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quarta-feira, 22 de junho de 2011




Céu= óleo sobre tela painel

Pintor



Telas pintadas cores espalhadas em tubos e palhetas.

Estampam o sentimento de um poeta de pincéis.
Que em dias enevoados solta na tela os vermelhos e amarelos para dar cor ao dia, os verdes os azuis luminosos retratando o mar ou as montanhas. Tem ele um arco Iris em suas mãos, e como um deus cria um mundo cheio de luz.

Mas em dias de sol, quando tudo é luz e cores descortinando-se a frente de seus olhos, é ele o deus pequeno o menor dos seres, pois não consegue igualar tanta beleza com todas as tintas de que dispõe.

E diante desta certeza vê que Deus numa grande tela deu aos homens dias de luz e sombras para entendermos toda nossa grande pequenez.


Léah

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O beijinho da Onda



Onda  (óleo sobre tela 0,50 X 1,00) por Léah MorMac


As ondas batiam na murada, num espetáculo dantesco, estalavam bravas surrando as pedras, revirando a areia, quebrando as conchas. E num misto de medo e deslumbramento observando toda aquela força ficamos ali parados na platéia daquele teatro que a natureza nos oferecia.
A ressaca sempre me encantou, em pensamento eu estava lá dentro daquelas ondas, e tendo que conter a grande atração e a tentação de lançar-me ao mar. Não sei se é loucura afinal todos somos um pouco ou muito loucos, sabra Dios!
No dia seguinte ainda estava agitado e ouvia seu barulho, música para meus ouvidos.
Saí da poeira sufocante daquela obra em casa e fui andar na avenida à beira mar, aquele verde – azul agitado nervoso vivo tirou de mim todo o stress acalmou-me.
Levei umas respingadas molhou-me a roupa e os cabelos, como se estivesse me dando um “bom dia amiga”, voltei para casa feliz!
Meu marido muito espantado, ao ver-me de roupa e cabelos molhados perguntou:
- Entraste no mar ?-
- Não, foi apenas um beijinho da onda, na calçada.
- Ainda bem que não foi um abraço.
A ressaca do mar passou, mas a ressaca de poeira aqui em casa ainda não, por isso esse quadro com esta onda é antigo de outro ano de outra ressaca pois estou sem espaço para pintar telas novas. Mas vai valer a pena o sacrifício presente, pois minha casa está ficando bem melhor, falta agora a pintura, e limpeza, e sei que em breve, poderei sentar-me no meu novo ateliê e pintar quadros, fazer artesanato, ou escrever, sem poeira, barulho de serra, marteladas.

Por agora só me resta esperar.

Léah

segunda-feira, 6 de junho de 2011

pescadores
(óleo sobre tela 30 x 45) por Léah MorMac 

Obras 2


A coisa começou assim: Um belo dia, talvez, não tão belo, falei com o maridão, quero melhorar a parede envolta da bancada da pia da cozinha onde havia uns azulejos rachados. Aí ele começou: -Acho melhor arrancar tudo e colocar revestimento novo tanto no chão como na parede.

Ah tá... Achei até que ele estivesse brincando; mas que nada não satisfeito pulou para o terraço onde eu usava para meu ateliê.

- Vamos dar uma geral, vamos melhorar o seu ateliê e fazemos um espaço para escritório -

Maridão pensa grande, vai se empolgando, se entusiasmando e resolveu mexer no piso da garagem, no telhado da lavanderia e foi por aí. Daí em diante é só quebra quebra, poeira, e compra areia, e tijolo um mundo de materiais que sujam soltam pozinhos, sujam tudo, terrinha sob a sola dos sapatos em todos os cantos, meios e beiradas.

Mas, vai compensar o que está quase pronto está ficando lindo!

Agora nesta semana vai começar a pior parte, a c o z i n h a !

Quando ficar tudo prontinho limpinho e pintadinho fotografo e ponho toda alegrinha no meu bloguinho.

Esses inhos todos são carinhos para euzinha, to precisando tá?

Ah, beijinhos.

Léah