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segunda-feira, 25 de abril de 2016

 óleo sobre tela 21x 35


Verão
 

Já era verão, os dias eram quentes e longos e a estação que durante algum tempo era a  mais divertida para Mariana, afinal  as pessoas pareciam mais alegres, descontraídas. Mas agora ela só  conseguia perceber a mesmice de seus dias quentes ou frios. Precisava encontrar alguém para conversar falar frivolidades, coisas bobas.  Resolveu então ligar para algumas amigas e combinar uma saída um barzinho para jogar conversa fora e  esquecer por momentos os problemas diários e sua solidão.
Mariana  morava sozinha num quarto e sala  em Copacabana e tinha orgulho de seu pequeno apartamento comprado por ela com seu trabalho de advogada imobiliária.
Só não entendia porque até aquela data não ter encontrado alguém, um amor já estava com  quarenta anos, seus relacionamentos tinham sido superficiais. Era bonita de corpo e rosto, atualizada, instruída  chamava a atenção do sexo oposto, mas ainda não havia se apaixonado por ninguém e ninguém havia se apaixonado por ela, viu ao longo desses anos as amigas irem se casando formando suas famílias e ela ficando para traz, na solidão de seu pequeno apartamento.
 As amigas sempre cobravam dela um relacionamento. “Pois a juventude passa rapidamente-“ era sempre a mesma cobrança, já não tinha nem vontade de se juntar às amigas e escutar a mesma lengalenga. Mas quando a solidão se estendia muito ela recorria a elas,  enfrentando as cobranças.
Naquela noite o destino resolveu agir, Mariana combinou o happy hour para as nove horas com Cris e Luci, num barzinho em Botafogo, o engarrafamento ia a quilômetros, os carros não se mexiam, os motoristas resolveram sair de seus carros e desligarem seus motores e ar refrigerado por economia. Julio estava em fila dupla com Mariana e começaram a conversar sobre a constância dos engarrafamentos na cidade, o assunto ganhou corpo para o que cada um gostava, faziam, profissão, a conversa estava animada e entrosada.
As amigas estavam na mesma situação presas no trânsito, pelos celulares resolveram remarcar para outro dia e voltarem para casa. Mariana e Julio, esperaram o transito voltar ao normal, afinal os dois estavam muito bem naquela situação  e  alongaram a conversa ao barzinho. E desde então  estão juntos já há vários verões, outonos, invernos e primaveras, Agora num apartamento bem maior, onde não é permitida a solidão. 
Léah

22 comentários:

  1. Olá, Léah.
    Conto que fala das "esquisitices" da vida, tão correntes, em que o amor custa a surgir na vida das pessoas que parecem ter tudo para o cativar. Já estava me compadecendo da solidão de alma de Mariana, quando de onde menos se havia de esperar... eis que, também ela, teve direito a um amor de todas as estações ;)
    E era assim que deveria ser com toda a gente, seja homem, mulher. Acreditemos em contos com finais felizes.
    *Não posso deixar de assinalar esta sua tela, tão condizente com seu conto, deixando antever um caminho, em meio ao jardim. Linda tela.
    Aliás, desde que vim aqui, na primeira vez, que me fascinou ver o seu encanto pelas flores, tema que habita na ponta do seu pincel.

    bj amg

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    1. Olá Carmem, tens razão quando falas do meu encantamento com flores, ele é imenso. É lei para meus contos terem finais felizes, nada de gosto amargo.
      Amei seu comentário.
      beijinhos, Léah

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  2. Es que el amor no hay que buscarlo, de pronto aparece en cualquier esquina. Las jóvenes de hoy no tienen ninguna prisa en comprometerse, pues les gusta más la libertad que cualquier otra cosa y según se van haciendo mayores, ya dificilmente se adaptan a un hombre, a no ser que aparezca alguien que le robe los sentidos, jajaja.
    Bonita historia como bonito es el cuadro de pintura que nos presentas. Un camino florido por donde me gustaría pasear.
    Un placer recorrer tus letras y ver tus bellas pinturas.
    Un beso.

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    1. Elda, é verdade aqui em casa acontece isso não querem compromisso o que corta meu sonho de ser avuela, pois nem pensam em ter hijos,:(
      Amei você por aqui,
      Beijinhos Léah

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  3. Es preciosa tu pintura y la alegría de tus cuadros es toda una belleza para levantar el ánimo.
    Me encanta tu alma de artista.

