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segunda-feira, 28 de março de 2011














Cores (acrílico)


Chuva


Folhas caídas voando sem destino, céu escuro carregado de nuvens o ar pesado arrastando a poeira, turvando a visão,

Trovões e raios começaram a estalar no céu assustadoramente, anunciando a próxima chuvarada.

Amedrontada corri a fechar as janelas que batiam aumentando os barulhos e me assustando ainda mais.

Parecia um filme de terror!...

Até que desabou o temporal por mais ou menos trinta minutos.

A água corria como cachoeira rua abaixo, o folharal agora era levado como crianças alegres ao parque. Os vidros das janelas antes embaçados pela poeira que o vento trouxe foram lavados pela chuva, e por onde eu olhava a cena Dantesca esperando com ansiedade que terminasse.

Até que a chuva foi diminuindo e passou o céu foi se abrindo num pálido azul, agora sem nuvens negras. As calçadas e o asfalto molhados brilhavam e meu jardim parecia sorrir, pois o sol do mês inteiro o estorricara.

Passou o medo, voltou a paz

Como disse Jobim foram apenas as águas de março fechando o verão.




3 comentários:

  1. "São as águas de março fechando o verão. É a promessa de vida no meu coração."

    Também gosto e curto lembrar o nosso Maestro Jobim. Beleza de músico e ser humano.
    Falando em beleza, você me encantou com mais essa pintura...
    Colorida e boa semana, amiga!
    Beijos

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  2. Esse painel ficará lindo na minha sala, já é meu, não o venda para ninguém, só para mim.

    beijão, Natalia

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  3. Belo trabalho...Espectacular....
    Cumprimentos

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