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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desamor

Como uma borboleta em busca de luz
Voei nas asas da ilusão,
E encontrei você.
E me afoguei na paixão, na loucura,
No amor.

Como uma borboleta cega pela luz,
me arrastei, me humilhei
Para ter você.
E só encontrei a dor, a desilusão.
O desamor.

E nunca mais voei.

Léah

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ACORDE MENINA

Levante da cama
Calce o chinelo
Tire a camisola.
Coragem, mais gana!
Estique os braços
Estenda as pernas
De uns pulinhos,
Corra um pouquinho
O chuveiro é frio
Precisa malhar
para se esquentar,
dentes brilhantes
roupas elegantes
perfume, batom
Já está tudo bom.
Dê logo no pé
Vá tomar seu café.
E vá trabalhar...

Léah




terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Segredo


Ah! Se eu pudesse um dia te dizer
Do amor que sinto e tenho que esconder
Se eu pudesse responder o que queres saber
De quem gosto e amo com este amor sem fim.
Ah! Se soubesses de quem gosto e
não gosta de mim!
Mas, se quiseres saber,
E este amor entender
Basta olhar em meus olhos o segredo mal escondido.
E toda tristeza pelo desejo não correspondido.

Léah

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

UNIÃO


A rosa encabulada pelos maus tratos à margarida,
Plantou em seu lindo canteiro uma muda da singela,
Não satisfeita ficou e foi com ela falar:
Vamos cessar nossa briga e até nos abraçar.
Se é você das donzelas e eu sou das rainhas.
Num lindo bouquet de rosas e margaridas,
seremos sempre princesas elogiadas querida!

Mas, eu que não sou rosa nem tão pouco margarida,
Peguei tintas pinceis e tela para selar a união
E ficou testemunhado toda beleza então.

Léah


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A ROSA E A MARGARIDA


No canteiro das rosas nasceu uma margarida.
A rosa muito zangada reclamava aborrecida:
Sou de classe, de castelos, de rainhas,
sou a flor dos namorados e amantes.
Tenho cores infinitas, perfumo todo lugar.
Saia do meu canteiro,
Vá pro campo se espalhar.
E a margarida dizia:
Eu sou silvestre, sou simples,
Sou bonita, sou suave,
sou bem me quer mal me quer,
sou singela, somos brancas e amarelas.
sou do campo e das donzelas,
e aqui eu ficarei, na sombra do roseiral.
Eu nunca daqui  sairei.
Então não me queira mal!

Léah

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Homônimo:


“Vá comprar uma quitanda menina, dou- te o dinheiro e trazes uma bem cheia de creme”... disse-me dona Georgina, lá de cima de seu imaginário pedestal.
Era uma mulher alta com os cabelos sempre grudadinhos na cabeça e uma franginha a cair-lhe na testa larga, brusca em gestos e palavras que só vinham em forma de ordem.
Quando eu tinha meus sete anos morava próximo a uma quitanda onde eram vendidos legumes, frutas e verduras. Já na época me encantava toda aquela gama de cores, e quando me perguntavam:
- O que queres ser quando crescer? Eu prontamente respondia:
- “dona de quitanda”-
Dona Georgina, chegara de Minas Gerais, e fora morar de favor nos fundos de nossa casa num puxadinho, mas não demonstrava nenhuma humildade, sempre autoritária, e rude com todos, já nem ligávamos mais, entretanto quando ela deu-me aquela ordem fiquei parada e ri, ri muito
achando que finalmente ela resolvera sair do turrismo e que estivesse brincando comigo.
Mas, pensei eu, como ela soube que eu queria ser uma dona de quitanda? Ela nunca me perguntará nada sobre isso! E por outro lado se não fosse brincadeira, não existia quitanda cheia de creme para vender!
Estendeu-me umas moedinhas e repetiu a ordem já agora com bastante impaciência ao ver-me ali parada e rindo. Achou que era deboche e enxotou-me jogando as moedinhas no chão.
Não peguei as moedas e corri para casa contei a minha mãe o fato e ela abriu- se numa gargalhada. Só que ela estava rindo de mim!
E explicou-me que em Minas Gerais, quitanda é como chamam os doces vendidos nas confeitarias.

Homônimos, homônimos o que fazer com os homônimos!!??

Léah MorMac

sábado, 29 de janeiro de 2011

O salva vidas
O mar rebentava em violentas ondas na areia da praia.
Era como uma raiva uma revolta, como se estivesse se debatendo para
se desvencilhar do intruso.
Olhar aquela cena me arrepiava, via o surfista sumir e emergir como um submarino.
O salva vidas atento, mas sem se mover.
As ondas no seu vai e vem estalavam num barulho de estremecer.
Por alguns segundos ou minutos, não consegui mais ver o surfista.
Até que ele emergiu, já sem a prancha, levantando e agitando a mão.
O helicóptero apareceu e já mais próximo pronto para o salvamento.
Mas o salva vidas já estava lá dando braçadas lutando e vencendo aquele muro de águas verdes.
E sob os aplausos da platéia trouxe o surfista amador para a areia, são e salvo.
(texto e pintura= óleo sobre tela por Léah MorMac)