    Bss.

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    1. Oi Amiga você é muito gentil, amei ver você aqui no meu cantinho.
      beijinhos, Léah

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  4. ¡Hola Léah!

    Me ha gustado tu relato, el cual tiene un final feliz y eso lo celebro siempre. Nunca sabremos cuando uno puede encontrar la felicidad, creo que no hay que apurase en encontrarla, llega por si sola cuando menos se piensa. Y también se va! Nada es para siempre, lo bueno es aprovecharla mientras la tenemos.

    Ha sido un placer pasar por esta tu casa, leerte y contemplar la belleza de ese cuadro que transmite una herma sensación de paz y armonía.

    Te dejo mi cálido abrazo, mi estima y gratitud.
    Se muy muy feliz.

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    1. Marina, é realmente não adianta correr atrás, a vida é assim mesmo quando tem de ser acontece.
      Também gosto muito de sua visita a meu blog.
      beijinhos, Léah

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  5. E isso prova que não há lugar, idade e nem circunstâncias para o amor. Olha só onde se deu o caso!! Muito interessante, Léah, conheço mulheres assim, correm, procuram errado pela ansiedade, pelo medo da solidão que dói. Conto atualíssimo, sempre será, o ser humano não muda na essência.
    Estava esperando nova postagem...rs
    Obra linda, você é mestra em flores, em pintura delicada. Bem que já andei vendo suas marinhas um pouco revoltas, embora de um azul lindo que não temos por aqui...Também lindas.
    Beijo!!!

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    1. Taís, maninha: a solidão dói, mas tem uniões que doem muito mais, né?
      Os mares que pinto revoltos são inspirados nas ressacas das praias de Saquarema própria para surfistas e da Barra da Tijuca,que é onde moro, ao lado de São Conrado essas duas são de mar aberto na ressaca derruba obra mal feita como pista de ciclismo, um horror!:(
      Andei meio enrolada com o computador, agora está tudo bem de novo, só não sei até quando...
      Amei conversar, beijinhos,
      mana Léah

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  6. Querida amiga, a sua tela é tão bela e delicada e tem algo de romântico também rss
    Gosto de histórias de amor com final feliz, tal como esta que tão bem relatou.
    O amor vem sempre na hora certa não é verdade ?
    Vou fazer uma pequena pausa no meu blogue. Estou a somar visitas e comentários a que não tenho dado resposta e não gosto disso, mas assim que puder cá estarei:)

    Um beijinho e até breve!

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    1. Oi amiga já estou com saudades, não suma completamente de vez em quando mande um email, um beijinho, um abraço
      Fique bem, beijinhos,
      Léah

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  7. Oi Léah,
    vim retribuir sua linda visita em meu blog.
    Encantada com tanta beleza que encontrei aqui.
    Ah!! Estou lhe seguindo também.
    Bjs

    Tânia Camargo

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    1. Amei do título muito original,até a totalidade.
      Que bom você por aqui Tania,
      beijinhos, Léah

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  8. Oi Léah,
    vim retribuir sua linda visita em meu blog.
    Encantada com tanta beleza que encontrei aqui.
    Ah!! Estou lhe seguindo também.
    Bjs

    Tânia Camargo

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  9. Léah,
    Muitos casais formam-se como aconteceu com Mariana e Julio, de forma imprevista. Pela sua bela história vemos que nem sempre os engarrafamentos são prejudiciais. Parabéns também pela bela pintura.
    Abraços.

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    1. Olá Pedro, é o destino não é previsível, como dizia minha mãe:
      -"O homem põe, Deus dispõe."-
      A gente é que acha que pode resolver o futuro, mas não pode mesmo!
      Obrigada pelo comentário,
      abração, Léah

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  10. Olá Diana gostei muito de ver você aqui no meu cantinho.
    beijinhos, Léah

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  11. Excelente história!!
    Segui o seu blog...se poder visita o meu e se gostar segue :)
    Beijinhos

    http://annahandtheblog.blogspot.pt/

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  12. O destino a unir duas vidas.
    Maravilhosa tela.
    Beijinhos
    Maria

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  13. Antes que os filhos cheguem, aproveito para passar nas amigas e deixar um beijo e meu carinho pelo nosso dia!
    Beijinho, mana!!!

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