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terça-feira, 5 de julho de 2016

Educação é respeito

Óleo sobre tela - 30x20 - Cantinho Florido







Gosto de crianças muito até, mas quando aceitei que uma imobiliária se encarregasse da venda de minha casa, coloquei algumas exigências: Marcar a hora de visitas com antecedência e só aos domingos, não virem com crianças, pois afinal de contas é um negócio e não diversão, é uma residência e não um playground, pesquisar onde moram e pedir documentação, visto que os assaltos proliferam a todo vapor...

Muito bem, tudo esclarecido trato firmado no domingo começaram a aparecer pretendentes alguns percebe-se que não querem comprar nada só querem mesmo é fazer turismo ou

matar a curiosidade de entrar e ver como é lá dentro, como as pessoas vivem, sei lá isso é meio patológico. Há que se ter paciência e educação para não se estressar, mas nem sempre isso é possível.

Após um domingo estressante  onde quatro casais vieram ver a casa, no quarto explodi com o corretor, eram um casal uma filha gravida e três crianças se gadunhando mexendo com as cadelas, o maiorzinho tirou o tênis e jogou nas bichinhas que são adestradas, e estavam num cercadinho facilmente transposto se recebessem a ordem de atacar, mas são animais e não se pode confiar inteiramente numa situação desse tipo.  Deixei todos na varanda adultos e crianças longe dos animais, praticamente puxei o corretor para dentro e cobrei nosso trato, a desculpa dele é que não teve jeito de falar sobre minha exigência.  Se você não consegue cumprir um acordo, nosso trato esta desfeito, não consegui engolir o absurdo, enquanto isso, as crianças batendo uma brincadeira de corre, corre nos canteiros amassando as plantas e os pais ou avós sei lá o que nem aí.

 . Meu marido ficou muito irritado e quando isso acontece não sabe falar baixo, foi logo dizendo, não vou mostrar a casa não, aqui não é parque de diversão, leve esse pessoal daqui, não têm educação, foi por aí, esbravejando muito irritado e com razão... Conclusão consegui acalmar o Henrique e não quis nem saber o que o corretor falou com o pessoal só sei que foram embora caladinhos.

Na segunda feira veio o dono da imobiliária contornar a situação, se desculpar e até se ofereceu para mandar alguém consertar o canteiro. Claro que não aceitamos o ponto não é esse, e sim pensarem que podem fazer o que quiserem, que estamos desesperados para vender e aceitaremos qualquer situação. Não estou desesperada, e sim decidida, e não aceito qualquer coisa dentro de minha casa enquanto ela for nossa exijo que respeitem, aqui tem uma parte de nossas vidas de nossa história, lutas e alegrias.

Não sei se o próximo morador, se houver, vai ter cuidado com as flores, com as árvores, não sei e não compete a mim saber, mas enquanto ela for nossa quero que conservem, é um direito meu e dever dos outros.

As pessoas estão cada dia mais mal educadas, sem noção e sem limites com relação às crianças acham que como crianças não podem escutar um ‘não’ que vão ficar traumatizadas para sempre, eu acho que é justo o contrário, o que atrapalha é ouvir o sim para tudo.

Léah

 

10 comentários:

  1. Querida amiga, concordo em absoluto com tudo que descreveu.
    Se os outros não têm limites, nós ao menos temos o direito de os impor.
    Essa fase de venda e compra de casa é muito stressante, há que ter calma e claro exigir respeito pelas nossas condições.
    Quanto à tela é um encanto de cores e pormenores.

    Um beijinho grato pela sua participação no meu pequeno desafio ;)

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    1. Querida amiga Fê,
      chego a ficar sem inspiração de tão estressada com a situação por isso minha participação no seu encantador desafio saiu tão simplório de minha parte, me desculpe.
      Obrigada por suas palavras de compreensão aqui são muito importantes para mim.
      beijinhos, Léah

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  2. Minha querida amiga, lindíssima sua tela, como sempre tens um lindo talento!
    Ah, lendo seu texto não deixei de pensar em que terei de vender minha casa também, ela é no centro de São Paulo e é grande, bem construída e tem minha alma e do meu marido, pois nos casamos e fomos morar nela, nunca mudei de casa, só da minha casa de solteira para a de casada e até me emocionei lendo aqui, acho que tens razão e seu marido também eu também teria perdido a paciência, não suporto falta de respeito, essas crianças aí são tremendamente mal educadas, coitadas, sim coitadas, nem sei que futuro poderão ter?!
    Sabe amiga, tem hora que vamos postergando decisões, eu cada vez que penso em sair da minha casa me sinto mal, acho que irei deixando até onde der, até onde puder cuidar, eis ainda isso para que eu possa aprender a me desapegar de vez!
    Mas desejo que encontre um bom comprador, que tudo dê certo, que se é mesmo esse o seu desejo e do seu marido, com certeza será realizado!
    Abraços bem apertados!

