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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Avião não, ler sim

Livros e flores 35x15 óleo sobre tela



Para viajar de avião, mesmo por uma hora que seja, tenho que tomar calmante ou sonífero, por ser claustrofóbica, por isto troco sem pensar qualquer viagem de avião por ficar em casa lendo um bom livro, ou por viajar de carro pelo meu país,  troco qualquer festa por ficar pintando um quadro, ou ir ao cinema ver uma comédia ou um filme agua com açúcar.
Para muita gente sou chata, quieta demais, caseira demais, mas somos bem afinados meu marido e eu, quer coisa melhor?
Ultimamente venho encontrando umas “amigas” que gostam de tudo que não gosto, e insistem em modificar-me mudar o que me dá prazer e até meus valores, tarefa inútil da parte delas, só me causam irritação, essa tentativa de quererem impingir seus gostos  e essa autoridade não permitida de colocarem suas preferencias e capacidades por minha goela abaixo, não deu, não vai dar, nunca dará, isso não é letra de música, rsrs...
 Só eu mesma por análise da situação ou por puro desejo de inovar posso  mudar qualquer um desses meus deliciosos bons gostos, pelo menos para mim, rsrs... Ficam dizendo que eles estão errados e ultrapassados, ora, ora, convenhamos para gosto há cores, estilos e técnicas uma delas é o simancol ou melhor educação!
Não dá, fico realmente irritada, não respondo com grosseria,  pois sou educada mamãe e papai me ensinaram, mas mato o assunto, apesar de que tentam sempre voltar ao tema, fico enlouquecida, irritada, do avesso, querendo comprar uma passagem de ida sem volta para Transilvânia em um avião de carreira, não para mim para as chatas insistentes.
Em nome de uma boa amizade, já lhes falei  não irritem, não imponham seus desejos, ou modo de se divertirem. Discutir o que se gosta ou não gosta é saudável, ajuda-nos a conhecer com mais profundidade as pessoas que nos cercam, mas é só até aí.
Oh Deus ! Tenho que mudar minha Oração
- Livrai-me dos chatos e impositivos que adoram festas barulhentas, andar de avião, achar que ler é chato, ir a Disney world todo ano, entrar na fila para ver Guerra nas Estrelas, gargalhar alto em público, contar vantagem em voz alta, fazer fofoca...  Por favor, por favor Deusinho, me livra, amém.  Léah

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A bicicleta vermelha




 desenho em papel Canson reciclado A4

Mudamos de um apartamento para uma casa que  era nova em folha, mas  a rua era feia e em ladeira sem calçamento era uma trilha com mato baixo e um rio próximo há uns 200 metros de nosso portão, o bairro era novo e o calçamento só chegou uns cinco anos depois que para lá fomos, mas eu me divertia muito com a liberdade e as novidades que com meus nove anos descobria por lá.
Mas com a compra da casa estávamos meio apertados de dinheiro, dizia minha mãe. Isso significava não sonhar com presentes no Natal que estava bem próximo.
Um belo dia, e para mim foi belo mesmo, meu pai apareceu com uma bicicleta meio velha, mas certamente ficaria nova se recebesse uma pintura e novos pneus  e foi o que ele disse e fez. Pintada de vermelho,  pneus novos ficou linda! Mas o grande problema é que eu nunca havia andado de bicicleta, não sabia me equilibrar, não ficava em cima dela nem um minuto sem cair para um lado ou para outro.
Meu pai que não era muito paciente já meio zangado com minhas reclamações, levou-me até a parte mais alta da rua, dizendo:” -Hoje você aprende.”  Sentou-me na bicicleta e empurrou. Desci na velocidade máxima agarrada com uma lagartixa no guidom, só pensando no rio,”- vou cair no rio, vou cair no rio-“ e odiando meu pai, que maldade me lançar assim no espaço.
Antes de chegar ao rio, joguei-me no chão para um lado e a bicicleta para outro, coração acelerado e orgulho zero, só de raiva e para preocupá-lo fiquei lá estirada até que ele chegasse arfante da ladeira perguntando se eu estava bem, mas como ele estava rindo sem se conter fiquei mais irritada e humilhada levantei-me deixei-o e a bicicleta fui pra casa.
Fiquei sem olhar para a bicicleta muitos dias, e ele pra me provocar dizia: -“Vou aproveitar e vender essa bicicleta, já que está nova e sem dono”...
Ela era tão bonita e ali pendurada na área de parede branca realçando ainda mais sua cor vermelha. Movida pelo medo de que ele a vendesse venci o orgulho e resolvi que ia aprender a domar aquele ” touro”, quando voltava da escola antes que meu pai chegasse, eu ia até a metade da ladeira e descia e caia e levantava e me arranhava  e chutava a bicicleta xingando-a de lata velha...  Finalmente me equilibrei fiquei sobre ela andando até meu pai chegar, e toda orgulhosa achando que ia receber um elogio, mas ele olhou e disse: “-Até que enfim, escapou por pouco, pois já tinha uma pessoa querendo compra-la.”
Uns dois anos mais tarde quando já estava farta de saber andar de bicicleta, e já havia ganhado outra novinha, pois aquela ficou pequena para meu tamanho, vindo para casa e  passando pela ponte sobre o tal rio que não tinha guarda-corpo, cai lá embaixo com bicicleta e tudo, quebrei o braço foi muito demorada a recuperação e a bicicleta ficou torta e  nunca mais quis saber dela ou de outra qualquer.
Agora quando vi uma garotinha sendo treinada pelo pai numa bicicleta aqui na minha rua, minha mente deu este pulinho no meu passado, e surgiu o desenho desta bike, que só tem de igual a minha a cor vermelha. Recordar dizem que é viver.
Léah

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O Tempo






                                                  
                                           rio e barco vermelho - óleo sobre tela 30x60
                                   
Um novo ano, novos desafios, novas surpresas, alegrias e tristezas.
Um novo ano se apresenta e nem o céu é o mesmo, nem as  montanhas,
ou as  paisagens por onde passo e olho,
Também  não sou a mesma a cada ano.
Novos pensamentos, desejos, sonhos, desilusões que surgirão.
Somos todos mutantes apesar de nos sentirmos os mesmos.
Ainda que o tempo bata a nossa porta a cada ano.
A vontade é fecha-la com trincos e trancas
 e parar  na alegria da juventude quando ela começa  a escapar.
(Léah)