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quinta-feira, 31 de março de 2011


outono (óleo sobre tela)

-Quando o inverno chegar-
Amoreira pendurada de frutos sagüis gritando alegres com o alimento farto, pulam dali para o pé de jamelão ou para a goiabeira, cães agitados com a presença dos gritões,  pássaros por toda parte, é uma festa!
Chegou o outono, folhas douradas caídas no chão a espera de que o vento as leve num derradeiro passeio, mas o vento não dá as caras.
Chuvinha miúda revezando com mormaço quente de dias abafados.
Mar manso, marolinhas, crianças brincando nas ondinhas.
Cores por toda parte nos mercados, nas feiras, nas sobremesas,
É o colorido das tantas frutas deste nosso país.
São dias calmos, sem excessos de calor ou frio.
Dias de prepararmos os agasalhos para quando o nosso úmido inverno chegar.

(tela e texto de Léah MorMac)



terça-feira, 29 de março de 2011

QUANDO A SEGUNDA É DOMINGO



Quando aos domingos trabalhamos muito, foi o caso deste nesta semana.
Domingo exposição e horas de pé sobre saltos, muita agitação, dia longo.
Quando chegou a segunda feira, tudo terminado, missão comprida e cumprida, aí sim a segunda virou domingo, morno sossegado dia de calmaria de ouvir música clássica, dormitar na poltrona, tomar um refrigerante geladinho, gelar a língua que falou demais, esticar os pés nus, nada de saltos, nada de meias, short, camiseta, olhar o mar lá fora ondas ritmando com seu vai e vem, branquinhas revolvendo a areia arrastando as conchinhas esse movimento interminável é canção de ninar.
Queria todas as segundas assim lentas, lerdas, descalçadas e descansadas como se fossem domingos.

texto e desenho de Léah

segunda-feira, 28 de março de 2011














Cores (acrílico)


Chuva


Folhas caídas voando sem destino, céu escuro carregado de nuvens o ar pesado arrastando a poeira, turvando a visão,

Trovões e raios começaram a estalar no céu assustadoramente, anunciando a próxima chuvarada.

Amedrontada corri a fechar as janelas que batiam aumentando os barulhos e me assustando ainda mais.

Parecia um filme de terror!...

Até que desabou o temporal por mais ou menos trinta minutos.

A água corria como cachoeira rua abaixo, o folharal agora era levado como crianças alegres ao parque. Os vidros das janelas antes embaçados pela poeira que o vento trouxe foram lavados pela chuva, e por onde eu olhava a cena Dantesca esperando com ansiedade que terminasse.

Até que a chuva foi diminuindo e passou o céu foi se abrindo num pálido azul, agora sem nuvens negras. As calçadas e o asfalto molhados brilhavam e meu jardim parecia sorrir, pois o sol do mês inteiro o estorricara.

Passou o medo, voltou a paz

Como disse Jobim foram apenas as águas de março fechando o verão.




domingo, 27 de março de 2011









O MAR

O mar é meu teto, meu chão.

O mar é minha porta para o céu.

Minha janela para a vida.

O mar é a fúria e a mansidão de Deus.

È junto a ele que consigo descansar,

Amar, sonhar, me encontrar e viver.

(Léah)






                                            

sábado, 19 de março de 2011

BEIJANDO SAPO







BEIJANDO SAPO

A paixão parecia que ia rolar, e dali surgiria um namoro com futuro,

As fotos dele eram de um lindo rapaz, as dela para ele de uma linda moça...

As músicas, os filmes, os livros, as diversões preferidas, os desejos eram iguais.

Trocavam idéias para projetos futuros, trocavam carícias, beijos e sexo virtuais.

Ela sentia-se plena naquele relacionamento. Resolveu então marcar o primeiro encontro, após longas conversas via MSN, ORKUT, ...

Tudo acertado, escolheram um barzinho próximo a casa dela.

Ela levou bastante tempo se produzindo, queria se apresentar ao seu amor bem bonita,

procurava se acalmar, rezando para que ele gostasse dela.

Na hora marcada, lá estava ela esperando o lindo rapaz da foto com seu um metro e oitenta, cabelos fartos e encaracolados, sorriso largo e simpático.

Resolveu entrar no barzinho escolheu uma mesa próxima à porta e esperou que surgisse o amado, sabia a roupa com a qual ele se apresentaria e ele encontraria uma linda moça com um vestido vermelho.

Minutos depois aparece na sua frente um rapaz baixinho, careca, tentando disfarçar o medo de decepcioná-la, não com um sorriso largo mais bem tremulo. Esse era o seu namorado da Internet.

Ela educadamente conseguiu disfarçar sua raiva por causa da mentira. O silêncio se fez e pesou entre os dois, até que ele resolveu desculpar-se pela decepção e mentira ...

Ela começou a sentir uma grande saudade do amado virtual, do amor não concretizado, onde tudo era cor de rosa, ilusionário, longe da feia realidade. As lágrimas ameaçavam a todo momento seus olhos, pensou em quantas mentiras mais poderiam vir.

E os projetos de vida a dois, e os beijos e as juras de amor, onde ficariam agora? Só percebia que ele falava, falava, mas ela não ouvia.

E de repente, sem que nem mais, curvou-se até ele e beijou-o longamente, beijou o sapo e todos aqueles sentimentos voltaram e dai pra frente a conversa se animou, riram e quando sairam do bar, estavam muito felizes, e renovando os projetos e juras de amor.

FIM



Texto Léah MorMac

segunda-feira, 14 de março de 2011

Gostosa
Anda faceira, caminha lampeira.
Rebola, bola, mas bola não dá!
Ela nem me olha, faz fita e nem me fita.
Finge que não liga, mas bem que se estica,
Bem que se importa quando chego à porta
Sacode os cabelos, ajeita os seios.
Para me atentar, e me tenta tanto,
Que fico tonto sem me agüentar
Ah garota faceira menina lampeira
Que rebola, bola e bola não me dá.
Vou ficar velhinho, de tanto tentar
Dar-te uns beijinhos, sentir teu corpinho
No meu a roçar.
E este teu cheiro de manga madura
caída do pé vem me lambuzar.
Mas ela faz que não liga, só pra me arrelar,
Essa menina faceira e muito lampeira
ainda vai me matar!

Léah

quinta-feira, 10 de março de 2011

Amor eterno

Amor eterno

A lua prateou nossos cabelos durante nossos passeios pela vida,
E no ardor de nosso amor o sol aqueceu nossos corpos,
mas a brisa leve nos acalmou.
O mar nos carregou em ondas bravias e desaguamos em rio calmo.
O vento jogou rosas em nossos caminhos, quando os espinhos
ameaçavam nos alcançar,
E nossos sorrisos e dores foram marcados com vincos em nossas faces pelo tempo.
Mas, o nosso amor ficará gravado em fogo, sal, água e vento,
No céu, na terra, no mar.

(tela e poema de: Léah MorMac)