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terça-feira, 31 de outubro de 2017




Quero paz.
Já falei em outras ocasiões que tenho três cadelas, uma calma e brincalhona, outra aparentemente calma, e a terceira a Gigi, que não gosta de estranhos, só nós conseguimos cuidar dela. Mas já houve ocasião de ver que quando se trata de alguém indesejável as três se juntam e agem como matilha.
 E justamente no período difícil de cirurgias nos olhos, um problemão na coluna, e de um princípio de ulcera no estomago, ofereci emprego a um rapaz, para tratar do pequeno quintal que tenho agora, molhar as plantas, e limpar o canil, enfim limpar a área externa da casa. Ele aceitou muito feliz e sorridente, mas a Gigi não gostou dele!
 Deveria chegar as oito horas da manhã, de segunda a sábado almoço de meio dia às treze e sair as quinze horas, exceto sábados quando a saída seria ao meio dia. Na primeira semana ele foi ótimo, na segunda nem tanto, na terceira reclamou da hora que chegou até a hora de ir embora, na quarta semana, após receber o pagamento pelo mês de trabalho, pediu para fazer um acordo comigo, queria vir dia sim outra não, e sair às doze horas todos os dias, depois que almoçasse às onze horas, ou mais cedo, alegou que levantava muito cedo e almoçar meio dia para ele, era muito sacrifício.
 Se o empregado diminui as horas de serviço o salário também diminui, essa é a matemática que aprendi. A dele era diferente menos trabalho, mais exigências e o mesmo salário!!
A moça que trabalha dentro da minha casa, chega às oito lava, limpa, arruma, faz o almoço para todos, inclusive para ele, deixa tudo brilhando e sai as dezessete horas, está sempre com um sorriso e feliz, segundo ela por ter emprego e salário.
Falei para o engraçadinho que estava se achando poderoso, “- preste atenção o emprego que te ofereci e que você aceitou é esse, as regras são essas, para sua informação quem muda as regras aqui não é você, alem do mais, a pessoa que faz o seu almoço, não vai fazer um prato especial para você, ela é minha empregada e não sua, se você se acha sacrificado, procure outro emprego, este é assim como o combinado-“. Ele disse que eu o estava mandando embora e tinha de ser indenizado, pode? Indenizado pelo que? Paguei o seu salário por um mês de trabalho, começou a falar tanta besteira, que só podia estar drogado, mandei-o embora, ele começou a ficar agressivo me insultando a minha ajudante abriu a porta da cozinha de proposito onde a Gigi  estava e também as outras duas e gritou meu nome,  quando vi as outras duas cadelas se aproximando como se fossem caçar, bati a porta atrás de mim, elas ficaram dentro latindo feito loucas, ele que também viu a cena  se assustou e correu portão a fora, meu coração estava acelerado num misto de susto, raiva e alivio, se não tivesse fechado a porta elas o teriam atacado o que nem é bom pensar, embora a intenção da ajudante tenha sido de me ajudar, o resultado seria terrível, pois as cadelas quando pegam uma presa só soltam quando matam,   mas  mesmo assim ele saiu  gritando que ia saber dos seus direitos, e ficou sentado na calçada da rua em frente ao portão, avisei ao porteiro para não deixa-lo entrar, e expliquei o acontecido. 
Essas coisas só me acontecem quando estou sozinha em casa, isto é meu marido, e filhos não estavam. Fiquei tão nervosa, com a situação que meu estomago começou a doer. Liguei para meu marido, meu filho iria querer bater no infeliz,  só falei para ele, bem depois do acontecido.
Quando o sujeito viu meu marido chegar, quis entrar junto com o carro e o porteiro o barrou, esse porteiro é um armário de tão grande e mau encarado, mas é uma pessoa doce e atenciosa com os todos mas sua figura, e aparência impõem respeito.
Henrique desceu do carro e foi até o portão, o porteiro ali se impondo, ele o “engraçadinho” começou a falar que estava arrependido, que queria continuar a trabalhar para nós, que estava muito nervoso, e bla, bla, bla... Foi dispensado com todo o nervoso e bla, bla, blas, sem chance de volta.
Agora estou com uma moça no lugar dele, até agora tudo bem, mas ando meio apavorada com esta situação. É uma falta de noção de respeito ao próximo, de direitos e deveres. Se somos educados nos consideram “bobos” e querem se aproveitar, se rígidos somos vistos como prepotentes, injustos. Estou me sentindo como a Gigi me armando contra tudo, só que não quero ser como um cão de guarda, quero paz em um mundo melhor, embora saiba que é um sonho utópico.

