Óleo sobre tela 33cm x 21cm "Alegria"
A gente vive almejando a felicidade eterna, viver em paz,
sem doenças ou conflitos, ao invés de procurarmos ajustar nosso ritmo de acordo
com as circunstâncias. Não estou falando de conformismo e sim de procurar
entender que temos de temperar a situação com paciência e sabedoria, analisar
os pros e contras de cada fato.
Existem planos que fazemos que dão água e vão pelo ralo
abaixo, e acredito que a maior parte deles fracassam por conta de nossa pressa,
da impaciência que temos de ficarmos livres das travas e aborrecimentos, isso é
natural nas pessoas, mas que só gera angustia.
Andei revendo meu ano de 2018 e tudo pelo que passamos por
aqui, as perdas, os sustos, os aborrecimentos, as preocupações com o País, nada
disso se encerrou com os fogos de artifício do fim de ano, que aliás foram bem
poucos, para o bem dos pássaros e outros animais.
Pois então, fazendo esse exame de consciência e vivência,
resolvi mudar meu padrão e ir com mais calma daqui pra frente e incutir esta
paciência no meu cara metade, rs rs...
O importante é lembrar que os dias não são estáticos, e que a vida tem sua própria dinâmica, independente de nossas vontades e ansiedades.
Vou citar um exemplo meu marido sonhava voltar a Portugal
especificamente Lisboa e de lá ir a Madri pegar o trem bala até Barcelona! Olhe
o tamanho desta viagem, para quem fez duas cirurgias no coração há poucos
meses!
Fiquei apavorada, mas fui buscar o veredito da cardiologista
dele, e o conselho foi adiar mais um pouco, pois há dias em que ele está bem, outros
nem tanto, ainda mais com este calorão de 40 graus daqui, ir para um inverno que não estamos
acostumados.
Não ficou feliz, resolveu então ir no pais da América do Sul
que ainda não conhecia Chile, quatro horas de viagem, bem menos e bem possível,
os filhos e eu, incentivamos por ser um prêmio de consolo, para quem estava desconsolado, e de aniversário, mas
foi uma correria, e danou de dar coisas erradas, mas acabamos indo.
Lá foi uma decepção, fomos assaltados, presenciamos uma cena
deprimente de um homem socando uma mulher em plena rua, e pessoas (monstros), rindo e quase aplaudindo! Viemos embora, antes do previsto, pois não ficou por aí. Estávamos sentados num banco na praça, nos preparando para andar até a feira artesanal,no bairro Bela Vista, pousei a maquina fotográfica do meu lado, enquanto procurava meus óculos de sol na bolsa, o Henrique distraído a meu lado, nada percebeu, nem eu a dita cuja foi roubada num passe de mágica!
Tudo poderia ter sido melhor resolvido, não fosse a impaciência, ele anda enjoado de ser aposentado, mas o que fazer ! Na vida da gente tudo acontece numa proporção desvantajosa, quando temos mais experiência e sabedoria, paramos de usá-las, não por vontade própria, mas por não sermos mais requisitados, e porque o físico não acompanha a mente. O tempo não dá um stop pra ninguém...
Não foi uma viagem programada, não demos uma olhada sequer na internet para sabermos como era por lá, tudo as pressas, não deu nada certo.
Aqui chegando, nos sentimos seguros, embora haja violência, nunca fomos sequer ameaçados de assalto, e dia 17 de janeiro, dia real de seu niver, nossos amigos vieram lhe dar os parabéns . E ficamos mais felizes, sem tensões.
Bem que dizem que a pressa é inimiga da perfeição, pois é verdade! O negócio é agir com ponderação.
Léah










