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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

NATAL

Estrela de Belém


Como descrever o que é o Natal para mim? Ele começa bem antes do dia 25! Sinto-me envolvida por uma espécie de ansiedade prazerosa, à espera de um grande acontecimento, e que é na realidade, afinal estaremos comemorando o nascimento de Deus!
Enfeitar a casa, pensar na ceia, na reunião com familiares e/ou com amigos. Gosto desta época é o ‘Espirito de Natal’ presente, e meu coração fica cheio de alegria, e quero festejar! Não estou falando de ganhar presentes, o presenteado tem que ser o aniversariante. Estou falando da alegria singela, de ser grata por estar viva, por ter meus filhos e marido compartilhando juntos, por ter uma casa para nos abrigarmos, por termos o pão de cada dia com fartura, por poder ajudar ao próximo, por ser feliz, apesar das pedras no caminho, de ter nascido e evoluido e comemorar mais um Feliz Natal. Ele sempre nos presenteia, portanto comemorar com alegria o seu dia é o mínimo e bem pouco, o que podemos  fazer...
Assim é o Natal para mim.
Desejo a todos, amigos e amigas, uma alegria contagiante, muita paz, saúde, união, fartura, amor, um dia de Natal maravilhoso. E para  2019, um mundo melhor, com menos violência, e  que todos os planos de vida, e sonhos se realizem.
Beijos a todos e até ano que vem.
Léah

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

"O CORAÇÃO DA CASA"

Acrílico sobre tela 30cm x 30cm  "Engradado"


Gosto de tomar meu café da manhã num lugar que agrade meu olhar. E, no lugar escolhido, avisto meu pequeno jardim bem florido, e mesmo em dias de chuva, a vista é bem agradável.
Ali degusto o paladar e o olhar, e também o pensamento voa, por isso essa questão me veio à cabeça.
Achei engraçado o codinome que deram às cozinhas em alguns programas de decoração na TV, simplesmente ‘o coração da casa’!
Como pode ser o coração da casa o lugar onde se mais trabalha, por mais simples que seja o menu?
Vejam só: se resolvermos fazer o almoço para a família e começarmos pensando numa simples salada, o primeiro passo é limpar as verduras, pegar uma tigela onde colocamos as folhas e umas colheres de vinagre ou umas gotas de cloro, enxaguar bem depois de alguns minutos, e aí naquela secadora de folhas, com aquela manivela, que nos leva ao esforço de girar, girar, girar...
Depois de secas, colocamos na saladeira, junto com o que desejarmos, como maçãs verdes picadas, tomates, pepinos em rodelas, cenouras partidas bem fininhas, salpicamos sal, gotas de limão e azeite à vontade. Teremos uma salada gostosa mas que deu um trabalho!
Feita a entrada passa-se para o segundo prato, vamos ao arroz que pelo menos aqui em casa está sempre presente, e nem somos chineses J! Aí lá vem outro recomeço: dar uma lavadinha no arroz, ferver água numa chaleira, refogar tempero numa panela à parte, aguardar que cozinhe... Por favor não o deixe queimar.
 Vamos aos legumes, que não faltam nunca! Se fizermos vagens na manteiga, brócolis, batatas douradas, ou abobrinha verde, qualquer legume, qualquer que seja, dá um trabalho Hercúleo! Lavar, picar, descascar, cozinhar...
E, ainda não falamos do prato principal. Para quem não é vegetariana como eu, pode-se escolher carne de frango, de boi, de porco ou peixe, e aí sim, lá vem trabalho! Tenho certeza de que neste pica, corta, lava, tempera, cozinha,  leva-se mais de horas em pé, andam-se uns quilômetros da pia até o fogão ou até a geladeira. Maratona, isso é o que é.
Gente, para mim é loucura chamar a cozinha o coração da casa, prefiro chamá-la de ‘Artrite da casa’, porque tenho certeza que é onde elas surgem, a artrite ou a artrose, claro depois de toda esta luta! E quando você acaba, por favor não fique na cozinha para degustar tudo que fez, mesmo que a mesa seja grande, escolha um lugar realmente que fale ao seu coração, aquele cantinho da copa, ou na sala de jantar. Não tem? A casa é pequena? A mesinha na varanda, ali olhando as flores do seu vaso de petúnias, ou mesmo aquela samambaia verdinha, mas cuidado que não é salada... O cantinho debaixo da janela, no corredor na porta do vizinho, que tal? Tudo é melhor do que na ‘cozinha-artrite’, porque lá, você vai ver a pia e o resultado: todos os utensílios que você usou, sujos, esperando empilhados alegremente serem lavados! E se não tens uma lava louças, vais ter que encarar a pia! Assim que todos terminarem e você ali sozinha limpando o fogão, o balcão espirrado e engordurado, coisas para guardar na geladeira, e ainda se sentindo com o mesmo cheiro do assado ou do peixe que fritou... E ainda chamam tudo isso de coração da casa?
Para mim o coração da casa pode ser o lugar onde me sinta bem, onde eu descanse, leia, pinte um quadro, molhe minhas plantinhas.
Sai fora pensamento chato, vou mesmo é comer no self-service, aqui pertinho de casa, e nada de “coração da casa”, isso deve ser para quem nunca teve que cozinhar, mesmo sem gostar.
Léah                                                                                                                            Fim

sábado, 8 de dezembro de 2018

O Predador

óleo sobre tela 30cm x 20cm "muitas cores"

Quando se tem um desejo, sonho que nos levará a felicidade e a realização e podemos quase pegá-lo, sentir sua existência macia e colorida em tons vivos, assim como um arco íris. Ele terá vida cheia de detalhes, que vamos arrumando e lustrado em todas as horas de nossos dias.
Quando já certos tranquilos de que a vida é bela e tudo se fechará com chave de ouro! Sabem o que acontece? E é de repente, topamos com um predador de sonhos, que vem de armas na mão e o abate com garras de ferro.
Será este predador nosso inconsciente que o liquidou por nos acharmos não merecedores? Será nosso amargo destino? Será que foi para o nosso próprio bem, embora não o saibamos? Será, será, tantas dúvidas!

Seja como for ou de onde vier, será o fim de um sonho um desejo que encheria a vida de cores e aí, durante um tempo, tudo ficará insosso, sem odor ou cor, tudo escuro, mesmo que brilhe o sol lá fora, e o ar nos faltará ainda que estejamos no meio de um vendaval.
Eis que um dia tudo passa a vida volta plena, a alegria nos envolve, e embarcamos noutros sonhos, sem nem pensar no tal do PREDADOR.
Léah