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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Feliz Natal

A cada um dos amigos desejo um Natal com muita alegria, união junto aos familiares e que tenham em seus corações  o Espirito de Natal.
beijos a todos,
Léah

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O vestido de bolinhas 

O papel colorido atado por uma fita vermelha num lindo laço prendeu meu olhar e encantamento por alguns minutos  a curiosidade para ver o presente era grande, mas  desembrulhei-o com bastante cuidado para não estragar o papel estampado com flores,
    ou perder a fita.
   Tinha por volta de dez anos e era natal, o noivo de minha irmã mais velha costumava 
   chegar sempre com presentes ou frutas ou flores quando ia ver a noiva.
   Naquele Natal veio carregado de embrulhos e aquele, justamente o embrulho mais
   colorido era meu.
   Dentro do pacote escorregou uma seda com bolinhas de todas as cores, disse-me ele
   com um sorriso:
   “ -É para a sua mãe fazer um vestido pra você –“
   No ano novo estava eu já com o vestido de bolinhas, rodopiando na frente do espelho
   achando-me uma princesa.
   Hoje fui a uma loja de tecidos a procura de uma renda e numa prateleira acenando para
   mim um tecido com um brilho acetinado estampado com  bolinhas de todas as cores.
   Senti uma vontade enorme de levá-lo para casa, porém a razão venceu a emoção, afinal 
   o que iria eu fazer com aquele tecido? Um vestido e depois dançar na frente do espelho?
   Sentir-me uma princesa? Qual é! Não tenho idade nem para gostar de olhar-me no
   espelho, que dirá sentir-me uma princesa  e ainda por cima rodopiar! Talvez caísse tonta
   para o lado e até as bolinhas do vestido ficariam amassadas! Peguei minha renda e fui
   embora fazer minha almofada para colocar meus velhos  pés cansados.

texto e tela à óleo por: Léah Mormac Gonzalez


segunda-feira, 14 de novembro de 2011




Papo No Sense
A Primavera
bem que poderia ser primaflores,
Nunca tive uma primaVera, e no entanto já me perguntaram: Quantas primaveras você tem? - Nenhuma!
Ou pior ainda quantas primaveras você fez? Mas isso era antigamente, já não se fala mais assim (ainda bem...)
Primavera traduzindo é primeira verdade, mas o que? Trata-se de que primeira verdade?
Quem andou mentindo tanto assim? Uma estação inteira! passou o inverno inteiro mentindo pra quem? Isso é que é inverno!
Bem eu não sei, nem vocês talvez quando chegar a próxima estação, aí
                                                verão.
                                                            texto Léah

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Estradinha (óleo sobre tela)




Tudo é chinês

Era uma vez um gato xadrez
Agora tudo é chinês,
A blusa encolheu
A cueca não deu,
Era uma vez um gato xadrez
Agora tudo é chinês,
O martelo quebrou
O alicate entortou,
A camisa apertou,
A calcinha rasgou,
Era uma vez um gato xadrez
Agora tudo é chinês
Sapato só trinta e dois
Vestido só trinta e seis
Somente porque é tudo chinês,
Se tudo se quebra,
Se tudo lhe aperta,
É simples saber o porquê, os porquês
É tudo por que é tudo chinês
E era uma vez um gato xadrez
E o silicone, escapou do chinês?
Não sei lhe dizer,Só quero saber porquê tudo é chinês?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

acidente

Eis a razão de meu acidente, é essa gracinha que amo de montão, carinhosa e inteligente gosta de gente, sai com ela pela rua do condomínio  para ela fazer xi- xi e quando ela avistou o jardineiro descendo a rua,  não deu outra puxou a guia me fazendo mergulhar no chão bati com o queixo no chão quebrei parte de 3 dentes 3 pontos no labio inferior por fora e mais 3 por dentro,  muito sangue e muita dor, comendo papinhas, caldinhos,  anti-inflamatórios, anti bioticos, e espera para restaurar os dentes.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011




                                      (aquarela)
Nosso amor


Guardo em mim numa caixinha de cetim nossa calmaria

Guardo em mim num cofre forte nossos raios e trovões

Guardo em mim entre lençóis e almofadas nossos desejos

Guardo em mim com cuidados, nossos segredos

Guardo em mim numa estrela que colhi nossas esperanças

Já não guardo em mim nossos sonhos perdidos, calcificados

Só guardo em mim as lembranças do nosso imenso amor

Leah



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

OS TAMANCOS




"Inverno" (óleo sobre tela 40 x 40)


Era um tempo muito difícil, muita pobreza era usual andarmos de tamancos, sapato só para passear uns vestidinhos de tecido barato feitos por minha mãe que ficavam assim como o par de sapatos guardados a espera de que surgisse um passeio qualquer, que também era raro.

