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quinta-feira, 29 de abril de 2010

O barco vermelho




                                painel à óleo








A Partida
Ia sem rumo, sem remo.
Sem destino, sem tino
Já sem buscas, sem sonhos
Sem sabores e odores
Sem paixões, sem amores.
Levada pelo vento,
Aportou bem perto.
E naquele porto
Esqueceu-se de si
E ali ficou.
Até que o vento voltou
E numa onda do mar
Seu barco lançou
E outra vez ela
sem rumo sem remo
Nunca mais voltou.

LéahMorMac

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Futuro

O amanhã da vida pode ser chamado de esperança, de sonhos, de planos.

Pode ser chamado de medo, de incertezas.

Pode ser chamado de transformação, renovação,

Pode ser chamado de morte.

Só não pode ser chamado de fim.

Porque sempre haverá um recomeço.



(texto Léah Mormac

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Carrinho de Primavera

pintura à óleo sobre tela
                                                                     Léah MorMac

                                                                              

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dor


Lágrimas e dor pelos desabamentos tantos corações sangrando.
Descaso, ganância, corrupção e os pobres sofrendo
morrendo soterrados. Hoje todos falam se desculpam sem se culpar, justificam os acontecimentos, já acho que a culpa é minha, fui eu que ignorei que aquele morro tinha sido um lixão, que casas construídas na beira do precipício caem, que quando se tira a vegetação das encostas a terra solta e as casas desabam, fui eu que ofereci alguns tijolos e ferro em troca de votos . Sim a culpa é minha, já que não é de ninguém! Só que não sou política, candidata a nada.
E amanhã? Amanhã tudo será esquecido e os políticos esses safados salafrários voltarão a pensar o quanto poderão embolsar das verbas destinadas a ajudar os pobres favelados, verbas que nunca chegam a seu destino somem misteriosamente nas cuecas, nas meias. Que Deus nos ajude e traga consolo para aquelas mães que perderam seus filhos,para quem perdeu seus pais, seus irmãos, seus vizinhos.
Amém.
Léah

domingo, 4 de abril de 2010

Janela aberta

Quero janelas e portas abertas, não quero trancas, grades, ferrolho.
Quero janelas com flores, cortinas esvoaçantes, onde o vento entre o sol se instale Sentir-me de novo com asas, sentir o frescor da paz.
Quero muita luz, poder sonhar e viver.
Quero janelas sem medo de tiros, assaltos, pavor.
Poder abri-la olhar o horizonte, sentir o perfume das flores, ouvir os pássaros cantando, o barulho do mar.
Quero viver com liberdade.
Quero janelas abertas e portas escancaradas.
texto Léah