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sábado, 29 de maio de 2010

Cristo Redentor- pintura digital (Léah MorMac)


"Minha alma canta, Vejo o Rio de Janeiro, Estou morrendo de saudade. Rio, teu mar, praias sem fim, Rio, você foi feito pra mim. Cristo Redentor braços abertos sobre a Guanabara..."
(Tom Jobim)

domingo, 16 de maio de 2010

flores,pássaro e suas cores

óleo sobre tela e
oleo sobre tela
óleo sobre tela e digital



Não sou poeta, ou escritora, ou qualquer que o valha
Quem me dera, sou apenas uma mulher pintora,
Que ama o que faz, detesta o que não faz
Escreve o que sente e o que me apraz
Sou artista sou da arte.
Vejo o encanto no feio, e não sob os olhos do alheio
A vida em cores ou em preto e branco
Vejo a beleza nas sombras, deslumbra-me a luz.
A perfeição das flores, dos pássaros de suas cores
Mas não sou poeta, sou só pintora e dessa arte
Faço o meu respirar, meu coração pulsar,
Minha vida ter rumo, meu olhar descansar.

Texto Léah MorMac

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Flores sob a janela

óleo sobre tela
                                                            por Léah MorMac

segunda-feira, 3 de maio de 2010

caixinha co decoupage

Léah MorMac
O Crime

Sentado na varanda conseguia vislumbrar uma grande área, via as casas da vizinhança e se satisfazia com aquela invasão. Era já um vício aquelas “espiadas“ diárias. Mas a casa que ele via melhor era a do Gomes.
Tratava de ficar meio escondido entre os vasos de plantas, e, só saia dali quando era chamado por Beta, com uma raiva mal contida, que deixava transparecer na voz esganiçada...
- João vem almoçar...”João fofoca” vem me ajudar com a vassoura... João sai daí, faça alguma coisa...
Era assim todos os dias, todas as horas.
Beta, resmungava, praguejava e ameaçava amarrá-lo naquela cadeira.
- Assim não precisará ter o trabalho de se levantar e sentar...
Naquele dia, João chegou na cozinha, sem cor e trêmulo mal conseguindo tocar no braço de Beta.
- Deus do céu o que foi homem, o que está sentindo? Fala, fala...
Com muita dificuldade ele balbuciou:
-Eu vi Bebebeta, eu vi um crime, na casa do Gomes!
- O que, homem? Cê sonhou naquela cadeira.
-Não sonhei nada, começou a explicar:
-Ele passou no quintal todo sujo de sangue, e olhando de um lado para outro, para ver se alguém o via, passou meio curvado carregando uma espécie de embrulho, de onde, de repente caiu algo, soltando-se do papel, e quando êle se apressou em pegar, eu vi, era uma cabeça de mulher. Eu vi, eu vi! Ai! Ai! Ai Beta, só podia ser a da Georgina e pingava sangue! Ai! O que vamos fazer, chamar a policia?
E correu para o quarto, e ela seguiu-o com medo de ficar sozinha na cozinha .
Beta não tinha mais espaço para arregalar os olhos, começou a andar nervosamente e falando:
- Meu Deus eles se davam bem, só se foi ciúmes, que ele tinha bastante do Elias, será? Não, não, deve ter sido por causa do Seu Carlos que vivia esticando o olho para a bunda da Georgina, que gostava bem de passar rebolando por ele.
Mesmo assim, matar, cortar-lhe a cabeça como Maria Antonieta é demais... Meu Deus, João, e agora?
Ele espiando pela greta da janela tentava enxergar a casa do Gomes.
Em sua casa, Gomes contemplava sobre a mesa uma cabeça com olhos estatelados, cabelos empapados, que sujara toda a mesa. Dava gargalhadas a se contorcer.
Então, surge na frente dele Georgina que falou:
- Gomes, pare de rir e me diga, voce acha que deu certo, acha que esta cabeça de papier maché e suja de massa de tomates vai enganar aquele velho fofoqueiro, e fazê-lo parar de espiar para cá?
E Gomes tentando conter o riso:
- Tenho certeza, agora vou esperar pois provavelmente ele vai chamar a polícia. E eu vou dar uma de artesão.
                                                        FIM
Léah MorMac