Nossos tamancos, meu e de minhas irmãs eram comprados no armazém da esquina. Um dia meu pai trouxe não sei de onde um par de tamancos com sola de madeira mas em cima era feito com pele de cabrito, uma lindeza!

Aquele sim era um tamanco digno de ir a qualquer passeio, ficou a espera num pequeno armário junto com o par de sapatos, mas todos os dias eu ia visitá-lo, alisá-lo experimentá-lo.

Perguntava sempre a minha mãe:

- Posso usar o tamanco novo hoje?

-solamente cuando el zueco viejo terminar (Somente quando o tamanco velho acabar) -

Por mais que eu arrastasse aqueles tamancos velhos e odiosos na calçada áspera ele resistia, inteiro, intacto, puxava a correia dura e amarela para ver se arrebentava, mas que nada, eu achava que ele tinha inteligência e sabia das minhas torpes intenções de acabar com ele!

Acabei cansando desta luta e envolvi-me com outra preocupação que era ir a casa de meu vizinho que tinha um velocípede onde eu me fartava de pedalar e ele menor que eu não sabia usar os pedais do brinquedo só andava no bicho se fosse empurrado, ficava esperando que eu me dignasse a empurrá-lo

Numa dessas empurradas meu tamanco arrebentou! Ora viva!

Larguei velocípede, meu vizinho chorando pois havia trocado com ele:

- Dou três voltas e depois te empurro duas.-

Só que o tamanco arrebentou na primeira, e eu corri pra casa em busca do tamanco novo.

Decepção! Meus pés cresceram e os tamancos não!

Fui com minha mãe até o armazém da esquina aos prantos comprar outro tamanco igual ao que havia arrebentado minutos antes. E aquela lindeza pela qual tanto esperei foi para uma vizinha menor que eu, com pés menores que os meus, e ela nem ligava para eles eu os vi muitas vezes jogados no quintal na chuva.


Naquela época o fato me causou sofrimento e decepção, mas eu era criança e não tinha noção do que realmente estava acontecendo. Entretanto tudo que acontece em nossa vida serve como ensinamento. Dentro de alguns limites de bom senso viver o presente com o que temos conscientes de que os bens materiais estão aí para nos dar prazer e se o temos devemos usá-los usufruir deste prazer, ao invés de ficar guardando para o futuro que nem sabemos se teremos.

O essencial é viver o presente e deixar a vida fluir.



Texto Léah MorMac


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O RELÓGIO






óleo sobre madeira
                                                                            ( 30 x 45)- por LéahMorMac

O relógio era pequeno com umas pedrinhas que brilhavam e uma corrente dourada que se atava certinho em meu braço de menina magrinha de 6 anos. Eu não conseguia tirar os olhos dele era para mim uma jóia que me fora emprestada até chegarmos à casa de Dona Mira.
D. Celeste era nossa vizinha rica que queria me crismar, falava isso todos os dias:
– Você vai ser minha afilhada, vou crismá-la, e ai vais ter de me chamar de dindinha...

Realmente ela me crismou, porém, só quando eu já tinha 14 anos de idade, aí não dava mais para chamá-la de dindinha já havia há muito me acostumado a chamá-la pelo seu nome.

Dona Celeste levou-me para passear na casa de sua comadre que criava sua filha mais nova e enchia as outras 3irmãs de presentes e jóias, mas eu menina pobre não tinha jóias nem sabia do valor delas, apenas achava-as bonitas, com todo aquele brilho das pedrinhas.

Naquele dia saímos à tardinha num táxi, ajeitei-me no banco traseiro ao lado dela bem próximo à janela, mas a paisagem que se desenrolava lá fora não me interessava eu só queria admirar o relógio era tão lindo e era meu naqueles momentos que gostaria fossem eternos.
– Chegamos agora você tire o relógio, a Mira deu-o de presente para a Miriam e não pode vê-lo em você!
Minha garganta sufocou um soluço quando ela guardou-o em sua bolsa, dentro de uma mini caixinha azul toda acolchoada.

