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terça-feira, 3 de maio de 2016

A sorte do sapo

óleo sobre tela-  still life
30x20


A casa ficou pronta em menos de um ano, arquitetura moderna, piscina na frente, os donos orgulhosos em todos os sentidos, não cumprimentavam os vizinhos além de olha-los com desdém,  como se estivessem muito acima  de todos.
Os vizinhos notando a empáfia começaram a pagar na mesma moeda que era assim trocada, não servimos para vocês também não servem para nós.
Em poucos meses os banhos na piscina do casal e filha única, cessaram, o reboco dos muros começaram a cair, o entorno da piscina feito com pedra São Tomé, encheu-se de limo preto, assim também a água que antes era azulada foi ficando marrom, até ficar negra, e os banhistas eram os sapos martelo, faziam realmente barulho de marteladas, principalmente nas noites de inverno quando chovia as árvores do quintal cresceram e seus galhos caiam sobre o telhado que arrastados pelos ventos quebravam as telhas.
Era uma cena vampiresca, ou fantasmagórica  olhar aquela casa, tão nova e tão destruída.
As folhas secas já impediam que  os portões se abrissem, e via-se os donos da casa tendo que fazer força para entrarem e saírem, e os portões rinchavam como porteira velha de fazenda.
Os vizinhos começaram a ficar com medo da dengue, pois aquela água parada e podre da piscina era um nascedouro ótimo para o aedes aegypti, mas por mais que reclamassem  os fiscais lá não entravam !
Um dia uma ambulância do corpo de bombeiros parou na porta da casa e levou a moradora numa maca, está claro que a ambulância chegou fazendo barulho com sua sirene, e todos os vizinhos vieram para suas portas, querendo saber do que se tratava, qual teria sido a desgraça,
seria a dengue? .
Um caseiro de uma das casas vizinhas e  mais  curioso perguntou ao maqueiro do que se tratava, para espalhar a novidade e fazer seu cartaz  junto aos outros caseiros.
- Morreu alguém?-
Este respondeu apenas com um não,  mas o motorista da ambulância falou:
- Não, a dona da casa foi fugir de um sapo, escorregou na sujeira do chão da  cozinha e quebrou a perna!-
- Caramba!  Quebrou a perna, é,  mas só por causa de um sapo?
-Não por causa de um sapo, por causa da gordura do chão.
-E o sapo conseguiu fugir?
- Olha amigo, só atendemos gente, sapos não, mas ele tem sorte sabe pular, kkk
- É mesmo...
Terminada a situação, ficou só o apelido colocado pelo caseiro curioso:  “A  casa do sapo de sorte”.

Léah

13 comentários:

  1. Oi Léah
    Que crônica espetacular
    De que adianta a impáfia se não tem coragem de cuidar da higiene da bela casa. Tomara que tenham aprendido a lição
    Uma linda quarta feira
    Beijos

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  2. Bom dia, Léah!
    Uma bela crônica sobre a importância da humildade. Não somos melhores nem piores, somos iguais e não importa a quantidade de bens, estamos sujeitos a problemas, doenças, acidentes e como sempre gosto de pensar: "Tudo é passageiro!".

    Um lindo dia, abração esmagador.
    Márcia.

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  3. Buen relato Léah que me ha entretenido mucho leerlo, pero lo que me parece preciosa es tu pintura, un hermoso bodegón al cual dan ganas de robarle las verduras para hacer un guiso de carne, jajaja.
    Encantada de pasar por tus artes.
    Un beso.

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  4. rsrssss, credo, o que é a empáfia, heim? E existe milhões de empafiados solitários. Mas o admirável foi o cara se preocupar com o sapo e a mulher de perna quebrada!! rsss Numa situação dessas, fico imaginando a notícia se espalhando pela vizinhança: o sapo quebrou a perna da mulher!!! Sim, quem conta um conto aumenta um ponto... e conta tudo errado, é o dono da notícia!
    Muito bom, mana! Já estava com saudades rsss.
    beijinhos.

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  5. De novo!!! Me fixo no conto e esqueço da obra, natureza morta linda demais!
    beijinho.

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  6. Léah,
    O destino do casal e da única filha começou a ser traçado quando eles negaram a importância da boa convivência. O casal apenas colheu o que plantou. Agora, de que adianta chorar pelo leite derramado? Assim é a vida.
    Parabéns também, Léah, pela bela pintura.
    Abraços.

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  7. Há vizinhos assim, ficam tão inchados de superioridade que até pensam que não precisam de fazer mais nada...
    Um belo conto, gostei imenso.
    Continuação de boa semana, querida amiga Léah.
    Beijo.

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  8. Credo, Léah!
    Que história cinzenta! tão cinzenta quanto a arrogância de quem pensava que tinha tudo... e faltava-lhes um pouco de limpeza, higiene, sabão, não? Porque, a razão da queda da infeliz "madame" foi a sujeirada no chão. Que horror...
    Fico cismando de onde lhe terá vindo tal inspiração mais "fantasmagórica" para este conto. rrrrrsss


    Um bjn amg

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  9. ¡Hola Léah!!!

    Estuve leyendo intrigada haber como acababa la historia... Y, me has hecho reír con el final.
    Muy bueno el relato y preciosa tu pintura, como siempre.
    Ha sido un placer pasar por tu espacio y leerte.

    Te dejo mi cálido abrazo, mi inmensa estima y gratitud.

    Feliz semana.

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  10. ¡Hola Léah!!!

    Estuve leyendo intrigada haber como acababa la historia... Y, me has hecho reír con el final.
    Muy bueno el relato y preciosa tu pintura, como siempre.
    Ha sido un placer pasar por tu espacio y leerte.

    Te dejo mi cálido abrazo, mi inmensa estima y gratitud.

    Feliz semana.

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  11. ¡Hola Léah!!!

    Estuve leyendo intrigada haber como acababa la historia... Y, me has hecho reír con el final.
    Muy bueno el relato y preciosa tu pintura, como siempre.
    Ha sido un placer pasar por tu espacio y leerte.

    Te dejo mi cálido abrazo, mi inmensa estima y gratitud.

    Feliz semana.

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  12. Nada adianta uma pessoa ser assim, porque o fim de todos é igual.

    Bjs

    Tânia Camargo

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