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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Tristeza

óleo sobre tela- ''verde mar '' pintado em 2015.

Muito triste com o temporal que arrasou com minha cidade.
Beijos a todos

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O TEMPO NÃO PARA

Óleo sobre tela  33cm x 21cm  "Alegria"


A gente vive almejando a felicidade eterna, viver em paz, sem doenças ou conflitos, ao invés de procurarmos ajustar nosso ritmo de acordo com as circunstâncias. Não estou falando de conformismo e sim de procurar entender que temos de temperar a situação com paciência e sabedoria, analisar os pros e contras de cada fato.
Existem planos que fazemos que dão água e vão pelo ralo abaixo, e acredito que a maior parte deles fracassam por conta de nossa pressa, da impaciência que temos de ficarmos livres das travas e aborrecimentos, isso é natural nas pessoas, mas que só gera angustia.
Andei revendo meu ano de 2018 e tudo pelo que passamos por aqui, as perdas, os sustos, os aborrecimentos, as preocupações com o País, nada disso se encerrou com os fogos de artifício do fim de ano, que aliás foram bem poucos, para o bem dos pássaros e outros animais.
Pois então, fazendo esse exame de consciência e vivência, resolvi mudar meu padrão e ir com mais calma daqui pra frente e incutir esta paciência no meu cara metade, rs rs...
O importante é  lembrar que os dias não são estáticos, e que  a vida tem sua própria dinâmica, independente de nossas vontades e ansiedades.
Vou citar um exemplo meu marido  sonhava voltar a Portugal especificamente Lisboa e de lá ir a Madri pegar o trem bala até Barcelona! Olhe o tamanho desta viagem, para quem fez duas cirurgias no coração há poucos meses!
Fiquei apavorada, mas fui buscar o veredito da cardiologista dele, e o conselho foi adiar mais um pouco, pois há dias em que ele está bem, outros nem tanto, ainda mais com este calorão de 40 graus daqui, ir para um inverno que não estamos acostumados.
Não ficou feliz, resolveu então ir no pais da América do Sul que ainda não conhecia Chile, quatro horas de viagem, bem menos e bem possível, os filhos e eu, incentivamos por ser um prêmio de consolo, para quem estava desconsolado, e de aniversário, mas foi uma correria, e danou de dar coisas erradas, mas acabamos indo.
Lá foi uma decepção, fomos assaltados, presenciamos uma cena deprimente de um homem socando uma mulher em plena rua, e pessoas (monstros), rindo e quase aplaudindo! Viemos embora, antes do previsto, pois não ficou por aí. Estávamos sentados num banco na praça, nos preparando para andar até a feira artesanal,no bairro Bela Vista, pousei a maquina fotográfica do meu lado, enquanto procurava meus óculos de sol na bolsa, o Henrique distraído a meu lado, nada percebeu, nem eu a dita cuja foi roubada num passe de mágica!
Tudo poderia ter sido melhor resolvido, não fosse a impaciência, ele anda enjoado de ser aposentado, mas o que fazer ! Na vida da gente tudo acontece numa proporção desvantajosa, quando temos mais experiência e sabedoria, paramos de usá-las, não por vontade própria, mas por não sermos mais requisitados, e porque o físico não acompanha a mente. O tempo não dá um stop pra ninguém...
Não foi uma viagem programada, não demos uma olhada sequer na internet para sabermos como era por lá, tudo as pressas, não deu  nada certo. 
Aqui chegando, nos sentimos seguros, embora haja violência, nunca fomos sequer ameaçados de assalto, e dia 17 de janeiro, dia real de seu niver, nossos amigos vieram lhe dar os parabéns . E ficamos mais felizes, sem tensões.
Bem que dizem que a pressa é inimiga da perfeição, pois é verdade! O negócio é agir com ponderação.
Léah

 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Silêncio

óleo sobre tela 35 x 35cm "Pausa"


Se eu quiser ouvir o silêncio, tenho que ficar só, acalmar os pensamentos, relaxar o corpo, calar os sentimentos.
Não ouvir os barulhos das folhas, dos galhos que caem, ou da areia, movidos pelo vento.
Não ouvir o chilrear dos pássaros, ou o chiar das cigarras.
Ouvir o silêncio é como respirar a paz, é como voar sem asas.
É descansar. 
                                                                          Léah

Voltando de viagem ao Chile, presente de aniversário dado ao Henrique por seus filhos e por mim, foi ótimo, mas viagem cansa e já estava com saudades destes encontros virtuais.
Que todos estejam bem neste novo ano.
Beijos