Entramos na casa e fui completamente ignorada fiquei encostada na parede do salão era tudo muito luxuoso cadeiras de encosto alto, uma enorme mesa de jantar, cristaleira cheia de copos e taças coloridas, e vinda não sei de onde surgiu à minha frente Miriam, a dona do precioso relógio, comendo uma fruta cortada em forma de meia lua que eu nunca tinha visto, sua polpa vermelha e caudalosa escorriam por seu queixo quando ela a mordia, indo parar na gola cheia de rendinhas de seu vestido, parou na minha frente examinou-me com curiosidade virou as costas e sem uma palavra foi para dentro onde as duas comadres discutiam calorosamente sobre uma festa de aniversário, até que a Miriam, Dona Celeste e Dona Mira apareceram na sala.

– Quem é essa menina Celeste?
– Ah, é a filha de minha vizinha pobre.
– E porque a trouxeste?
– Porque eu quis.
Eu saí da parede onde estava encostada e falei, achando que estava ajudando:
– Não, foi só para me emprestar o relógio.

Pronto o caldo estava entornado, a Miriam já estava com o relógio no pulso, e a gola do vestido ainda suja de melancia, perguntou com jeito de raiva:
– Que relógio, o meu?

Senti medo e instintivamente achei por bem ficar calada, minha madrinha sem tirar os olhos de mim pulou rápida numa resposta:
– Claro que não! Ela está falando do meu, esse aqui, coloquei no braço dela só dentro do táxi, para ela ouvir o tique-taque.
– Ah! Ainda bem, esse relógio foi muito caro você nem devia tê-lo trazido, a Miriam só vai usá-lo sábado na festa de seu aniversário. Vá guardá-lo Miriam.
– Depois, Dinha vou ficar com ele até a hora de dormir hoje.

Surgiu daí uma discussão entre as três e a menina começou a chorar e gritar que não iam tirar o relógio era dela e pronto. Deitou- se no chão esperneou até conseguir o que queria.
Voltei a encostar-me a parede achando que havia feito algo de muito errado e a qualquer momento ia ser castigada. Toda aquela tempestade passou num piscar de olhos assim que D. Mira falou a frase milagrosa:
– Está bem querida fique com ele no pulso até a hora de dormir! Mas cuidado!
Se fosse eu em minha casa teria levado uma sova, mas o que estou eu dizendo, como eu ia fazer essa birra, nunca teria relógio ou festa de aniversário, ou vestido com golas de renda, nem sequer comia melancia, fruta que na época era caríssima!



Anos se passaram, tive relógios, muitos vestidos bonitos, comi muita melancia, mas não dou valor a jóias, ou roupas de grife. Gosto de conforto, mas não de luxo, entretanto como uma mariposa presa à luz quando vejo uma bijuteria, jóia, ou roupa com enfeites que brilham fico meio hipnotizada, não as compro, mas gasto um bom tempo admirando-as.

Demorei muitos anos para descobrir o motivo de minha fixação por coisas que brilham, não sou psicóloga, porém acho que é uma referência ao trauma daquele fato, tão longínquo de minha infância.

Texto Léah MorMac

Em 18/07/2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fim de festa





óleo sobre tela "Margaridas"
                                                               40 x 35 -Léah MorMac
  
 Fim de festa


È bom ver novas plagas, novos rostos, outras culturas.
Despreocupar-se, se esticar na cama, dormir ao meio dia.
Não ter horário, não ver TV, não pensar em computadores.
Andar sem rumo, sem horas marcadas ou rostos tensos.
Mas melhor que tudo é a hora de voltar, poder e ter pra onde voltar.
Fim de festas, fim de férias, viagens zeradas.
Como é bom chegar! Sentir o aconchego do seu cantinho, rever seus animais, seu jardim, seu lugar, sua caminha, sua cozinha, o seu tempero, sua comidinha, sua gente.
Sentir que se tem um lugar que é seu retrato, seu jeito, seu ninho.
É bom voltar, poder voltar ao seu velho lar.
È bom voltar ver a beleza de seu País, sem querer comparar com outros, visto que o amor não se compara, nem se mede.
O que se mede é a espera, e como sempre soube que o melhor da festa é esperar por ela, então o melhor será esperar as próximas férias.

texto Léah MorMac

domingo, 10 de julho de 2011

SELO


Recebi este selo da amiga Maria do blog:
http://algarve-saibamais.blogspot.com/, que amplia nossa cultura geral, nos oferecendo conhecimentos sobre todas as coisas, lugares, plantas, cultura de outros países, e nos dá uma lição de desprendimento e generosidade, a quem só tenho que agradecer por tê-la como amiga.


