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quinta-feira, 29 de março de 2018

Óleo sobre tela 42cm x 31cm 'Abóboras'
Epidemia?
Eu mesma costumo cortar meus cabelos, há muito tempo que desisti de salão, pois cada vez que ia e pedia para cortarem de um jeito eles cortavam de outro. Passei eu mesma a cortá-los, bastava uns espelhos um atrás outro na frente em ângulo, enfim cortava. Mas bateu uma preguiça, e alguns empecilhos. Enquanto isso, meu cabelo que não estava nem aí, para quem o corta, continuou crescendo e me deixando louca, ele faz cachos onde o quero liso, e é liso onde quero cachos, além do mais, gosto de cabelos curtos, mas não curtíssimos, porem esses cortes masculinos eu detesto! 
Arrisquei, criei coragem marquei um salão, e cheguei dizendo para o "cara" que se dizia cabeleireiro,
--Apare as pontas não invente corte, nem faça pé atrás, como fazem nos homens.
Lavei o cabelo em casa, pois não sei que raio de shampoo eles usam, e cheguei lá com o cabelo ainda húmido, mas ele insistiu dizendo que só ia molhar e passar um creme!
--Você vai molhar, mas passar creme não.
--Tá bem.
--Mas, passou assim mesmo, diante disso, eu já estava furiosa, afinal o cabelo é meu, eu o  amo e o trato com todo cuidado, com cremes cheirosos, o que não foi o caso...
Já desconfiada sentei na cadeira, e fui falando, você se lembra que eu não quero corte a ‘la homem’  só apare um  pouquinho, tire as pontas, se você fizer ‘pé curtinho’ nós vamos brigar.
Começou a cortar como se fosse fazer justamente o que eu não queria, dos lados as orelhas começaram a aparecer completamente, e começou a ir para trás, metendo a tesoura com toda a vontade! Como o cabelo estava molhado, fiquei em dúvida, mas ainda reclamei você está cortando muito!
-Espere um pouco, eu falei para você aparar.
--Não senhora, está natural.
--O que quer dizer natural? Dê-me um espelho quero ver atrás. Meu pai! Não deu outra, lá estava o pesinho do cabelo rentinho ao pescoço, e ainda ia cortar mais! Para pode parar, você fez justamente o que eu pedi para você não fazer. Deixe assim como está, eu conserto o que der, como você pode ser cabeleireiro? Ele só ficava repetindo. –Eu não errei, o cabelo está natural, não fiz pé a la homem.
--Acho que você fala outro idioma, não entende o que eu falo? Eu disse: APARAR AS PONTAS, NÃO INVENTAR CORTE ALGUM.
--Mas é o que eu fiz, eu não errei, está natural.
--Natural, meu filho, seria você fazer um curso de cabeleireiro feminino, natural é respeitar a vontade do cliente, não o que você quer fazer, ou acha que sabe fazer.

Sabem aquelas abóboras redondinhas? Assim ficou minha cabeça, fiquei com cara de abóbora.
Cheguei em casa, fui aos meus espelhos dei lá um jeito e fui cortando até diminuir a aparência de abóbora, ficou um pouquinho melhor e curtíssimo como eu não queria. Só vou olhar meu cabelo atrás quando ele crescer.

Estou muito furiosa com a burrice das pessoas que se dizem profissionais sem a menor capacidade,
Sei que cabelos crescem, mas e quando a questão atinge a saúde, a integridade da pessoa, as atitudes continuam as mesmas, irresponsabilidade, falta de respeito, de educação, deboche, acreditam na impunidade. Sinto-me agredida de várias maneiras, principalmente quando a agressão vem dissimulada, me irrita a ponto de me tirar o sono.
Tudo isso é resultado da situação em que vivemos neste país, a falta de moral, corruptos na presidência, no superior tribunal, roubalheira de todos os lados. Eles roubam e nós pagamos o prejuízo. A violência chegando em nossa porta. Medo de sair à noite, nem um policial na rua, tenho medo de policial que às vezes é bandido disfarçado, tenho medo do bandido, já não temos para onde fugir, é isso no pais inteiro.
Tudo de ruim crescendo como epidemia.
Estou com medo, muito medo...
Léah                                         Fim