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

NATAL

Estrela de Belém


Como descrever o que é o Natal para mim? Ele começa bem antes do dia 25! Sinto-me envolvida por uma espécie de ansiedade prazerosa, à espera de um grande acontecimento, e que é na realidade, afinal estaremos comemorando o nascimento de Deus!
Enfeitar a casa, pensar na ceia, na reunião com familiares e/ou com amigos. Gosto desta época é o ‘Espirito de Natal’ presente, e meu coração fica cheio de alegria, e quero festejar! Não estou falando de ganhar presentes, o presenteado tem que ser o aniversariante. Estou falando da alegria singela, de ser grata por estar viva, por ter meus filhos e marido compartilhando juntos, por ter uma casa para nos abrigarmos, por termos o pão de cada dia com fartura, por poder ajudar ao próximo, por ser feliz, apesar das pedras no caminho, de ter nascido e evoluido e comemorar mais um Feliz Natal. Ele sempre nos presenteia, portanto comemorar com alegria o seu dia é o mínimo e bem pouco, o que podemos  fazer...
Assim é o Natal para mim.
Desejo a todos, amigos e amigas, uma alegria contagiante, muita paz, saúde, união, fartura, amor, um dia de Natal maravilhoso. E para  2019, um mundo melhor, com menos violência, e  que todos os planos de vida, e sonhos se realizem.
Beijos a todos e até ano que vem.
Léah

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

"O CORAÇÃO DA CASA"

Acrílico sobre tela 30cm x 30cm  "Engradado"


Gosto de tomar meu café da manhã num lugar que agrade meu olhar. E, no lugar escolhido, avisto meu pequeno jardim bem florido, e mesmo em dias de chuva, a vista é bem agradável.
Ali degusto o paladar e o olhar, e também o pensamento voa, por isso essa questão me veio à cabeça.
Achei engraçado o codinome que deram às cozinhas em alguns programas de decoração na TV, simplesmente ‘o coração da casa’!
Como pode ser o coração da casa o lugar onde se mais trabalha, por mais simples que seja o menu?
Vejam só: se resolvermos fazer o almoço para a família e começarmos pensando numa simples salada, o primeiro passo é limpar as verduras, pegar uma tigela onde colocamos as folhas e umas colheres de vinagre ou umas gotas de cloro, enxaguar bem depois de alguns minutos, e aí naquela secadora de folhas, com aquela manivela, que nos leva ao esforço de girar, girar, girar...
Depois de secas, colocamos na saladeira, junto com o que desejarmos, como maçãs verdes picadas, tomates, pepinos em rodelas, cenouras partidas bem fininhas, salpicamos sal, gotas de limão e azeite à vontade. Teremos uma salada gostosa mas que deu um trabalho!
Feita a entrada passa-se para o segundo prato, vamos ao arroz que pelo menos aqui em casa está sempre presente, e nem somos chineses J! Aí lá vem outro recomeço: dar uma lavadinha no arroz, ferver água numa chaleira, refogar tempero numa panela à parte, aguardar que cozinhe... Por favor não o deixe queimar.
 Vamos aos legumes, que não faltam nunca! Se fizermos vagens na manteiga, brócolis, batatas douradas, ou abobrinha verde, qualquer legume, qualquer que seja, dá um trabalho Hercúleo! Lavar, picar, descascar, cozinhar...
E, ainda não falamos do prato principal. Para quem não é vegetariana como eu, pode-se escolher carne de frango, de boi, de porco ou peixe, e aí sim, lá vem trabalho! Tenho certeza de que neste pica, corta, lava, tempera, cozinha,  leva-se mais de horas em pé, andam-se uns quilômetros da pia até o fogão ou até a geladeira. Maratona, isso é o que é.
Gente, para mim é loucura chamar a cozinha o coração da casa, prefiro chamá-la de ‘Artrite da casa’, porque tenho certeza que é onde elas surgem, a artrite ou a artrose, claro depois de toda esta luta! E quando você acaba, por favor não fique na cozinha para degustar tudo que fez, mesmo que a mesa seja grande, escolha um lugar realmente que fale ao seu coração, aquele cantinho da copa, ou na sala de jantar. Não tem? A casa é pequena? A mesinha na varanda, ali olhando as flores do seu vaso de petúnias, ou mesmo aquela samambaia verdinha, mas cuidado que não é salada... O cantinho debaixo da janela, no corredor na porta do vizinho, que tal? Tudo é melhor do que na ‘cozinha-artrite’, porque lá, você vai ver a pia e o resultado: todos os utensílios que você usou, sujos, esperando empilhados alegremente serem lavados! E se não tens uma lava louças, vais ter que encarar a pia! Assim que todos terminarem e você ali sozinha limpando o fogão, o balcão espirrado e engordurado, coisas para guardar na geladeira, e ainda se sentindo com o mesmo cheiro do assado ou do peixe que fritou... E ainda chamam tudo isso de coração da casa?
Para mim o coração da casa pode ser o lugar onde me sinta bem, onde eu descanse, leia, pinte um quadro, molhe minhas plantinhas.
Sai fora pensamento chato, vou mesmo é comer no self-service, aqui pertinho de casa, e nada de “coração da casa”, isso deve ser para quem nunca teve que cozinhar, mesmo sem gostar.
Léah                                                                                                                            Fim

sábado, 8 de dezembro de 2018

O Predador

óleo sobre tela 30cm x 20cm "muitas cores"