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    1. Querida Ivone valorizo o lugar onde moro, cuido e amo, mas quando me mudo para algo novo encaro com alma de cigana, e procuro esquecer o que deixei para traz,já me mudei treze vezes e nunca encontrei esse tipo de stresse, acho que a falta de educação está crescendo demais e é exatamente isto que atrapalha.
      Muito grata por seus votos de sucesso na minha venda,você é muito gentil, amiga.
      Espero que consigas chegar a um consenso do que é melhor para você, com calma e fé em Deus de que ele mostrará o caminho.
      beijinho, carinho
      Léah

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  3. Deus meu; eu teria feito o mesmo que você, e o Pedro pior do que seu marido - rsss. Nós, aqui, temos um pavio curto com esse tipo de comportamento. Isso porque educamos os nossos filhos para não incomodarem, que não avançassem o sinal. Não dou moleza, Léah. No interfone eu já perguntaria se o acordo foi cumprido, isso é, sem crianças! Não somos parque de diversões. Léah, hoje os pais não tem pulso, a regra é essa, o contrário é exceção. Isso acontece todos os dias em restaurantes onde as crianças gritam loucamente, choram, abagunçam. E eu começo a olhar...indiscretamente. Não sei o que aconteceu com os pais, acho que ficam com medo de traumatizarem os filhos e permitem tudo. Você fez bem, eu não me pouparia se permitisse algo assim na minha casa. Sou educada, relevo alguma coisinha, mas bandalheira, não.
    Delícia foi ler! A gente vê que os problemas são os mesmos, as soluções é que se distinguem.
    Beijinhos, querida!

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    1. Olá querida Taís, a vida já me fez mudar treze vezes e agora se Deus quiser será a de numero quatorze, vai ver já fui cigana em alguma outra vida :)
      Nunca, assim como você passei vergonha com meus filhos, entendiam até meu olhar, agora as mães não falam, nem olham, não ensinam,não tomam conhecimento para não criarem rugas, para não criarem traumas nos "ovos de ouro", é como os chamam minha filha,tudo traumatiza, não podem ouvir nãos, quando crescem se achando poderosos sem serem,vão se drogar.É o que temos nos dias de hoje, a falta de educação, respeito, caráter. Mas vou tentar, pois preciso de me livrar desses ajudantes, e ir para uma casa menor com um pequeno jardim, garagem e menos quartos. Há varias casas que satisfazem meu desejo, mas para comprar tenho que vender esta.
      Se Deus achar que mereço vou conseguir, afinal só mesmo ELE.
      Grata por seu comentário é um incentivo a minha decisão.
      beijinhos, Léah
      Léah

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  4. Es cierto, cada vez están peor educados los niños, consienten demasiado los padres por lo que dices tú, como si se fueran a traumatizar por reprenderlos. En casa los dejan hacer lo que quiera y así se comportan después en la de los demás.
    Como siempre, preciosa la pintura que nos muestras, llena de color y luz.
    Un abrazo.

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  5. Então amiga neste mundo atual às vezes me sinto como uma verdadeira Extra Terrestre, a falta de educação, e toda a violência que existe, leva-me a temer não só o futuro, temo o presente mesmo.
    Grata pelo comentário gentil, beijinhos,
    Léah

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  6. Leáh,
    Nesta sua crônica você faz praticamente uma “amostragem” do comportamento dos corretores de imóveis, em grande parte deles, que visam a sua comissão, depois de realizado o negócio. Claro que há imobiliárias mais modernas, mas são poucas, que não usam mais a “filosofia” de que “o vendedor deve ser agressivo”. Mas o fato é que ainda uma maioria deles não se modernizaram, como a imobiliária que esteve anunciando a sua casa. Eu também teria tido a mesma reação que a sua. Uma bela crônica, minha amiga.
    Mas a sua postagem não é feita apenas com a crônica, pois acima dela vemos uma bela pintura óleo sobre tela, intitulada "Cantinho florido". Parabéns pela crônica e pela tela.
    Abraço.

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    1. Olá Pedro, é isso mesmo a agressividade foi boa só na cabeça do dono da imobiliária em questão,pois quando veio se desculpar ficou "pianinho", e mandou outro corretor tão cheio de mesuras que parecia até um efeminado, mas como nada tenho contra as opções sexuais das pessoas achei melhor assim, mas vender ou comprar "tá difici"
      Grata pelo elogio e ótimo comentário.
      Abração, Léah

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