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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aos meus amigos:
Vou  passar uns dias de férias longe de meus pincéis e telas. Não vou viajar, vou apenas vagar por este lugar onde Deus me permitiu nascer e viver e com olhar descansado apreciar as ondas deste mar, passear no píer, sentir o cheirinho do mar, passear noutros bairros... Reunir-me  com amigas. Mas como meu “vicio” é ser pintora com certeza vou sentir saudades  das tintas, ou melhor vou ter uma grande saudade colorida!
Em quanto isto aí vão umas fotos da Barra da Tijuca aqui no Rio de Janeiro onde vivo.
beijos a todos
Léah  


 





Barra da Tijuca avenida Sernambetiba







pier da Barra da Tijuca
 praia da Barra, ao fundo as Ilhas Cagarras

terça-feira, 29 de maio de 2012

O CÃO E A PISCININHA

 



Às vezes  lembro-me de coisas engraçadas que  aconteceram no  passado recente.
Quando meus filhos eram pequenos fomos morar numa casa com um quintal não muito grande e onde havia uma mangueira, um coqueiro e um pé de laranja lima,  e eu queria fazer uma piscininha para as crianças se divertirem no verão, mas o lugar onde batia o sol da manhã era justamente onde ficava o coqueiro que eu não queria derrubar, mas como não sou de desistir de meus projetos, desenhos vão desenhos vem, até que saiu o definitivo e o maridão gostou, aí partimos para a obra:
Chamei um cara para fazer o buraco onde íamos construir a dita cuja, ele conhecia e era conhecido no bairro inteiro era o chamado “quebra galho”, "o que fez a parte não profissional da obra" mas  levava boa parte do dia conversando com um ou com outro conhecido, o que me impedia de chamar o profissional para fazer a piscininha, e me livrar daquele buraco perigoso  até para as crianças.
Na nossa vida existia também um dog alemão, que compramos para vigiar a casa, mas ele só queria brincar, conseguia amedrontar as pessoas pelo seu tamanho e seu forte latido. Com uns 8 meses de idade  era um torpedo de mais ou menos 40 quilos.
Quando de uma saída qualquer chegávamos em casa ele vinha sempre nos receber alegre e trotando e quando nos encontrava pulava no nosso peito nos derrubava e ainda ganhávamos uma  lambida babada, com a qual ele possivelmente achava  estar nos agradando com esta atitude aloprada de carinho... No fim de um tempo tivemos que mandar adestrá-lo, pois ele conseguiu derrubar no chão todas as pessoas da familia, mas nós o amavamos, com a mesma intensidade que ele.
Um dia ele nas suas loucas corridas caiu no buraco da então futura piscina, só que neste dia o sol estava a 40ºC com nenhuma sombra disponível e ele não conseguia sair de lá, chorava, gania, latia com todo aquele vozeirão dele.
Minha filha chorava com pena dele, meu filho pedia para que eu o tirasse de lá, e minha mãe me mandava deixá-lo lá até que ele resolvesse sair como entrou.
Movida pelos apelos e “desapelos”, lá fui eu provida com uma escada de armar, alguns tijolos de barro desci até o buraco e aí começou a luta!!
Meu filho me ajudando com os  tijolos fui arrumando-os  em forma de degraus e incentivava o cão, (cujo nome era Dino, abreviatura de dinossauro), a subir por eles,  empurrava-o colocava as patas da frente nos degraus, quando conseguia colocar as de traz ele tirava as da frente, e assim se desenrolou a luta por muito tempo, pensei em recorrer aos bombeiros, mas desisti,  o sol nos castigando e minha mãe espanhola, quando aborrecida falava castelhano, e dizia:
-Dejarlo  donde está, no va a morir él sabe Salir- (deixe-o onde está, não vai morrer ele sabe sair)
-Não mãe ele vai morrer de insolação, tenho que tirá-lo daqui...
Eu já  desesperada não sabia mais o que fazer!
O homem que estava  fazendo o tal buraco não apareceu naquele malfadado dia para pelo menos ajudar-me.
Minha mãe que estava ali torcendo contra foi para dentro de casa e um tempinho depois voltou com um bife de carne de boi cru  na mão acenou para o cão e ele num salto atlético saiu do buraco, sem ajuda de degraus nem tampouco da minha !
Sábia mãe.
Só me restava ter forças para arrastar-me até o chuveiro, pois eu estava suada e suja de terra até a alma, com tanta canseira e ao mesmo tempo aliviada fiquei ali uns minutos sentada no chão,  rendi-me as gargalhadas de minha mãe e de meus filhos acho que até o Dino estava rindo, afinal foi uma ótima estratégia para ganhar um BIFE SUCULENTO.
 Texto  de LéahMorMac