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domingo, 14 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Calmante

as Margaridas- Pintadas por Léah
Para acalmar um dia de stress a melhor solução para mim é envolver-me na pintura de um quadro, flores singelas ou não, flores com elas a respiração fica solta, os pensamentos vão para outro foco, o dia encurta, fica pequeno para o número de pinceladas que preciso dar, e então me apresso, a agitação é voltada para a agilidade e firmeza da mão a atenção para a mistura de cores.
Se todos pudessem fazer este tipo de exercício, usar esse calmante, que não é por via oral esse é diretamente por via emocional.

domingo, 7 de março de 2010

Violetas

Violetas
Tudo era novo e desconhecido, a mudança para a cidade do interior trazia uma sensação nunca antes vivida, muita calmaria, sem gente nas ruas, trânsito pouco, comercio diferente sem shoppings, ficava nervosa, sem rumo.
Resolvi andar por perto para conhecer o lugar, mas com medo de me perder, as casas muito iguais, com tijolinhos nas fachadas, varandas e muros iguais, tudo muito simétrico, e como sou fã da assimetria, isso me causava um certo incomodo.
Até mesmo a inspiração para pintar estava em baixa, faltava alguma coisa ou muita coisa, talvez um pouco mais de barulho, gente, cores.
Não vou dizer que não gosto do bucólico, da calmaria, gosto, mas não para todos os dias, nem para todas as noites em que as dez horas a cidade dorme, os sapos e os grilos cantam, esse tipo de barulho para mim é enlouquecedor. Pensando quase que em voz alta me perguntava será que vou me acostumar?
Cheguei a conclusão de que sou bicho de cidade e não bicho do mato...
Continuei meu passeio e numa esquina um quiosque de venda de flores, violetas azuis, rosadas, brancas, púrpuras, cores muitas cores, levei pra casa este cestinho, armei o cavalete tela e pintei-o.
Anos depois encontro o quadro guardado como recordação de um lugar que não era meu, não era para meu espírito inquieto, acostumado a agitação da grande cidade, do burburinho, das muitas cores, das muitas gentes, dos muitos sons, das noites tardias.
Tudo na vida tem um propósito, descobri um pouco de mim naquele lugar, minha inquietação, minhas necessidades com relação ao ambiente onde preciso viver para fluir melhor, a amar mais o meu status quo.
 Léah

quarta-feira, 3 de março de 2010

Crepúsculo

Crepúsculo

Finda o dia, céu vermelho, nuvens densas
Firmo o olhar para buscar a claridade.
E nela a alegria do começo.
Mas a escuridão se anuncia
é imutável
Após o dia chega a noite
Não há recomeço
Não há claridade
Para banhar-me no seu brilho
E com passos lentos e a contra gosto
Vejo-me caminhando para o fim.
(Léah MorMac)
                                                             pintura Léah MorMac

terça-feira, 2 de março de 2010

O Parque

Passeios no parque
Mãos entrelaçadas, carícias trocadas,
Juras de amor eterno...
Beijos, abraços
Passeios no parque
Olhar distante, perdido no espaço
Sem beijos, sem abraços
Lembranças tênues
De um grande amor,
Que de tão eterno se acabou.

(pintura e versos de Léah MorMac)