lista de blogs

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Tensão

óleo sobre tela 30x40 "Inundação"


Quarta feira dia 6 de Fevereiro
O dia amanheceu meio nublado, mas umas horas depois o sol apareceu, e ouvindo a meteorologia, minha filha colocou um chapéu na bolsa e foi dar sua aula na zona sul da cidade, isto é em Copacabana.
 Não dava para acreditar na previsão de chuva, o céu clareou o dia continuava quente, e a vida seguiu plácida sem nuvens negras.
Minha filha sai do trabalho as cinco horas da tarde, mas ligou para mim dizendo que chegaria mais tarde, tudo bem, ia para Ipanema, também na zona sul, ajudar uma amiga colega de profissão, com uns problemas de aulas.
Às oito horas da noite desabou um temporal sem tamanho, liguei para ela, para saber se lá estava chovendo tanto assim, como aqui e com ventos de vendaval! E nada de retorno, o volume da chuva aumentando drasticamente! ...
 Finalmente conseguimos contato, ela ligou, disse que saiu da casa da amiga, que a levou até o metro, e que já estava chegando na estação daqui do nosso bairro. Moramos perto mais ou menos dois quarteirões desta estação, mas fiquei pensando nas árvores nos fios elétricos, nas ruas que enchem, no canal que transborda, na ponte sobre a lagoa...Liguei de novo, vamos buscar você na estação.
-Não mãe, espera a chuva diminuir, estou como todo mundo aqui, esperando a chuva dar uma trégua, assim que der pego um Uber.
Para piorar a energia acabou e ficamos às escuras, e ela descobriu que não podia sair da estação, pois a estrada estava cheia de bolsões de agua, para chegar até nossa casa ela teria que entrar nas poças que faziam correnteza e supôs que bateria na altura de seus joelhos. Ônibus e carros um engarrafamento de extensão quilométrica, ninguém se mexia, nem para um lado ou para outro.
Na estação do Metro, à medida que iam chegando os trens, as pessoas subiam as escadas viam a situação lá fora, voltavam e sentavam no chão à espera de que a chuva passasse, a agua abaixasse de volume e tudo se resolvesse, isso teria que ser antes que o metro fechasse à meia noite.
Nossa tensão aumentando, com as notícias que víamos do resto da cidade, pelo celular
Demos outra sugestão pegue o metro de volta para a zona sul e vá para a casa de sua prima em Botafogo. Mas descobrimos que o Metro havia parado e que igualmente Botafogo, também estava embaixo d’água, já eram umas dez horas da noite e não víamos solução, a apreensão aumentou porque a chuva não passava, nem diminuía!
Estávamos igualmente presos em casa, nossa rua é uma transversal da estrada que estava cheia, e muitas árvores algumas caíram com o vendaval!
Finalmente a amiga com quem ela havia estado, ligou para ela perguntando se já havia chegado em casa, e ficou apavorada com a situação na qual ela se encontrava, presa no Metro, e falou pega o metro de volta e vem pra cá... Só que o Metro ficou parado!
Às 11,40 o Metro voltou a funcionar, ela foi para a casa da amiga pensando lá pego um Uber, saltou em Ipanema, foi a última viagem do Metro, era meia noite, o funcionário botou todo mundo pra fora e fechou as portas.
Ela tentou um Uber, nada nenhum! Foi à pé, a salvação é que a chuva estava mais branda, e Graças a Deus, a rua deserta, sem assaltantes, e a amiga mora bem perto da estação.
 Quando soubemos que ela estava em segurança fomos para a cama só não conseguimos dormir o resto da noite, pois o calor não melhorou nem um pouquinho, e nada de ar refrigerado, ou ventilador além da tensão que demorou a nos deixar, nossos nervos pareciam elásticos esticados. Ficamos sem energia, até às cinco horas da manhã. Oh! Dia difícil, aliás semana, pois nos dois dias seguintes, cortaram a energia várias horas, a Light consertando os transformadores estourados. E tudo se estragando no freezer e geladeira. Êta  Brasil!
Fim

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Tristeza

óleo sobre tela- ''verde mar '' pintado em 2015.

Muito triste com o temporal que arrasou com minha cidade.
Beijos a todos

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O TEMPO NÃO PARA

Óleo sobre tela  33cm x 21cm  "Alegria"


