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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

O MEL DA VIDA

desenho à crayon


Hoje é realmente um dia feliz de calmaria e paz, aqui sentada apreciando as flores do jardim ao lado do meu AMOR, aproveitando o sol fraquinho, depois de dias frios e chuvosos. Minha mente fez uma retrospectiva da época em que nos conhecemos, eu tinha 12 anos de idade e ele 14, éramos duas crianças que só se olhavam de longe, com curiosidade, nem sei porque fazíamos isso, sempre na hora de entrarmos para a sala de aula ou no recreio, lá estávamos nós parados nos olhando! Estávamos num Colégio onde as turmas não eram mistas, meninos separados das meninas, com uma diretora rigorosa ao extremo, que vigiava toda criançada até fora dos portões do colégio. Para mim isto não importava muito e nem era estranho pois em casa meu pai era igualzinho a ela!!
Terminamos o curso ginasial, fomos para outros colégios e por três alguns anos não nos vimos e na verdade eu nem sabia o nome dele, lembrava-me apenas de seu rosto, daquele menino magrinho de óculos, que tanto me olhava.
O tempo passou,  sonhei como toda garota sonhava com um príncipe encantado, namorei uns sem encantos, que não eram nem VALETES que dirá PRÍNCIPES , até que um dia o destino resolveu trazer meu príncipe, sem cavalo branco ou reinado, veio mesmo a pé entrando pela sala de aula do curso pré-vestibular que eu estava fazendo já há uma semana e ele apareceu, ali parado na porta com seu 1,80m procurando uma cadeira vazia,  havia uma a meu lado e outras duas mais longe, claro que ele escolheu a do meu lado, não ouvimos nada daquela aula naquele dia, que foi também o primeiro dia de nossas vidas, ali tudo começou...
Para ele antes daquele dia muitas coisas aconteceram de ruim que o fizeram perder dois anos de estudos, mas ele dizia brincando, que estava tudo planejado em algum lugar do infinito, justamente   para ele poder me reencontrar...
Ingressamos nas devidas faculdades, ele de Economia eu na de Belas Artes, sonhávamos com nosso futuro, mas
nossas vidas não foram sempre só romance e deslumbramento, perdi meu pai, tive que trancar matricula e trabalhar fora. Ele arranjou emprego na IBM, mas teve de terminar a faculdade à noite. foi  um período de sacrifícios e incertezas, adiamentos de nossos planos. E uma coisa me atormentava, não poder voltar a faculdade de Belas Artes, a grana era curta.

Meu pai quando vivo adquiriu duas casas, numa morávamos, a outra dizia ele que era para as filhas quando se casassem, assim foi durante uns anos, até que ela ficou desocupada e minha mãe queria aluga-la. Ela e minha sogra eram contra que nos casássemos, alegavam que éramos muito novos, mas estávamos seguros de nossos sentimentos e resolvemos enfrentar as duas opositoras e nos casamos, eu com 22 anos e ele com quase 25. Foi uma cerimônia simples na igreja do bairro, que nós mesmos com nosso pouco dinheiro organizamos, mas estávamos muito felizes.  Fomos morar na casa que meu pai construiu e pagávamos aluguel para minha mãe, mas mesmo assim continuei trabalhando por mais um ano.
Aí engravidei, mas perdi o neném, chorei muito. Ele mudou de emprego foi para a Petrobras, as finanças melhoraram, parei de trabalhar, compramos nosso primeiro apartamento, na Ilha do Governador, era antiguinho, mas era só nosso, voltei à faculdade e ai resolvemos ter nossos filhos, primeiro nasceu um menino, três anos depois a menina, anos muito felizes esses.
Claro que a vida não é uma linha reta onde os bons acontecimentos vão surgindo sem barreiras, sem interferências de pessoas que não suportam nos ver felizes, mas nunca deixamos que essas influências diminuísse nosso amor.
A vida tem sido muito generosa conosco, temos dias tensos e assustadores geralmente por problemas de saúde, temos dias maravilhosos, e dias comuns, mas em todos eles o amor, união e nossa alegria e gratidão de estarmos vivos e juntos, sempre estão presentes. E é fundamentalmente a isso que devemos dar valor ao amor e a união familiar, é isto que nos dá força isto é o que considero o MEL da vida.
                                                                                 FIM                                                                                  Léah

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

fotografia retirada da Internet.

 Henrique recebeu alta e está se recuperando em casa.
Aliviados nossos filhos e eu, pela graça Divina de sua volta a vida, foi realmente um susto enorme, e vários dias de apreensão, e noites em claro.
Ainda no hospital pegou duas infecções coisa difícil para eu compreender e aceitar, um hospital que se diz de primeira linha e especializado.
Fiquei "internada" com ele todos os dias e noites, mas agora só precisamos esquecer e voltarmos  a normalidade de nossas vidas com muita gratidão a Deus por ouvir minhas preces, e agradecer  a todos os amigos que nos cercaram de carinho com votos e pensamentos de fé, amor e coragem.
        Obrigada a todos do fundo dos  nossos corações.
        Henrique, Vivian, Henrique Jr  e Léah.