As regras deste selo são:
Exibir no seu blog a imagem do selo recebido.
Agradecer e indicar o blog de quem recebeu o selo,
Escolher 12 blogs e avisá-los.
Mas prefiro que todas as amigas peguem o selinho, pois todos os blogs que sigo têm real importância para mim.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pneumonia

Descobri que estou com pneumonia, por isso minha ausência.
beijos a todos os amigos,
Léah

quarta-feira, 22 de junho de 2011




Céu= óleo sobre tela painel

Pintor



Telas pintadas cores espalhadas em tubos e palhetas.

Estampam o sentimento de um poeta de pincéis.
Que em dias enevoados solta na tela os vermelhos e amarelos para dar cor ao dia, os verdes os azuis luminosos retratando o mar ou as montanhas. Tem ele um arco Iris em suas mãos, e como um deus cria um mundo cheio de luz.

Mas em dias de sol, quando tudo é luz e cores descortinando-se a frente de seus olhos, é ele o deus pequeno o menor dos seres, pois não consegue igualar tanta beleza com todas as tintas de que dispõe.

E diante desta certeza vê que Deus numa grande tela deu aos homens dias de luz e sombras para entendermos toda nossa grande pequenez.


Léah

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O beijinho da Onda



Onda  (óleo sobre tela 0,50 X 1,00) por Léah MorMac


As ondas batiam na murada, num espetáculo dantesco, estalavam bravas surrando as pedras, revirando a areia, quebrando as conchas. E num misto de medo e deslumbramento observando toda aquela força ficamos ali parados na platéia daquele teatro que a natureza nos oferecia.
A ressaca sempre me encantou, em pensamento eu estava lá dentro daquelas ondas, e tendo que conter a grande atração e a tentação de lançar-me ao mar. Não sei se é loucura afinal todos somos um pouco ou muito loucos, sabra Dios!
No dia seguinte ainda estava agitado e ouvia seu barulho, música para meus ouvidos.
Saí da poeira sufocante daquela obra em casa e fui andar na avenida à beira mar, aquele verde – azul agitado nervoso vivo tirou de mim todo o stress acalmou-me.
Levei umas respingadas molhou-me a roupa e os cabelos, como se estivesse me dando um “bom dia amiga”, voltei para casa feliz!
Meu marido muito espantado, ao ver-me de roupa e cabelos molhados perguntou:
- Entraste no mar ?-
- Não, foi apenas um beijinho da onda, na calçada.
- Ainda bem que não foi um abraço.
A ressaca do mar passou, mas a ressaca de poeira aqui em casa ainda não, por isso esse quadro com esta onda é antigo de outro ano de outra ressaca pois estou sem espaço para pintar telas novas. Mas vai valer a pena o sacrifício presente, pois minha casa está ficando bem melhor, falta agora a pintura, e limpeza, e sei que em breve, poderei sentar-me no meu novo ateliê e pintar quadros, fazer artesanato, ou escrever, sem poeira, barulho de serra, marteladas.

Por agora só me resta esperar.

Léah

segunda-feira, 6 de junho de 2011

pescadores
(óleo sobre tela 30 x 45) por Léah MorMac 

Obras 2


A coisa começou assim: Um belo dia, talvez, não tão belo, falei com o maridão, quero melhorar a parede envolta da bancada da pia da cozinha onde havia uns azulejos rachados. Aí ele começou: -Acho melhor arrancar tudo e colocar revestimento novo tanto no chão como na parede.

Ah tá... Achei até que ele estivesse brincando; mas que nada não satisfeito pulou para o terraço onde eu usava para meu ateliê.

- Vamos dar uma geral, vamos melhorar o seu ateliê e fazemos um espaço para escritório -

Maridão pensa grande, vai se empolgando, se entusiasmando e resolveu mexer no piso da garagem, no telhado da lavanderia e foi por aí. Daí em diante é só quebra quebra, poeira, e compra areia, e tijolo um mundo de materiais que sujam soltam pozinhos, sujam tudo, terrinha sob a sola dos sapatos em todos os cantos, meios e beiradas.