segunda-feira, 19 de março de 2018

Descaso

 30 x 38 óleo sobre tela

Vejam só a situação na qual estamos hoje em dia! Minha amiga foi numa clínica para fazer uma ressonância magnética. Lá chegando o chão estava molhado, sabe-se lá o porquê, o fato é que ela escorregou e quebrou o pé de uma tal maneira que teve de sofrer cirurgia e implantar uma  placa de metal. Isto foi a pior coisa que poderia ter acontecido, entretanto ainda queriam se eximir da responsabilidade, ficaram mandando ela ir para o hospital de seu convênio para ser atendida de emergência, pagar um serviço de ambulância e tchau, só faltou botarem ela na calçada da rua !
Está claro que ela não é nenhuma boba, ela tem 78 anos de idade, o julgamento de que as pessoas de idade são imbecís, se esquecendo que é justamente o contrário, pelo tanto que já passaram, é a dita experiência de vida. Esse julgamento vem de imediato, principalmente partindo dos jovens, que se acham sábios e cheios de importância. Mas ela colocou todos os jovens “sabidinhos” da clínica em seus devidos lugares. Tiveram que pagar a ambulância, a internação no hospital e a cirurgia. E ela ainda saiu de lá dizendo que ia denuncia-los por falta de asseio e cuidados, por deixarem o chão molhado causando acidentes.
O descaso que fazem da vida do ser humano, ainda consegue me deixar abismada, apesar disto já vir acontecendo há muito tempo. Onde será que isso vai dar!?

Fim                                                                                    Léah

quinta-feira, 8 de março de 2018

SORRIR

óleo sobre tela com 35cm x 1,20cm  "O rio e as pedras"


Creio que a melhor coisa é rir, melhor ainda é gargalhar, desopila o fígado, e apesar das ruguinhas em torno dos olhos, levo em consideração que elas surgirão com o tempo, e assim é melhor que venham por eu ter rido muito, ou gargalhado criando as tais rugas, aí é só aproveitar e rir delas também.
O dia estava correndo meio insosso sem sol nem chuva, e nada de novo no front, o que poderia existir eu já sabia, apenas já estava lá e não era novidade. Resolvi acabar de ler o livro que havia começado há dois dias, e mal sentei, o interfone toca e lá vou eu atravesso a sala, a copa, a cozinha, e chego na área de serviço onde ele está instalado, atendo e nem um alô ou olá, ou como dizem os portugueses está lá? Silêncio total, suponho ser engano do porteiro, e volto para onde estava, sento-me na minha poltrona preferida e pego meu leitor de livros para dar continuidade ao romance, meio chato, que estava lendo, mas quero lê-lo até o fim, falta pouco, e não vou encará-lo como tortura e sim como um passa tempo para aquele dia morno.
O interfone torna a tocar, pouso tudo, levanto-me, atravesso a sala, a copa, a cozinha, e quando chego na área e estico o braço para pegá-lo ele silencia! Caracoles, ligo para o porteiro, ninguém atende, insisto, nada! Morreu, escafedeu-se? Volto ao meu pouso, hei de vencer!
 Faço toda travessia chego à minha poltrona amada, minha chata leitura, sento-me, respiro fundo, e o interfone toca, deixo-o tocar, e ele não para toca até quase explodir minha paciência de Jó. Desta vez vou bem devagar, assim como se estivesse com reumatismo, me vingando do interfone, ou do porteiro, chego até ele e demoro a pegá-lo, aí do outro lado escuto uma voz quase me insultando: -- Poxa, Dona Margarida, não escutas o interfone tocar? – Aqui, não tem nenhuma margarina, nem no jarro de flores—
--Uai! tem certeza? – Talvez!
Desligo o interfone, se tenho certeza? Que pergunta é esta? e começo a voltar por aquela via que não tinha pedras no caminho, mas interfone. E antes de chegar na poltrona, o interfone torna a tocar, volto e tiro-o do gancho, e bem alegrinha vou para minha poltroninha, supondo estar livre daquele indigesto trim, trim... Ai, tocam a campainha da porta, outro blim-blom, e fico pensando deve ser este livro o culpado de tudo, vingança, porque chamei-o de chato! Lá vou eu até a porta, é o porteiro novo.
_D. Margarida, o seu interfone está enguiçado?
--O meu, ou o da Dona Margarida? Ele pensa uns segundos e diz:  –O da Dona Margarida.
-- Só vais saber se fores perguntar a Dona Margarida. Olhou-me espantado por uns segundos e perguntou
_A senhora não é Dona Margarida? --Sinceramente, estou em dúvida, vou olhar-me no espelho, para saber, espere só uns minutos. O homem me olhando como se isto fosse normal. Encostei a porta, um segundo depois, abri de novo e respondi: Não eu não sou a Dona Margarida. (Me segurando para não gargalhar).
--E onde ela está? –Segurei meu queixo, para não desatar a rir, e como se estivesse pensando, respondi sabes que não sei, mas acho bom procura-la, lá na casa dela, que também não sei onde é, e fechei a porta. Fui até a área e coloquei o interfone no gancho, e foi só o tempo do porteiro chegar no posto dele e eu parar de rir, e ele tocou de novo. Atendi e do outro lado: -- Aqui é o porteiro é a Dona Margarida. Respondi: --É, ele em seguida me perguntou:  --Seu interfone está mudo? –Quase sem poder responder por estar tendo um ataque de rizo, disse NÃO, e desliguei e sentei no chão rindo de chorar...

