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domingo, 29 de maio de 2016

A fugidinha da rotina.

Estrada =óleo sobre tela 40x30

A natureza tem situações que me amedrontam ventanias, chuva pesada, raios e trovões,
mas personagens da natureza como pássaros, arvores, flores e o mar me encantam e enternecem.
Dia desses fomos dar um passeio n’outra cidade uma fugidinha  onde as montanhas, os sítios, muito verdes davam colorido especial, gados nas várzeas, estradas ensolaradas com sombras filtradas e curvas despertando a curiosidade do que viria depois, tudo muito inspirador  trazendo ideias  para  a pintura de novas telas.
Ficamos numa pousada, curtimos três dias de sol, passeando pela cidade, comendo em pequenos restaurantes, fazendo amizade com pessoas na pousada e fora dela.
Nossa programação era voltarmos no quarto dia, fomos dormir mais cedo, pois a viagem era meio longa, mas tem sempre um, mas, a chuva arriou durante a noite com tudo que eu temo,  aguaceiro, ventos fortes e raios. Pela manhã lama na estradinha que nos levou à pousada, e ainda chovia com estiagens  de vez em quando.
Resolvemos voltar assim mesmo, pois tínhamos uns compromissos. Meu marido se aposentou há uns três anos, da famosa Petrobras Distribuidora, e não gosta de ficar parado, por isso  trabalha em casa por conta própria,  eu recebi uma encomenda de uma marinha com prazo curto de entrega, além dos compromissos domésticos,  não poderíamos nem que quiséssemos adiar a volta.
Enfrentamos os obstáculos que um dia de chuvarada apresenta com estradas derrapantes, curvas que beiram a abismos, retenções no trânsito.
Chegamos bem, Graças a Deus, de volta a rotina, ao trabalho, mesmo com a volta tensa da viagem senti  saudades dos dias de sol que passamos por lá, e em breve vamos preparar outra fugidinha, para outra cidade, outra pousada, viver a vida enquanto a temos, aproveitar o tempo do que chamam de melhor idade, será?
Léah.
  

 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Alegria e tristeza

                                      óleo sobre tela 30x25 natureza morta - frutos

O sol que vinha se fazendo presente desde o verão e atravessou o outono, deu lugar a uma ventania e uma chuva fina e constante que lavou minhas vidraças, pareciam lágrimas brilhantes rolando até o peitoril da janela e ali uma pequena mariposa nos estertores da morte se debatia, um ninho de passarinhos caído no chão lá fora junto com folhas e galhos do flamboyant.  O brilho da chuva que eu estava achando lindo antes me mostrou o outro lado da situação o lado feio, a tristeza.
Essa pequena cena fez-me lembrar de uma amiga do tempo da faculdade, nos encontramos por acaso aqui no meu bairro, depois de muito tempo de ausência.
Era na época uma pessoa triste, mal humorada, e confidenciava sua infelicidade familiar para mim, até suas pinturas eram meio mórbidas. Assim que nos encontramos, mostrou-se alegre e foi logo me convidando para ir a um clube, onde ia comemorar seu aniversário, imaginei que agora devia estar feliz se livrado da tristeza.
-Ah, vai preciso tanto de conversar contigo, estou precisando de sua amizade- , disse-me ela, e
 Insistindo muito, diante da minha incerteza de ir ou não, que acabei não tendo como negar.
Gosto de me reunir com meu grupo de amigas para conversar, rir, falar de arte, agora de politica principalmente, contar nossas próprias novidades. Essas reuniões podem ser aqui  em casa, na casa de uma delas, sempre com musica suave de fundo, comidinhas gostosas, que cada uma traz  um prato, e a alegria reina junto com nossas conversas loucas e todas falando e rindo ao mesmo tempo.  Mas festa com pessoas falando aos gritos e ninguém se ouvindo, som alto a ponto das mesas trepidarem, não, não dá.
No dia marcado lá fui eu na festa no tal clube, não conseguimos trocar uma palavra, como ela disse ter tanta necessidade  tamanho era o barulho, entretanto a aniversariante estava feliz, sorrindo dançando. Enquanto eu feliz por vê-la assim tão alegre, mas me sentindo  fora do ninho, esperando a chance de ir para o silêncio  de minha casa, a festa ia se estender até quando o dia raiasse, mas meus ouvidos  certamente não suportariam. Catei a aniversariante na multidão, dei-lhe um abraço e fui embora, foi difícil, mas sobrevivi e até hoje estou espantada com a capacidade de certas pessoas se alegrarem num ambiente ensurdecedor, pois o clube estava cheio, como se diz “gente saindo pelo ladrão da caixa d’água!”
Aquela gritaria seria alegria ou seria para abafar as tristezas ou os problemas, desespero, salvar as aparências de uma vida conturbada?   Não sei para mim aquele barulho estava muito além do que entendo como festa, alegrias compartilhadas. Foi desesperador...
Alguns dias depois ela telefonou-me, dizendo que  estava triste e precisava falar comigo  e encontrar-me num barzinho onde um grupo italiano ia se apresentar, mesmo ali pelo telefone  se lamuriou, queixou da vida, de tudo um pouco, só não marquei nada com ela, pois fiquei pensando que não teria como abafar sua tristeza, as musicas que ouço, mesmo que sejam italianas, que gosto de muitas, são tocadas para darem prazer, as conversas são alegres e loucas , mas dentro de limites da razão, e já estou achando que o caso dela é de analista ou psicólogo!! Ficamos mesmo, só por telefone.
E me pergunto onde foi parar aquela alegria esfuziante, lá no clube, estrebuchou como a mariposa na minha janela, caiu do galho como o ninho?
                           ?Sabrá   Dios?
Léah