Mas, vai compensar o que está quase pronto está ficando lindo!

Agora nesta semana vai começar a pior parte, a c o z i n h a !

Quando ficar tudo prontinho limpinho e pintadinho fotografo e ponho toda alegrinha no meu bloguinho.

Esses inhos todos são carinhos para euzinha, to precisando tá?

Ah, beijinhos.

Léah

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Obras



Obras


Vai começar a loucura de uma reforma geral na minha casa, já tinha passado por isso antes noutra casa e sei bem como é penoso enfrentar aquela poeira, arranca, prega, desprega, suspende, abaixa, tira isso bota aquilo, arrasta móvel cobre tudo!
Viram uns pesinhos correndo por ai? São os meus, fugindo para outro pólo, outro hemisfério, ou para a lua, tem poeira lá?
A inspiração pediu férias e mudou-se para outra cabeça que não é a minha.
Mas, acho que vai valer a pena renovar deixar para traz o que está envelhecido, estou falando de casa, não de mim ta? Ou do maridão, envelhecidos, mas cheios de amor para dar, rsrs...
Bem, assim sendo, este blog do qual gosto muito, é um cantinho onde encontro amigas inspiradas, inteligentes gente boa. Este blog não vai ser de fenestrado, só vai ficar um pouco, só um pouquinho vazio, fugindo da poeira e esperando que eu arranje um cantinho limpinho para o laptop poder funcionar, e um espacinho para pintar uma tela, nem que seja pequenininha.
Só espero que não me esqueçam.
Beijos, muita saudade por antecipação.

Léah



sexta-feira, 13 de maio de 2011


20 X 25 óleo sobre tela

Ignorância

Existem vários tipos de violência, sem socos, facadas ou tiros.
É uma violência mais sutil, mas que me deixou perplexa!
É a agressividade dos incompetentes, ignorantes, ineptos, e mal educados.
Costumamos comer fora nos finais de semana, como não temos o costume de jantar, almoçamos, em algum restaurante e mais tarde saímos para um passeio, cinema, um lanche, barzinho, ou numa pizzaria.
Saímos com nosso casal de filhos, que estavam nos presenteando com suas companhias, sempre tão agradáveis.
É nosso costume também variarmos de lugar para o lanche, gostamos de avaliar qual o melhor para então o freqüentarmos mais.
Numa dessas nossas idas a uma pizzaria, optamos por uma com boa aparência na fachada, escolhemos uma mesa e aguardamos o atendimento que demorou uns dez minutos até aparecer o primeiro garçom, começamos a conversar e o assunto era resolver um projeto, com a opinião de nossos filhos, sobre uma obra de reforma em nossa casa já necessitada, rs... O assunto tomou pé e nos distraímos com relação a demora da pizza, até percebermos que esta demora era em tudo que pedíamos, desde o shopinho, a pizza ou ao guardanapo, vinha em câmera lenta.
Um casal jovem sentado um pouco distante nos observava, e logo, trocaram de lugar e se sentaram na mesa ao lado da nossa, que ficava bem juntinha com aqueles bancos estofados e contínuos, e continuaram nos olhando com muita insistência e atentos a tudo que falávamos, o que já estava nos incomodando.
Quando a pizza resolveu aparecer estava meio crua por cima e queimada por baixo, pedimos outra e que viesse “assadinha, por favor”, mas aconteceu a mesma coisa, como não estávamos com fome e não gosto de discutir comentei com os meus:
- O forno deve estar muito quente queima antes de cozinhar, mas pelo mal atendimento e comida ruim aqui não voltamos mais.-
No que todos concordaram.
- O melhor, disse meu filho, é nem passar perto esta está fora do nosso mapa-
O rapaz ( do tal casal) começou a forçar uma tosse, assoar o nariz com grande estardalhaço, batendo na mesa e depois colocou o lenço de papel usado no nariz no prato onde ele estava comendo, seguido das risadinhas de sua companheira.
Embora me esforçasse para não prestar atenção em tudo aquilo era impossível, pois o sujeito sabia ser inconveniente.
Meu filho e meu marido estavam ficando ameaçadoramente vermelhos de raiva, como tenho horror a brigas, fiquei de pé, para que o garçom me visse. Pedimos a conta e saímos aborrecidos e enojados.
Na porta, a moça atendente perguntou se gostamos. Respondemos em coro:
- Claro que não e principalmente a presença do casal mal educado-
O que ela muito sem graça nos revelou serem os donos da pizzaria!!!!!
Eis aí um tipo de agressão que nunca havia sofrido, e espero não aconteça nunca mais, foi constrangedor.
Alguns dias depois precisei ir a uma papelaria que ficava bem na rua da tal pizzaria e para minha alegria tinha na porta o cartaz de VENDE-SE , era de se esperar, pois tratando os fregueses desta maneira esse foi um final até ameno, pois ele se arriscou encontrar alguém mais grosso que ele e levar uns bons socos.
Tudo tem dois lados nesta vida e como dizia a minha “sábia avó”: 

