Eu não sabia como seria, mas o desejo crescia tanto que me
sufocava, queria apenas satisfazer aquela pessoa que sou eu. Sentir e ver minha
capacidade, meu desempenho ah, como queria!
Mas ficava amarrada ao medo de não conseguir, de ser um fracasso,
e apesar dos impulsos de meu marido para que eu me testasse me agarrava à
insegurança
Sempre chega o dia em que você se senta na frente do espelho
de sua alma e se autoanalisa, se cobra e quando esse dia lhe surpreende as
verdades aparecem, percebi que como todos os mortais eu tinha vaidades, orgulho
e prepotências, e medo do julgamento alheio, da crítica ao fracasso. Mas,
decidi por um ponto final naquela situação e ver como seria me expor, mostrar
meu trabalho, e fui bem vinda ao mundo da arte, recebi medalhas, premiações,
mas havia o outro lado disto tudo a
competição, o massagear o ego. Deixei as exposições, e continuei pintando é
claro, pois esse sempre foi o meu objetivo primordial.
Sei bem que palavras de incentivo, um olhar de apreciação é
muito importante para um artista, e seja qual for sua arte, ela não pode ser só
para si mesmo.
O maior prazer de um pintor/a que é o meu caso. É saber que
seu trabalho traz alegria e enfeita um ambiente, não me importa se a obra foi aplaudida
premiada, a mim não importa o que conta é que alguém gostou nem que seja uma entre mil
pessoas.
Léah
aquarela (papel satine liso)