A gente vive almejando a felicidade eterna, viver em paz, sem doenças ou conflitos, ao invés de procurarmos ajustar nosso ritmo de acordo com as circunstâncias. Não estou falando de conformismo e sim de procurar entender que temos de temperar a situação com paciência e sabedoria, analisar os pros e contras de cada fato.
Existem planos que fazemos que dão água e vão pelo ralo abaixo, e acredito que a maior parte deles fracassam por conta de nossa pressa, da impaciência que temos de ficarmos livres das travas e aborrecimentos, isso é natural nas pessoas, mas que só gera angustia.
Andei revendo meu ano de 2018 e tudo pelo que passamos por aqui, as perdas, os sustos, os aborrecimentos, as preocupações com o País, nada disso se encerrou com os fogos de artifício do fim de ano, que aliás foram bem poucos, para o bem dos pássaros e outros animais.
Pois então, fazendo esse exame de consciência e vivência, resolvi mudar meu padrão e ir com mais calma daqui pra frente e incutir esta paciência no meu cara metade, rs rs...
O importante é  lembrar que os dias não são estáticos, e que  a vida tem sua própria dinâmica, independente de nossas vontades e ansiedades.
Vou citar um exemplo meu marido  sonhava voltar a Portugal especificamente Lisboa e de lá ir a Madri pegar o trem bala até Barcelona! Olhe o tamanho desta viagem, para quem fez duas cirurgias no coração há poucos meses!
Fiquei apavorada, mas fui buscar o veredito da cardiologista dele, e o conselho foi adiar mais um pouco, pois há dias em que ele está bem, outros nem tanto, ainda mais com este calorão de 40 graus daqui, ir para um inverno que não estamos acostumados.
Não ficou feliz, resolveu então ir no pais da América do Sul que ainda não conhecia Chile, quatro horas de viagem, bem menos e bem possível, os filhos e eu, incentivamos por ser um prêmio de consolo, para quem estava desconsolado, e de aniversário, mas foi uma correria, e danou de dar coisas erradas, mas acabamos indo.
Lá foi uma decepção, fomos assaltados, presenciamos uma cena deprimente de um homem socando uma mulher em plena rua, e pessoas (monstros), rindo e quase aplaudindo! Viemos embora, antes do previsto, pois não ficou por aí. Estávamos sentados num banco na praça, nos preparando para andar até a feira artesanal,no bairro Bela Vista, pousei a maquina fotográfica do meu lado, enquanto procurava meus óculos de sol na bolsa, o Henrique distraído a meu lado, nada percebeu, nem eu a dita cuja foi roubada num passe de mágica!
Tudo poderia ter sido melhor resolvido, não fosse a impaciência, ele anda enjoado de ser aposentado, mas o que fazer ! Na vida da gente tudo acontece numa proporção desvantajosa, quando temos mais experiência e sabedoria, paramos de usá-las, não por vontade própria, mas por não sermos mais requisitados, e porque o físico não acompanha a mente. O tempo não dá um stop pra ninguém...
Não foi uma viagem programada, não demos uma olhada sequer na internet para sabermos como era por lá, tudo as pressas, não deu  nada certo. 
Aqui chegando, nos sentimos seguros, embora haja violência, nunca fomos sequer ameaçados de assalto, e dia 17 de janeiro, dia real de seu niver, nossos amigos vieram lhe dar os parabéns . E ficamos mais felizes, sem tensões.
Bem que dizem que a pressa é inimiga da perfeição, pois é verdade! O negócio é agir com ponderação.
Léah

 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Silêncio

óleo sobre tela 35 x 35cm "Pausa"


Se eu quiser ouvir o silêncio, tenho que ficar só, acalmar os pensamentos, relaxar o corpo, calar os sentimentos.
Não ouvir os barulhos das folhas, dos galhos que caem, ou da areia, movidos pelo vento.
Não ouvir o chilrear dos pássaros, ou o chiar das cigarras.
Ouvir o silêncio é como respirar a paz, é como voar sem asas.
É descansar. 
                                                                          Léah

Voltando de viagem ao Chile, presente de aniversário dado ao Henrique por seus filhos e por mim, foi ótimo, mas viagem cansa e já estava com saudades destes encontros virtuais.
Que todos estejam bem neste novo ano.
Beijos

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

NATAL

Estrela de Belém


Como descrever o que é o Natal para mim? Ele começa bem antes do dia 25! Sinto-me envolvida por uma espécie de ansiedade prazerosa, à espera de um grande acontecimento, e que é na realidade, afinal estaremos comemorando o nascimento de Deus!
Enfeitar a casa, pensar na ceia, na reunião com familiares e/ou com amigos. Gosto desta época é o ‘Espirito de Natal’ presente, e meu coração fica cheio de alegria, e quero festejar! Não estou falando de ganhar presentes, o presenteado tem que ser o aniversariante. Estou falando da alegria singela, de ser grata por estar viva, por ter meus filhos e marido compartilhando juntos, por ter uma casa para nos abrigarmos, por termos o pão de cada dia com fartura, por poder ajudar ao próximo, por ser feliz, apesar das pedras no caminho, de ter nascido e evoluido e comemorar mais um Feliz Natal. Ele sempre nos presenteia, portanto comemorar com alegria o seu dia é o mínimo e bem pouco, o que podemos  fazer...
Assim é o Natal para mim.
Desejo a todos, amigos e amigas, uma alegria contagiante, muita paz, saúde, união, fartura, amor, um dia de Natal maravilhoso. E para  2019, um mundo melhor, com menos violência, e  que todos os planos de vida, e sonhos se realizem.
Beijos a todos e até ano que vem.
Léah

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

"O CORAÇÃO DA CASA"

Acrílico sobre tela 30cm x 30cm  "Engradado"


