Às vezes lembro-me de coisas engraçadas que aconteceram no passado recente.
Quando meus filhos eram pequenos fomos morar numa casa com um quintal não muito grande e onde havia uma mangueira, um coqueiro e um pé de laranja lima, e eu queria fazer uma piscininha para as crianças se divertirem no verão, mas o lugar onde batia o sol da manhã era justamente onde ficava o coqueiro que eu não queria derrubar, mas como não sou de desistir de meus projetos, desenhos vão desenhos vem, até que saiu o definitivo e o maridão gostou, aí partimos para a obra:
Chamei um cara para fazer o buraco onde íamos construir a dita cuja, ele conhecia e era conhecido no bairro inteiro era o chamado “quebra galho”, "o que fez a parte não profissional da obra" mas levava boa parte do dia conversando com um ou com outro conhecido, o que me impedia de chamar o profissional para fazer a piscininha, e me livrar daquele buraco perigoso até para as crianças.
Na nossa vida existia também um dog alemão, que compramos para vigiar a casa, mas ele só queria brincar, conseguia amedrontar as pessoas pelo seu tamanho e seu forte latido. Com uns 8 meses de idade era um torpedo de mais ou menos 40 quilos.
Quando de uma saída qualquer chegávamos em casa ele vinha sempre nos receber alegre e trotando e quando nos encontrava pulava no nosso peito nos derrubava e ainda ganhávamos uma lambida babada, com a qual ele possivelmente achava estar nos agradando com esta atitude aloprada de carinho... No fim de um tempo tivemos que mandar adestrá-lo, pois ele conseguiu derrubar no chão todas as pessoas da familia, mas nós o amavamos, com a mesma intensidade que ele.
Um dia ele nas suas loucas corridas caiu no buraco da então futura piscina, só que neste dia o sol estava a 40ºC com nenhuma sombra disponível e ele não conseguia sair de lá, chorava, gania, latia com todo aquele vozeirão dele.
Minha filha chorava com pena dele, meu filho pedia para que eu o tirasse de lá, e minha mãe me mandava deixá-lo lá até que ele resolvesse sair como entrou.
Movida pelos apelos e “desapelos”, lá fui eu provida com uma escada de armar, alguns tijolos de barro desci até o buraco e aí começou a luta!!
Meu filho me ajudando com os tijolos fui arrumando-os em forma de degraus e incentivava o cão, (cujo nome era Dino, abreviatura de dinossauro), a subir por eles, empurrava-o colocava as patas da frente nos degraus, quando conseguia colocar as de traz ele tirava as da frente, e assim se desenrolou a luta por muito tempo, pensei em recorrer aos bombeiros, mas desisti, o sol nos castigando e minha mãe espanhola, quando aborrecida falava castelhano, e dizia:
-Dejarlo donde está, no va a morir él sabe Salir- (deixe-o onde está, não vai morrer ele sabe sair)
-Não mãe ele vai morrer de insolação, tenho que tirá-lo daqui...
Eu já desesperada não sabia mais o que fazer!O homem que estava fazendo o tal buraco não apareceu naquele malfadado dia para pelo menos ajudar-me.
Minha mãe que estava ali torcendo contra foi para dentro de casa e um tempinho depois voltou com um bife de carne de boi cru na mão acenou para o cão e ele num salto atlético saiu do buraco, sem ajuda de degraus nem tampouco da minha !
Sábia mãe.
Só me restava ter forças para arrastar-me até o chuveiro, pois eu estava suada e suja de terra até a alma, com tanta canseira e ao mesmo tempo aliviada fiquei ali uns minutos sentada no chão, rendi-me as gargalhadas de minha mãe e de meus filhos acho que até o Dino estava rindo, afinal foi uma ótima estratégia para ganhar um BIFE SUCULENTO.
Texto de LéahMorMac





Olá Léah:
ResponderExcluirTu me fizeste rir muito, com este facto que aconteceu em tua vida, e que cão grande! Já os vi por cá e são uns gigantes gira.
beijos,
Laurita
lauraamorelm@gmail.com
Prazer!!! Seja bem vinda sempre! Já estou por aqui!
ResponderExcluirbjs meus
Catita
Léah:
ResponderExcluirTambém tive um cão desta raça, são muito amorosos e brincalhões e como o seu era lindo. O meu era tigrado e durou 16 anos quando ele morreu sofri tanto que quase morri também, nunca mais quis ter animais de estimação.
Sua estoria é muito engraçada, só imagino quantas trapalhadas ele aprontou.
beijinhos,
Natalia
Com muito carinho agradeço sua amizade
ResponderExcluirseu apoio veio no momento exato que mais precisava.
Fiquei sem fazer visitas e muito desanimada também.
Na verdade não pretendia voltar: mais diante de
de tanto apoio no blog e até mesmo da minha familia
estou aqui.
Tem coisa que eu não entendo e nunca vou entender
as duas faces do ser humano.
Eu sei amizade como a sua é para sempre por outro lado
também sei da maldade;; nem todos tem duas coisas principal no coração.
Deus e Amor; Como Sei Que Você Tem.
Meu agradecimento e todo meu carinho.
Linda semana abençoada por Deus.
Evanir.
Tenho fé minha vida vai melhorar assim como eu peço a Deus por todas amizades virtuais.
Boa tarde Léah, passando para desejar uma belissima semana ainda mais com esse lindo cão, dizem que sãos melhores amigos dos homens,,, bjs
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