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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A cadeira de balanço da vovó

cadeira de balanço da vovó- desenho crayon sobre cartão.
15cm x 30cm




 Quando a conheci estava forrada com um tecido florido, e uma almofada contornada com rendas, seu lugar era ali junto a janela muitos  anos naquela  sala, sempre bem cuidada como se fosse um trono. Quando ela chegou era nova verniz reluzente serviu para embalar filhos, netos e até bisnetos, anos de utilidade e já era considerada indispensável e até uma relíquia familiar.
Entrei naquela sala antiga, quase vazia  com o assoalho rangente e lá estava ela a cadeira esquecida num canto sem o tecido florido e almofada rendada, nua envergonhada, sem utilidade parecia encolhida.
Toquei em seu braço e balancei-a de leve, uma tristeza me invadiu, arrastei-a para junto da janela, e sai em busca do forro e da almofada, pelos armários dos quartos, encontrei-as e coloquei pronto ela parecia sorrir, agora alegre florida primaveril, balancei-me  e cantei uma canção de ninar só para ela renascer e reviver o tempo em que era útil e trono de ninar tantas vidas durante  muitos anos.
A casa foi vendida alguns meses depois e a compradora grávida já com aquele barrigão ganhou a cadeira de presente e ela adorou e mesmo sem saber do passado da cadeira da vovó,  comentou que será o lugar onde vai embalar sua filha para adormecê-la...
Fim da história ou recomeço, quem sabe ?
Léah

18 comentários:

  1. Léath, é a primeira vez que 'visito' o seu blogue...
    Temos vários amigos comuns, pelo que, tenho acompanhado os seus comentários e porque me identifico com eles e porque é uma esteta; eis-me como sua leitora.
    Mais uma vez, agradou-me a história tocante da cadeira da vovó com a sua linda ilustração.
    Dias muito amenos neste final de Inverno.
    ~~~~~~~~~~~

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    1. Olá Majo fiquei muito lisonjeada com sua visita e com suas delicadas e gentis palavras, espero que volte sempre.
      Bom final de semana, beijinhos Léah

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  2. Que bonito y entrañable tu relato Léah, acompañado de la protagonista de la historia engalanada por tus mágicas manos.
    Me ha gustado mucho.
    Un abrazo y feliz fin de semana.

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    1. Oi Elda, gracias pelo delicado e gentil comentário.
      Bom final de semana
      beijinhos, Léah

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    1. Amei sua visita, e comentário.
      beijinhos, Léah

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  4. Que texto cheio de ternura, minha amiga! Uma poesia para uma cadeira que embalou gerações. Imaginei você tocando no braço e cantando uma canção de ninar... Quanto sentimento, quantas recordações. Em certas épocas é isso que acontece, trazemos nossos sentimentos adormecidos, apenas olhando uma cadeira só, num cantinho, mas que já fez a história de muitos. Até eu gostei dessa cadeira, coitadinha... Mas o bom é que ressuscitou, vai sentir-se útil novamente.
    Bela crônica!
    Beijos, querida.

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    1. Olá Taisinha, é muito bom saber que você como eu também é emotiva. As vezes choro até com cenas de desenho animado,fico meio constrangida, mas fazer o que?
      amei seu comentário, beijinhos
      e bom fim de semana com um gostoso solzinho.
      Léah

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  5. Lindo, nossa, me fez lembrar da cadeira de balanço de minha madrinha, adorava ir na casa dela para poder sentar e me balançar!
    AS Lindas histórias que inspiram essas coisas que, embalam e fazem acalmar com o aconchego e o amor!
    Lindo, tanto a pintura com a imagem da bela cadeira quanto o belo conto!
    Amei ler e ver amiga Léah!
    Abraços apertados!

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    1. Ola Ivone querida acredito que relembrar esses acontecimentos me fazem chorar mas não sofrer, é como o toque de uma asa de anjo balançando nossas emoções, é reviver alguns momentos bons de saudade...
      Amei seu comentário.
      Bom final de semana, beijinhos Léah

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  6. Querida Léah, que texto enternecedor e que desenho tão bem conseguido.Qual dos dois nasceu primeiro ?
    Há objectos que contêm tantas histórias, e a amiga deu voz e vida a essa bela cadeira da vovó.
    Um beijinho e um bom fim de semana

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    1. Querida Fê primeiro veio a saudade do acontecimento pois foi real, e tenho a foto da cadeira, e arrumando uma caixa com fotografias cheguei na história, como falei aí em cima com a Ivone chorei mas não sofri, foi uma boa recordação que ficou com nome de saudade.

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    2. Oi Fê cliquei antes de acabar, por engano,Bom final de semana.Amei seu comentário.
      Beijinhos, Léah

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  7. Que linda história!
    Também tenho uma cadeira de baloiço parecida com esta...servirá certamente, ou não, para as próximas gerações...
    beijinhos
    A pintura é linda!

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    1. Querida Graça como (pela foto) ainda és muito jovem certamente terás descendentes para quem deixar É numa cadeira de balanço onde ficamos reflexivos e sonhamos,é como se nos acarinhasse...Observe só.
      Amei ver você por aqui e seu comentário.
      beijinhos Léah

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  8. Gostei, Leáh, da sua pintura (“Cadeira de balanço da vovó”), como gostei desta sua bela prosa poética sobre a cadeira de balanço da vovó, que agora embalará a mulher grávida, na expectativa de, dentro de algum tempo, embalar mãe e filho (a). Parabéns.
    Uma ótima semana.
    Abraço.
    Pedro.

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  9. Caro Amigo Pedro obrigada por seu gentil comentário.
    Abração, Léah

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  10. Adorei seu texto...
    Um fim maravilhoso para a velhinha cadeira... e que se revelou mesmo um outro recomeço...
    O mesmo... não se poderia traduzir melhor no seu desenho, Léah! Que reproduz a cadeira de uma forma tão enternecedora, e bonita...
    Beijinhos
    Ana

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