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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Pausa nas telas

A margarida 2 desenho à crayon
Queridas amigas/os eu tenho que dar uma pausa nas pinturas e nas postagens vendi minha casa e estou com prazos curtos para a mudança e compra da nova.
Tenho sessenta dias por lei, para entregar a casa vendida ao seu novo dono, e como ele mora noutro país consegui que me  alugasse  por  mais um mês, minha ex-casa, rsrs! Parece piada, mas é fato e bom já que ele sai lucrando e eu ganho tempo para decidir qual casa escolher entre as que o corretor me mostrou.
Caixas cheias, gavetas vazias,  tudo empilhado, meu ateliê encaixado, uma loucura, uma canseira, só paro para comer, tomar banho e dormir, ah, esqueci suar, suar e suar, o calor está a 40 e tantos graus.
Estou feliz, aquele entra e sai de gente que na sua maioria quer só fazer turismo na casa das pessoas, já estava dando nos meus nervos. Foi preciso aparecer um gringo que veio por aqui nas olimpíadas e gostou do Rio, comprou minha casa  para passar férias, e ainda comentou que o Brasil está barato! Isso dói de ouvir, mas infelizmente é verdade, e está barato pra ele, para nós está caro.
 Vou tentar não me ausentar completamente, mas talvez fique restrita a comentar as postagens de vocês, já que não posso pintar. Espero que me desculpem por essa, mas vai passar rápido.
Obrigada pela compreensão e carinho de todos.

Beijinhos, Léah 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Involução

Casa da Beth= 30 x 25 óleo sobre tela
(doado a dona da casa)

Minha amiga Beth  há alguns anos atrás comprou uma casa bem pequena e antiguinha num  bairro próximo ao meu, na época ela ficou feliz e eu preocupada, mas torci por ela. Conheço  por experiência própria o que é lidar com pedreiros, e ela queria  aumentar a casa essa era sua intenção. Ela foi em frente com coragem e decisão. Contratou uma firma de construção  que a roubou e não terminou nada. Só derrubaram aqui e ali,  gastaram o dinheiro dela e sumiram .
Beth é mãe solteira de Rafael, meu querido afilhadinho, seu namorado é músico e nada entende de pregos, parafusos ou pedras, mas Beth corajosa começou a fazer um curso numa escola técnica, imaginem do que! De construtora (pedreira).  Agora ela estava  a cavaleiro para comandar os pedreiros e assim foi. Reformou a pequena casa que cresceu, decorou e ficou uma gracinha,
Estava muito feliz, até descobrir que um dos seus vizinhos era maconheiro, o do outro lado bêbado e o da frente adorava ligar o som na maior altura. Beth e seu namorado muito cuidadosos com a educação do menino ficaram preocupados, mas ela acreditou que tudo isso seria acertado desde que falasse com eles usando sua educação e diplomacia, ela ainda tinha fé no uso da razão, mas foram tantos os aborrecimentos que ela vendeu sua linda casa e foi para um apartamento no mesmo bairro, mas pesquisou bastante sobre os vizinhos  antes de compra-lo.

As vezes basta uma pessoa para estragar nossos sonhos, viver em comunidade  hoje em dia é bem difícil, as pessoas esqueceram seus limites, extrapolam como se fossem únicos no mundo e quem quiser que se dane, faz parte da involução do mundo.
 Léah

   (tela e crônica são de conhecimento e aprovação de Beth)