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sábado, 23 de março de 2019

Mundinho difícil

óleo sobre tela 18 x 17 cm- 'cores'

Que me lembre nunca matei um animal irracional. Nem preciso dar tratos à bola para saber que os únicos bichos que mato são formigas e mosquitos, quando me atacam e dão chance, porem esses são apenas insetos, nocivos!
Tenho certeza de que não sou assassina e muito menos de animais racionais! Se bem que as vezes tenho vontade de pular no pescoço de alguns, mas fui educada para ser civilizada, entretanto na conjuntura atual está difícil, muito difícil engolir o sapo!    
‘Sacrificar’ trata-se do diagnóstico que recebi de um veterinário chamado aqui em casa para a atender minha cadela, a ‘Gigi’, que está com as pernas traseiras sem musculatura, e não anda, além disto com incontinência urinária. Mesmo dando muito trabalho, e sentindo muita pena dela, matá-la sempre esteve fora de cogitação.

E quando requisitei a presença do veterinário, foi na intenção de que ele diante das circunstâncias a medicasse para que ela tivesse uma qualidade de sobrevida melhor, visto que pela idade dela, não tem mais volta. Esse veterinário foi desumano, frio, e de um cinismo nunca visto. Ele também não tem mais volta aqui em casa.
Matar terminar com a vida de um serzinho que a mais de 12 anos, divide espaço, carinho, zelava por nossa segurança, e nos deu amor incondicional, por todo este tempo, é impensável!
Como posso aceitar o que uma pessoa que só a viu por uma vez, e sem nenhum vínculo emocional com ela, pode chegar e dizer assim de chofre que a solução é SACRIFICAR , não adianta usar de subterfúgios dizer que ela não vai sofrer, nem sentir nada!? Como ele pode garantir isso?! Algum animal assassinado por ele, já voltou do além e forneceu-lhe esse depoimento?
Sacrificar significa impor sacrifício a alguém, e desde quando sacrifício é algo indolor?
Matar é pôr um ponto final na vida de um ser que Deus criou, e eu amei e ainda amo, e ele frio e ganancioso vem e mata ?!
Não, ninguém ia matar nada aqui, se ele quiser vá catar formiga e sacie sua índole de matador, ou então se mate.
O ‘doutor veterinário’, foi logo dando seus valores, mesmo sem ninguém pedir só estava pensando em dinheiro. Queria levá-la, interná-la e matá-la por apenas 4.000 reais e isto com desconto, pois sentiu muita pena da cadela! Mas nem que me pagasse, ele faria essa barbárie!
Fiquei tão furiosa com o desplante e insistência do sujeito, fiquei imaginando onde ele guarda ou esconde esta piedade, desconfio num lugar improprio, para menores. Mandei-o embora, me contive tanto, para só abrir a porta e mandá-lo sair, que fiquei com dor de cabeça e estomago, e passei metade da noite acordada. 
 Quando o Henrique acordou de sua sesta e apareceu na lavanderia, onde a Gigi, mora atualmente, eu estava botando o homenzinho pra fora, e ele insistindo, mas quando viu que eu não estava sozinha, murchou e saiu com o rabinho baixo...
Meus dias andam atarefados e preocupantes, mais pela tenção de manter o Henrique calmo, sem abalos emocionais, mas parece que existe uma torcida contra espreitando! 
Defenestrar esse "profissional" de nossa casa, que trata os animais como produto lucrativo, não como seres vivos, também o deixou nervoso, e reclamando comigo por não tê-lo acordado, e me exposto àquela verdadeira chantagem, mas a intenção de meu controle na hora com aquele infeliz, foi justamente conseguir falar baixo, quando a vontade era berrar, e o Henrique não acordar e se alterar e sei lá como seria.
Felizmente passou, uma amiga indicou uma profissional confiante que medicou a cachorra e está mais calma, acreditamos que sem dores.
 Mundinho difícil esse nosso! Às vezes penso que enquanto eu dormia me mudaram de planeta!
Fim,
Léah