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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Minha arma para ser feliz

óleo sobre tela 35 x 23
'janela, borboletas e flores

Moro com uma pequena floresta atrás de minha casa, propriamente atrás de todo o condomínio, bem perto de uma lagoa, e um mar maravilhoso há um quarteirão, o silêncio mora por aqui. 
 Gosto de meu canto, da minha casa, entretanto tudo isto tem seu lado desagradável, especificamente para mim, e para ser feliz, recorro a uma arma.

Vou explicar: O mar não me causa nem causou nenhuma chateação ou problema, amo a existência dele ali bem pertinho. A lagoa está a uma distância relativa, é, um espelho d’água que embeleza o lugar.
Mas a floresta já não é a mesma coisa, para quem é como eu uma pessoa intrinsecamente urbana, é difícil conviver com os seres que nela habitam e gostam de visitar minha casa, não são as folhas das árvores, ou suas flores atapetando o chão, ou os pássaros que anunciam o cair da tarde, ou o amanhecer gorjeando, na maior algazarra, mas eu gosto.
São outros personagens que ali nascem e sem licença vão se chegando e incomodando.
Quantas espécies de besouros existirão na face da terra? Vocês conhecem algum? Eu conheço várias, isto é eles me conhecem, eu não os convido, e não tenho nenhum prazer em conhece-los, deles só tenho horror, e quero distância. 
Temos também as esperanças, que para mim são baratas verdes, não é este tipo de esperança que tenho na vida...  As cigarras, parecem moscas gigantes, quero-as se agitando e anunciando o verão lá nos troncos das árvores, longe de mim, aí eu até gosto!  Os camaleões são engraçados, esticam o pescoço, mas que pescoço? Não têm, e ficam me olhando medindo força, como quem diz _ aqui é meu lugar cheguei primeiro, dona humana, vá embora. _ Mas basta uma esguichada de agua com a mangueira e eles fogem em busca de sol.
 Agora as lagartas, verdes, manchadas, ou aquelas bem peludas que se contorcem a cada passo, mas se encostar em sua pele queima, além de devorarem minhas plantas, essas eu odeio! Assim como os marimbondos, que já me picaram e dóoooi muito! Formigas de todos os tipos, grandes pequenas miúdas, pretas vermelhas e que em fila indiana, saem não sei de onde e querem passear pelo meu chão, meu espaço, invasoras sem limites. Tem as lagartixas que comem os pernilongos, dizem, mas pelo jeito não dão conta. Não passo um dia sem levar umas picadas de pernilongos!
Os piores vêm agora: Os ratos do mato, se entrarem em casa fazem ninho, por isso dedetizo a casa todo ano.
Os sapos tenho pavor desse bicho, pulam, são melados a ponto de brilharem, e são meio idiotas, ficam parados com o olhar perdido, porque não vão procurar moscas, acho que vivem planejando como entrar e se esconder nos lugares onde vou passar, infernal! Mas a pior de todas são as baratas, Deus para que existem baratas? Me pergunto qual a utilidade desses insetos fedorentos, asquerosos, se as vejo fujo como o diabo foge da cruz dão-me medo e asco até mortas. Se uma aparece eu desapareço, alguém terá de matá-la e me mostrar o cadáver, para eu ter certeza e voltar à tranquilidade.  
Felizmente a dedetização funciona, mas por um tempo, quando começa a ficar vencida lá vou eu encomendar outra.
O único inseto que gosto de ver são as borboletas, parecem flores aladas, estas dão prazer de ver.

Nesta vida nada é completo ou perfeito, para ser feliz em qualquer ambiente em que se viva, há que se dar um jeito de melhorar, buscar o jeitinho brasileiro. Minha luta contra os insetos é o DDT, usado nas dedetizações, esse foi o jeito que arranjei, e dá certo até com as terríveis baratas! Esta é a minha arma para ser feliz.
 Pena que não inventaram um Dedetizador contra políticos corruptos, estaríamos livres e mais felizes, completamente, talvez um dia, quem sabe...