Gosto de tomar meu café da manhã num lugar que agrade meu olhar. E, no lugar escolhido, avisto meu pequeno jardim bem florido, e mesmo em dias de chuva, a vista é bem agradável.
Ali degusto o paladar e o olhar, e também o pensamento voa, por isso essa questão me veio à cabeça.
Achei engraçado o codinome que deram às cozinhas em alguns programas de decoração na TV, simplesmente ‘o coração da casa’!
Como pode ser o coração da casa o lugar onde se mais trabalha, por mais simples que seja o menu?
Vejam só: se resolvermos fazer o almoço para a família e começarmos pensando numa simples salada, o primeiro passo é limpar as verduras, pegar uma tigela onde colocamos as folhas e umas colheres de vinagre ou umas gotas de cloro, enxaguar bem depois de alguns minutos, e aí naquela secadora de folhas, com aquela manivela, que nos leva ao esforço de girar, girar, girar...
Depois de secas, colocamos na saladeira, junto com o que desejarmos, como maçãs verdes picadas, tomates, pepinos em rodelas, cenouras partidas bem fininhas, salpicamos sal, gotas de limão e azeite à vontade. Teremos uma salada gostosa mas que deu um trabalho!
Feita a entrada passa-se para o segundo prato, vamos ao arroz que pelo menos aqui em casa está sempre presente, e nem somos chineses J! Aí lá vem outro recomeço: dar uma lavadinha no arroz, ferver água numa chaleira, refogar tempero numa panela à parte, aguardar que cozinhe... Por favor não o deixe queimar.
 Vamos aos legumes, que não faltam nunca! Se fizermos vagens na manteiga, brócolis, batatas douradas, ou abobrinha verde, qualquer legume, qualquer que seja, dá um trabalho Hercúleo! Lavar, picar, descascar, cozinhar...
E, ainda não falamos do prato principal. Para quem não é vegetariana como eu, pode-se escolher carne de frango, de boi, de porco ou peixe, e aí sim, lá vem trabalho! Tenho certeza de que neste pica, corta, lava, tempera, cozinha,  leva-se mais de horas em pé, andam-se uns quilômetros da pia até o fogão ou até a geladeira. Maratona, isso é o que é.
Gente, para mim é loucura chamar a cozinha o coração da casa, prefiro chamá-la de ‘Artrite da casa’, porque tenho certeza que é onde elas surgem, a artrite ou a artrose, claro depois de toda esta luta! E quando você acaba, por favor não fique na cozinha para degustar tudo que fez, mesmo que a mesa seja grande, escolha um lugar realmente que fale ao seu coração, aquele cantinho da copa, ou na sala de jantar. Não tem? A casa é pequena? A mesinha na varanda, ali olhando as flores do seu vaso de petúnias, ou mesmo aquela samambaia verdinha, mas cuidado que não é salada... O cantinho debaixo da janela, no corredor na porta do vizinho, que tal? Tudo é melhor do que na ‘cozinha-artrite’, porque lá, você vai ver a pia e o resultado: todos os utensílios que você usou, sujos, esperando empilhados alegremente serem lavados! E se não tens uma lava louças, vais ter que encarar a pia! Assim que todos terminarem e você ali sozinha limpando o fogão, o balcão espirrado e engordurado, coisas para guardar na geladeira, e ainda se sentindo com o mesmo cheiro do assado ou do peixe que fritou... E ainda chamam tudo isso de coração da casa?
Para mim o coração da casa pode ser o lugar onde me sinta bem, onde eu descanse, leia, pinte um quadro, molhe minhas plantinhas.
Sai fora pensamento chato, vou mesmo é comer no self-service, aqui pertinho de casa, e nada de “coração da casa”, isso deve ser para quem nunca teve que cozinhar, mesmo sem gostar.
Léah                                                                                                                            Fim

sábado, 8 de dezembro de 2018

O Predador

óleo sobre tela 30cm x 20cm "muitas cores"

Quando se tem um desejo, sonho que nos levará a felicidade e a realização e podemos quase pegá-lo, sentir sua existência macia e colorida em tons vivos, assim como um arco íris. Ele terá vida cheia de detalhes, que vamos arrumando e lustrado em todas as horas de nossos dias.
Quando já certos tranquilos de que a vida é bela e tudo se fechará com chave de ouro! Sabem o que acontece? E é de repente, topamos com um predador de sonhos, que vem de armas na mão e o abate com garras de ferro.
Será este predador nosso inconsciente que o liquidou por nos acharmos não merecedores? Será nosso amargo destino? Será que foi para o nosso próprio bem, embora não o saibamos? Será, será, tantas dúvidas!

Seja como for ou de onde vier, será o fim de um sonho um desejo que encheria a vida de cores e aí, durante um tempo, tudo ficará insosso, sem odor ou cor, tudo escuro, mesmo que brilhe o sol lá fora, e o ar nos faltará ainda que estejamos no meio de um vendaval.
Eis que um dia tudo passa a vida volta plena, a alegria nos envolve, e embarcamos noutros sonhos, sem nem pensar no tal do PREDADOR.
Léah