 Este porteiro estava no cargo há duas semanas, segundo o síndico me falou, mas não permaneceu, não por minha causa, eu estava até rindo bastante com tanta tolice! Mas fez confusões mais sérias, e por mais que o ensinassem ele não aprendia e foi despedido. Perguntei ele sabia ler? Pois ele tinha a lista dos moradores com seus nomes o número de cada casa respectiva. Sim, foi a resposta, então devia ser outro tipo de problema.
Léah                                                                                                         Fim



sexta-feira, 2 de março de 2018

O que é ser feliz

abstrato acrílico tela 80x50 cm

Ontem encontrei uma ex-colega de faculdade, primeiro nos olhamos e uma dúvida pairou em nossos olhares, também tanto tempo já se passou, já temos rugas, cabelos brancos escondidos por tintas em salões de beleza, ela bem magra se equilibrava com sucesso sobre saltos altos, eu, apesar de não ser gorda não me atrevo mais, sapatos assim são bem desconfortáveis, e com toda certeza minha coluna se revoltaria nos primeiros passos.
Claro está que acabamos perguntando juntas você é minha colega? E rimos juntas também.
Abraços, beijinhos costumeiros, e fomos para uma lanchonete matar as saudades dos velhos tempos de ingenuidades, vans filosofias. Achávamos ter controle total de nosso futuro, sonhos de dominar o mundo com nossa arte, irmos para Paris!
Aqui estamos neste nosso Brasil, nunca fomos a Paris. Ela casou e enviuvou muito cedo, com uma pessoa que a deixou bem financeiramente e não usa mais sua arte. Nossas vidas correram por vias bem diferentes, ela se considera infeliz diz que sua vida é vazia, acho estranho esperar que todos os dias sejam plenos e cheios de realizações. Há uma diferença entre ser feliz ou infeliz, felicidade na maioria das vezes depende nós, enquanto infelicidades acontecem com todos os viventes. É difícil entrar nesses meandros e julgar, as vezes o que pensamos ou sentimos como felicidade, para outros é nada.
Nosso encontro por exemplo deu- me momentos de felicidade, lembranças fugazes onde recordarmos os dias em que sonhávamos muito com o futuro, entretanto a vida escolheu, traçou e nos empurrou para onde estamos, nem sempre conseguimos ir por onde queremos, ou erramos nas escolhas ou acertamos, é o chamado destino de cada um.
Ah! Ser feliz, é o que todos queremos, ninguém projeta ou sonha com a desgraça ou dissabores, dizem que a felicidade está onde a colocamos, ou que nunca a pomos onde estamos, o negócio então é procura-la, se necessário for com lentes de aumento!!...
Eu tenho uma, até agora só usei para ler aquelas bulas de remédio com aquelas micro letrinhas, se alguém quiser empresto... Por enquanto estou feliz.
Léah                                                                                        FIM