                                                                                                        Fim                                                                            Léah

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Tensão

óleo sobre tela 30x40 "Inundação"


Quarta feira dia 6 de Fevereiro
O dia amanheceu meio nublado, mas umas horas depois o sol apareceu, e ouvindo a meteorologia, minha filha colocou um chapéu na bolsa e foi dar sua aula na zona sul da cidade, isto é em Copacabana.
 Não dava para acreditar na previsão de chuva, o céu clareou o dia continuava quente, e a vida seguiu plácida sem nuvens negras.
Minha filha sai do trabalho as cinco horas da tarde, mas ligou para mim dizendo que chegaria mais tarde, tudo bem, ia para Ipanema, também na zona sul, ajudar uma amiga colega de profissão, com uns problemas de aulas.
Às oito horas da noite desabou um temporal sem tamanho, liguei para ela, para saber se lá estava chovendo tanto assim, como aqui e com ventos de vendaval! E nada de retorno, o volume da chuva aumentando drasticamente! ...
 Finalmente conseguimos contato, ela ligou, disse que saiu da casa da amiga, que a levou até o metro, e que já estava chegando na estação daqui do nosso bairro. Moramos perto mais ou menos dois quarteirões desta estação, mas fiquei pensando nas árvores nos fios elétricos, nas ruas que enchem, no canal que transborda, na ponte sobre a lagoa...Liguei de novo, vamos buscar você na estação.
-Não mãe, espera a chuva diminuir, estou como todo mundo aqui, esperando a chuva dar uma trégua, assim que der pego um Uber.
Para piorar a energia acabou e ficamos às escuras, e ela descobriu que não podia sair da estação, pois a estrada estava cheia de bolsões de agua, para chegar até nossa casa ela teria que entrar nas poças que faziam correnteza e supôs que bateria na altura de seus joelhos. Ônibus e carros um engarrafamento de extensão quilométrica, ninguém se mexia, nem para um lado ou para outro.
Na estação do Metro, à medida que iam chegando os trens, as pessoas subiam as escadas viam a situação lá fora, voltavam e sentavam no chão à espera de que a chuva passasse, a agua abaixasse de volume e tudo se resolvesse, isso teria que ser antes que o metro fechasse à meia noite.
Nossa tensão aumentando, com as notícias que víamos do resto da cidade, pelo celular
Demos outra sugestão pegue o metro de volta para a zona sul e vá para a casa de sua prima em Botafogo. Mas descobrimos que o Metro havia parado e que igualmente Botafogo, também estava embaixo d’água, já eram umas dez horas da noite e não víamos solução, a apreensão aumentou porque a chuva não passava, nem diminuía!
Estávamos igualmente presos em casa, nossa rua é uma transversal da estrada que estava cheia, e muitas árvores algumas caíram com o vendaval!
Finalmente a amiga com quem ela havia estado, ligou para ela perguntando se já havia chegado em casa, e ficou apavorada com a situação na qual ela se encontrava, presa no Metro, e falou pega o metro de volta e vem pra cá... Só que o Metro ficou parado!
Às 11,40 o Metro voltou a funcionar, ela foi para a casa da amiga pensando lá pego um Uber, saltou em Ipanema, foi a última viagem do Metro, era meia noite, o funcionário botou todo mundo pra fora e fechou as portas.
Ela tentou um Uber, nada nenhum! Foi à pé, a salvação é que a chuva estava mais branda, e Graças a Deus, a rua deserta, sem assaltantes, e a amiga mora bem perto da estação.
 Quando soubemos que ela estava em segurança fomos para a cama só não conseguimos dormir o resto da noite, pois o calor não melhorou nem um pouquinho, e nada de ar refrigerado, ou ventilador além da tensão que demorou a nos deixar, nossos nervos pareciam elásticos esticados. Ficamos sem energia, até às cinco horas da manhã. Oh! Dia difícil, aliás semana, pois nos dois dias seguintes, cortaram a energia várias horas, a Light consertando os transformadores estourados. E tudo se estragando no freezer e geladeira. Êta  Brasil!
Fim

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Tristeza

óleo sobre tela- ''verde mar '' pintado em 2015.

Muito triste com o temporal que arrasou com minha cidade.
Beijos a todos