Fim                                                                             Léah

10 comentários:

  1. Bom dia amiga Léah!
    Linda a pintura!
    Pois é, cada situação que se tem de enfrentar né mesmo?
    Nem sei o que te dizer, as pessoas agem de forma surpreendente, nem sempre pelo lado bom, ainda bem que agora você vai ficar mais atenta, acredito que por essas e outras situações, as pessoas passam a viver sempre na defensiva, que pena que é assim!
    Fique na paz amiga, abraços apertados!

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  2. rssss, li à noite, quando estava fechando o computador. Desculpe, amiga, mas saí rindo e ainda contei para o Pedro tua nova crônica! Uma história! O problema foi que imaginei tudo, todo o drama!! A criatura depois de aprontar, de te estressar ao máximo, queria voltar!!!E os cachorros latindo, a empregada nervosa e o cara querendo trabalhar menos e não satisfeito com a hora do almoço! Cruzes!
    Eu também estou precisando de uma folga desses auxiliares...Almoço fora, preciso tirar umas férias delas.
    Adorei te ver voltando, esse é o nosso dia-a-dia...
    Beijo grande, te acalma e cuida do teu estômago.

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  3. Querida amiga, é com grande alegria que te vejo de volta. Aos poucos vais recuperando e brevemente te teremos por inteiro . Mas, primeiro a saúde, sempre. Infelizmente temos que estar mais atentos às reacções do ser humanodo que às reacções dos bichos; estes só atacam quando se sentem ameaçados, mas o homem ataca à toa, sem pensar e à toa também mata. Leah, desejo-te uma completa e rápida recuperação e que já estejas mais dalma com a situação passada. Beijinhos
    Emilia

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  4. Olá, Léah!
    É muito bom te ver de volta ao blog, depois de uma breve pausa. Agora nos brinda com estas belas crônicas, nas quais aparecem os meus aninam preferidos, os cães. Desses três, já me encantei. Quanto tudo o que se passou com o teu empregado é muito engraçado. Para ti, vi que foram coisas estressantes. Pudera! Gostei muito da crônica (e da tua volta).
    Um abraço.
    Pedro

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  5. Olá Léah
    Que bom tê-la de volta
    Vejo que passaste por uma situação bem estressante mas graças a Deus já se resolveu. É difícil encontrar pessoas íntegras e competentes. Elas existem, embora seja dificílimo encontrá-las. Tomara que agora dê certo e você possa curtir a sua merecida serenidade
    Beijos

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  6. ¡Hola Léah!!!

    Ay amiga cuanto me has hecho reír, jajaja, vaya gracia y que gran habilidad la que tienes para plasmar un relato de lo más gracioso!... Vaya lío con el empleado que quería trabajar poco y cobrar mucho; menos mal que era un sueño, más bien una pesadilla., eh.

    Aunque en la realidad, también pasa bastante de eso, contratas un obrero para pintar la casa, por ejemplo! Y echa más tiempo mirando de donde vine el viento, que dando brochazos a las paredes. Por lo tanto ya ves lo hay.
    Ha sido un placer pasar por esta tu casa y leerte.
    Me alegra que ya estés bien de salud y de todo… Incluido el amor que también es necesario.
    Un abrazo y mi gratitud.
    Se muy -muy feliz.






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  7. Boa tarde, espero que se encontre melhor de saúde. Que momento complicado pelo qual passou! Paz e um mundo melhor sem dúvida seria muito bom. Bj e bom fim de semana.

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  8. Minha amiga que situação tão aborrecida.
    Nunca se sabe realmente como são as pessoas, no inicio parecem impecáveis e depois de algum tempo mudam completamente e tornam-se desagradáveis e incompetentes.
    Espero que já se sinta melhor.
    Boa semana
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

    Acredito que quando somos

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  9. Que aborrecimento!
    Eu também sonho com um mundo melhor, mas infelizmente, há o mau e há o bom e mais mau do que bom...o mundo não melhora.
    bjs

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  10. Que situação super aborrecida, Léah!
    Espero que se tenha resolvido, e que ele não tenha insistido em aparecer de novo...
    O mundo é assim mesmo... com muita gente mal formada... outra vez, que seja preciso dar um basta, em mais alguém... é melhor mesmo, não estar sozinha, Léah, melhor aguardar até ter mais alguém por perto...
    Adorei a pintura da Gigi!
    Beijinhos
    Ana

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