- Quem não pode com mandinga não carrega patuá.-

Léah


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Paixão



                                                                                                       óleo 30 X 40- LéahMorMac

Chegou de mansinho sem anúncio, sem alarde.
Chegou assim como uma marola.
Foi ficando e como enchente da maré,
Foi de mim se apossando e me deixando sem chão,
Sem areia sob os pés,
Navio sem convés.
Perdi o fôlego, o ar, a razão.
E me afogou, me torceu.
E hoje já sem forças perdida nas ondas desta paixão,
Tento chegar a tona, mas estou presa neste mar revolto
Neste imenso turbilhão.

Léah

terça-feira, 3 de maio de 2011



                                                                    óleo sobre tela
Um barquinho, por favôr...
Existem coisas que amo andar pelo calçadão com meu marido nos exercitando numa caminhada, e quando nos cansamos e sentamos a beira mar num quiosque mais dois prazeres nos aguardam: Olhar o mar e tomar água de coco. Mas, nem tudo é perfeito pois, logo vem o avesso do prazer. Conheço e amo pessoas que valorizo pela inteligência, pela humanidade, por serem sinceras amigas, que nos dão prazer numa conversa, mas, tem sempre um mas, existem pessoas quase insuportáveis que acham que se engrandecem pelo que possuem e não pelo que são, pessoas que pensam que humilham as outras contando os valores materiais que têm e não pelos valores morais, intelectuais ou humanitários, na realidade elas não humilham seus ouvintes, elas estão demonstrando o tempo inteiro o quanto são pobres de espírito, são elas as humilhadas.
Pois é, encontrei uma pessoa assim que sentou-se a nosso lado e começou a desfiar um rosário de vantagens usando nossos ouvidos como se fossem “pinicos,” a muito custo conseguimos nos livrar da contadora de “ eu tenho”, mas, encontramos logo outra mais à frente e começou tudo de novo!!
Meu marido que já conhece a pessoa em questão, se safou dizendo ter um compromisso e me deixou com essa bomba nas mãos.
E a conversa, quase monólogo foi bem assim:
- Minha filha é doutoranda em... mas, não exerce a profissão pois temos muito dinheiro e ela não precisa trabalhar. Sua filha esta trabalhando?
 Respondo eu:
- Sim, Graças a Deus, faz bem pra ela que se sente útil e independente, e para nós pelos mesmos motivos.
Não adianta a criatura não ficava nunca satisfeita...
- Compramos um carro 0km da marca tal, é ótimo grande, o nosso vizinho fulano de  tal morreu de inveja quando o estacionamos na porta de casa...

Já sem paciência, e sem ar, queria estar num barquinho, curtindo o silêncio de um rio ou os barulhos do mar, sentindo que minha manhã havia entrado pelo ralo, pedi licença tão somente, sem mais palavras, virei as costas e fui para minha casa respirar, já que não havia nem um barquinho para me levar e livrar.

Vocês conhecem alguém assim? Ou só eu conheço essas malas sem alça  ladeira acima??

Léah



sábado, 30 de abril de 2011

O Fim








Coração debruçado na janela
Olhar estancado no caminho
Esperando sua volta ao nosso ninho
E você aparece abraçado a ela
ciúme embaraço decepção
Orgulho ferido, dor
Meus sonhos em pedaços pelo chão
Secou extinguiu-se em mim o amor.
Léah

(desenho criado para o poema)