Quando se tem um desejo, sonho que nos levará a felicidade e a realização e podemos quase pegá-lo, sentir sua existência macia e colorida em tons vivos, assim como um arco íris. Ele terá vida cheia de detalhes, que vamos arrumando e lustrado em todas as horas de nossos dias.
Quando já certos tranquilos de que a vida é bela e tudo se fechará com chave de ouro! Sabem o que acontece? E é de repente, topamos com um predador de sonhos, que vem de armas na mão e o abate com garras de ferro.
Será este predador nosso inconsciente que o liquidou por nos acharmos não merecedores? Será nosso amargo destino? Será que foi para o nosso próprio bem, embora não o saibamos? Será, será, tantas dúvidas!

Seja como for ou de onde vier, será o fim de um sonho um desejo que encheria a vida de cores e aí, durante um tempo, tudo ficará insosso, sem odor ou cor, tudo escuro, mesmo que brilhe o sol lá fora, e o ar nos faltará ainda que estejamos no meio de um vendaval.
Eis que um dia tudo passa a vida volta plena, a alegria nos envolve, e embarcamos noutros sonhos, sem nem pensar no tal do PREDADOR.
Léah

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

COINCIDÊNCIAS ??

óleo sobre tela 'As três maçãs'

Não acredito em coincidências, acho que as coisas acontecem e às vezes se repetem ou por imprudência, distração, lembranças que nos aprisionam. Não sei qual a razão, mas se analisarmos são apenas acontecimentos parecidos que chamamos de coincidência.
Dia desses, quando ia chegando em casa comecei a lembrar de um acontecimento que vivi num shopping. Íamos, filha, Henrique e eu em direção ao “engor-daite”, isto é comer pizza! Ao sairmos do carro no estacionamento que é ao ar livre, um carro parou atrás do nosso para liberar seus passageiros. Na frente um casal, ele era o motorista e dois rapazes que vinham no banco de traz e que saltaram, mas um deles prendeu o dedo na porta do carro, e a dor o fez sentar-se no chão se contorcendo, o outro ficou desnorteado, e o motorista e a mulher olharam com indiferença e foram embora, sem prestar socorro ao rapaz! A princípio ficamos perplexos, mas fomos até eles tentar ajudar, e o dedo do rapaz estava ficando roxo assim como ele que segurava as lágrimas. Descobrimos que eram de fora do Rio, e não conheciam nada estavam na casa do casal que os deixou ali, mas porque não prestaram socorro? Foi a pergunta que não consegui calar, não souberam responder, ou não quiseram. Seria a última noite deles por aqui, depois voltariam para o interior de São Paulo, onde moravam. Segundo eles, era hora de voltar o dinheiro acabou, estavam com a conta certa da passagem do ônibus, mas ainda voltariam para a casa do tal casal para dormirem e pegarem suas bagagens.
Chamamos o taxi que fica no ponto e os levamos até ao hospital mais próximo, foram atendidos entalaram a mão do dedo quebrado, um analgésico, e foram de volta para o shopping conosco, alegres de novo, viva a juventude! Ficaram por lá e nós fomos a nossa pizza, ganhar umas gramas em nossas barriguinhas...No fim da prazerosa ‘engor daite’, pegamos nosso carro e não pensei mais na questão
  Dias depois, estava eu pensando neste caso, entrei na nossa rua justo na hora que entrei no portão escutei pedidos de socorro! Era de uma vizinha que estacionou o carro ao lado de um poste da nossa rua e ao saltar do carro não puxou o freio até o fim, o carro com o balanço da porta andou e ela ficou com a mão e o pé presos na porta entre aberta, que ficou ali apertando a mão e o pé da pobre mulher! Ela começou a gritar por socorro, muitos vizinhos homens, eu e outras mulheres corremos para empurrar o carro para afastá-lo do poste e a porta abrir-se completamente e liberá-la, e lá fui eu levá-la ao pronto socorro do mesmo hospital onde foram os rapazes! Coincidência? Não, apenas um mau acontecimento parecido com o outro, que vi.
Desta vez voltei pra casa, sem comer pizza !
Fiquei pensando que preciso parar de pensar em dedos e mãos amassados por portas de carro, um caso é ruim, dois é péssimo e três nunca mais! Deve doer horrores.
Léah 

Nota: ela não quebrou nem o pé nem a mão, Graças a Deus.