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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Educação ou falta

Jarro e flores 30x20 óleo sobre cartão




Digo sempre para meu marido, como um chiste, que moramos num bairro que deve ser o nascedouro dos shoppings, pois são muitos uns grandes outros não tanto, mas antes de mais assunto, ele, meu marido odeia shoppings, eu não compreendo o porquê, mas respeito. Vejam só o que acho bom nos shoppings, tem ar condicionado em toda a sua extensão, piso de porcelanato ou granito ou cerâmica, tudo lisinho, portanto  não se corre o risco de cair, não se apanha sol nem chuva, é um ambiente cheirosinho, quando se tem fome, temos uma ou mais praças de comida, tem várias lojas a nossa disposição.  Então porque não gostar de um ambiente assim?
Voltando ao assunto, não sou rata de shoppings, nem consumidora compulsiva, mas é só escolher um e ir. Aqui em casa estamos numa fase de escorrega, derruba, cai quebra ou enguiça, quebrei um jarro que amava , e outro que não amava tanto assim. Como é primavera e não se pode viver sem flores, lá fui eu.
  Para mim o defeito é que gosto de lugares calmos e nem todos são calmos, tem uns com plays e a algazarra infantil é enorme, isso não significa que não goste de crianças, pelo contrário bebezinhos me derretem, só tem um detalhe gosto de crianças educadas. Este trelele todo é para falar da minha ultima ida ao Barra shopping que é um dos grandes  e com certeza acharia um jarro para minhas flores. Lá estava eu distraída em busca do que precisava e quase cai sobre uma criança que veio correndo e gritando de repente deitou-se no chão sobre meus pés,  e berrava eu quero, eu quero... O que será que eu estaria devendo àquela criança?  De repente  a mãe apareceu parou perto da cria e  ficou só olhando, a criança por um tempo, que vermelha como um tomate maduro, lágrimas nenhuma, era um choro fictício só de gritos e se esperneava, rolava no chão. e a mãe FINALMENTE  gritou “ tá bem  amorzinho a mamãe vai comprar, vou comprar”. Imediatamente a criança levantou, parou de “chorar”, saíu de cima de meus pés doloridos, e não ouvi nenhum pedido de desculpas, enquanto eu  entre o espanto e a raiva, pela cena deprimente da falta de energia e mesmo de  falta de  educação daquela mãe para passar para o filho, fui embora para a finalidade da minha ida àquele shopping, mas  os gritos da tal criança ficaram nos meus ouvidos e fiquei pensando como será esse adulto, como reagirá aos nãos da vida?  Gritará até conseguir o que quer, roubará quando  não lhe fizerem a vontade?  Apanhará de alguém pela petulância? Nem posso imaginar o resultado dessa falta de limites no futuro deste pobre menino mimado.
Mas o fato concreto é que  tive vontade de bater naquela mãe!! Se fosse sempre assim até eu odiaria shoppings, como meu marido odeia, embora nunca tenha acontecido isso com ele, ou melhor com seus pés : )).                           FIM
Léah




sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Lei de Murphy

acrílico sobre cartão "lei de Murphy"



Embora seja meio difícil de me acostumar gosto do horário de verão, queria que fosse como o dos Estados unidos que duram oito meses, mas aqui termina antes do verão acabar. Hoje acordei mais cedo do que o de costume, cinco horas no horário de inverno, e seis no de verão, mas o dia já estava bem claro, caia um chuvisco lá fora e depois passou e abriu um sol , e  marido ainda dormia.
 Eu tinha em mente um trabalho começado e difícil de acabar, não pelo trabalho em si, mas pelas dificuldades que iam se interpondo no meu caminho jogando-me para outro tipo de afazeres.
Preparei um espaço claro, e arejado, forrei o chão com uma lona preta que é vendida nas lojas de ferragens, reuni todas as tintas numa mesinha auxiliar, rolinhos, solventes, viochene, pincéis e a vítima em posição favorável... Trata-se da reciclagem de um móvel com mais de cem anos  de idade, que herdei de minha sogra, mas como não tem estilo, não pode ser considerado antiguidade e sim apenas velho, rsrsrs...:)
Acho-o muito bonitinho e resolvi transformá-lo para que ficasse bonito.
Aí, começou mais um empecilho,  coloquei no chão a lata da tinta, da qual já havia retirado um pouco para uma bandeja, fui então buscar um martelo para fechar a lata bem direitinho, afim de evitar acidentes, e foi justamente o que aconteceu, marido acordou deu  por minha falta  e preocupado, pois sabe que gosto de acordar mais tarde,  foi a minha procura pela casa, entrou no terraço, lugar  onde ia finalmente acontecer a transformação da vítima  e não viu a lata de tinta no chão,  esbarrou nela com o pé e lá se foi tinta pela lona à fora e pelo pé dele, e parecia que estava sendo movida a motor de 100 cavalos escorreu ligeira para o chão de cerâmica  uma sujeira que levamos boas horas para limpar, e restou um tremendo cheiro de  agua rás, canseira e lá ficou o móvel esperando nova oportunidade para ser pintado.
Talvez quem sabe lá para o ano de 2018, 19, 20...
           FIM (por enquanto).
Léah

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Perigo, Perigo!



"crepúsculo" óleo sobre tela 30x15cm 



A Janela envidraçada mostrava uma enorme paisagem verde, e meu olhar parou numa asa delta que flutuava sob o céu vermelho do crepúsculo. Como será que se nasce com tanta coragem para desafiar e vencer as incertezas desse esporte? Existem pessoas com um arrojo insaciável e querem enfrentar tudo que acelere sua adrenalina ao máximo. A meu ver são pessoas especiais feitas de outro tipo de estofo, nascem para desafiar os  perigos que possam vir até mesmo a morte. 
Enquanto eu prefiro apreciar os vermelhos, que embora simbolizem o perigo, porém os do céu num crepúsculo de inverno com sol de verão, e  os verdes das montanhas, mas aqui  através de minha janela.
Léah


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

                                         manchas óleo 30x15 cestos




Esperança
Eu estava tão feliz ontem, mas o tempo me olhava pelas frestas talvez do vento.
E me acertou roubou meu chão levou embora meus sonhos, minhas vestes de fada
E nua estou a deriva num céu carregado, recorro ao mar.
E até o mar que tão amigo era  que embalou meu sono com  a cadência  das ondas
Agora em fúria me joga nas pedras até sangrar e ondas me arrastam
E já num derradeiro esforço, estendo a mão para alcançar a esperança,
E voltar a ser feliz como fui ontem.

Léah