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Grafismo

                                             Crayon e acrilico (desenho)

Hoje para que serve o hoje
Se não para se viver e esperar o amanhã?
E quando este amanhã chega estamos de novo
Esperando o próximo, o próximo, até o ultimo amanhã.
Esta espera é como uma linha reta que segue igual de um ponto ao outro
                     Até o  final.
Léah

terça-feira, 17 de maio de 2016

 técnica -pastel e crayon- abstrato
"labirinto"

















Os caminhos por onde andei,  sem contornar os obstáculos, quantos tropeços e quedas.
E quantas vezes levantei com a mão que  se estendia e  o olhar de amor que  recebia sempre o seu.
Como seria andar num caminho reto, sem pedras, liso.
Se foram os obstáculos que me levaram até você.

Léah




sexta-feira, 13 de maio de 2016

NADAR, NADA!

arrumando o ateliê depois da Dedetização




O dia estava claro e o sol salpicava o chão com sombras através das copas das arvores, acreditei que seria assim o dia inteiro. Apesar de o tempo andar meio  louco não suspeitei que aquele céu azul iria me enganar, e eu precisava que ele ficasse assim o dia todo.
Há um ano começamos a construção de uma piscina no nosso quintal, digo começamos, mas não foi de comum acordo, eu queria que fosse de uma raia só, pois daria perfeitamente para darmos três braçadas de ida e três de volta multiplicando por três estava pronto o exercício, mas filho e marido, quiseram uma bem maior e mais larga, eu e a filha somos mais pé no chão, deve ser por sermos mulheres, mais praticas, sabemos a diferença entre sonho e realidade.  lutamos por nossa ideia.
-Para que fazer uma piscininha se temos espaço? Argumentaram marido e filho. -
-Muito trabalho, mão de obra, dinheiro, canseira, poeira, lidar com peão de obra, arg., arg...Isso para mim é mais que suficiente para que seja bem pequena, assim acaba rápido e alcança  o objetivo, ginástica para nossas colunas, joelhos e o que mais quiser.-
Era e continua sendo o que penso.
-Não adiantou fomos voto vencido, largamos de mão. Ficaram os dois desenhando, me pediam opinião eu só respondia que eles que resolvessem, não queria mais discutir pros nem contras.
Semana seguinte começou a agonia, caminhão com sacos de cimento pedrinhas, areia, tijolos, e contrataram dois peões para cavar alisar, tirar, botar, sei lá, mais o que, só sei que a poeira subia junto com minha insatisfação, terreno em aclive tendo que alugar uma máquina barulhenta que tirava pedra e junto minhas plantinhas flores, samambaias, palmeiras e até umas bananeiras, foram embora.
Eu havia sugerido a tal da piscina num lado da casa onde não havia nada somente uma calçada, ela poderia ter cinco metros por três. Era só arrebentar a calçada fazer o buraco nivelar, impermeabilizar e colocar uma de vinil.
Muito bem, sobrou para mim!!  Hoje a tal da piscina que terá dez metros por seis está parada e vazia e  eu cheia de um monte de aborrecimentos com peões que dizem saber tudo e nada sabem, estragam material, marido teve problema de saúde, não por conta disso,  filho trabalhando e viajando a trabalho, eu tendo que cuidar dessa parafernália toda, está tudo calçado o buraco da para nos escondermos no caso de uma guerra nuclear, está  cimentado, muro de arrimo ainda sem emboço, um monte de material estocado, mas mão de obra nada, cada um que aparece nunca fizeram esse tipo de serviço, quando dizem que têm experiência, pergunto de ter feito onde? Não comprovam, ai mando rodar. Já não tenho condições psicológicas para lidar com isso.
Telefonou um carinha dizendo ser especialista em piscina, marquei  com ele as cinco horas da tarde, meu marido já está bem meu filho estaria em casa e resolveriam se o sujeito serveria ou não.
Mas, até o tempo está contra mim  o sol sumiu ! Arriou uma chuva danada de grande, e o homem não apareceu.
Minha coluna marca presença mais que as colunáveis, ou que a “presidenta”,  e eu não consegui a piscininha de uma raia, só consegui até agora raios e trovões.
Já desisti, o negócio é fazer caminhada, exercícios aeróbicos, pois nadar que é bom nada, só se a chuva encher aquele buraco, aí quem sabe?!
Fim
Léah