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segunda-feira, 13 de abril de 2020


Queridas e inesquecíveis amigas:

Há muito que estou numa quarentena por várias outras razões, só que sentíamos  a melhora dia após dia, e as dores eram só minhas e do Henrique.
Agora o sofrimento brutal que o mundo está passando, DÓI MUITO, tira a alegria, o sono, pesa no coração.
Ainda existem pessoas que acham que o vírus é propaganda enganosa, acreditando neste nosso presidente, que faz qualquer coisa, na intenção sórdida de ser reeleito, de não perder esse “empreguinho”!
Meu Deus, quantas pessoas que nós conhecíamos e que perderam a vida!  Pessoas jovens, de meia idade, e idosos...
Só peço a Deus, que chegue o dia do termino desta guerra que estamos travando, com esse inimigo tão poderoso e INVISÍVEL.
 Amigas:
Rogo a Deus que estejam bem, com seus familiares, e peço que não se exponham, que tenham um pouco mais de paciência com a quarentena, e vejam nesta situação uma lição de vida, um período de conscientização do que   é mais valioso para cada um de nós.
Fiquem em paz, com muito amor em seus corações.
Beijinhos,
Léah Mormac

pintura: acervo desde 1981-Medalha de prata 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Faz quase um ano de ausência, o que não quer dizer que estou feliz, conformada, ou que não pense todos os dias, que vou conseguir voltar.
Meus pinceis e telas vazias sobre o balcão ou nos cavaletes ali estáticos, me lembrando que vou conseguir  é só uma questão de tempo. Será que ainda terei esse tempo? Faço planos deitada no escuro, mas até agora não deu.
Mas o importante é que não perdi a esperança...
Por enquanto vou visitando as amigas,  lentamente um dia de cada vez
beijinhos
  

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Queridas amigas e amigos
Infelizmente ainda não estou livre da 'Chicungunha', atingiu minhas articulações da mão direita, o que está me impedindo de exercer minha arte. Mas isto terá solução com a fisioterapia, remédios e colágeno para articulações. Tudo isto está sendo feito.
 O que está realmente impedindo-me de retornar ao blog é a piora de saúde do meu grande amor e marido.
Estou me dedicando exclusivamente a resolver estes dois grandes tormentos
O importante é a fé em Deus que temos, e o amor que nos dá forças.
Desculpem minha ausência e falta de comunicação, agradeço de coração ao carinho que tenho recebido de todos, e que infelizmente não tenho podido corresponder com a atenção e amor que vocês merecem.
Mas sei que tudo isso vai passar...
Mil beijinhos e abraços apertados.
Léah

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Queridas amigas

Esta 'doença' ainda não me liberou, todas as articulações,  ossos doem, as mãos incham. É um cansaço físico enorme.
Voltei ao Hospital no exame de sangue deu chicungunha e não tem prazo para isto me largar, depende de cada um. Desculpe-me a ausência, mas falta disposição até para sorrir.
Agradeço de coração toda a atenção, preocupação, e votos de retorno breve com saúde
Feliz Dias das mães para todas, com muita saúde e alegrias.
Beijinhos, com saudades...
Léah

quarta-feira, 24 de abril de 2019

'ZICA'

Astral em baixa

Enquanto estava com a mão impossibilitada fomos para uma pousada em Armação de Búzios, mas precisei voltar antes do planejado, A pousada estava muito cheia de gente barulhenta...
Asim que voltamos aconteceu aquela tromba d'água e foi uma calamidade! No bairro próximo desabou um prédio feito ilegalmente pela milícia,  mais uma barbaridade deste País!!!!!!!!!!!
 casas aqui na minha rua sofreram enchente, e muita lama, aqui em casa arrebentou a causada, que havíamos feito recentemente e uma parte do muro caiu. Isso foi o de menos, o pior foi o fato que desde o dia 16 ficamos com Zica, Henrique e eu, doencinha miserável, fomos para o Hospital, fizemos a contagem dos glóbulos, e voltamos para casa.  e só hoje estou me sentindo melhor, com o estomago arrasado de tanto tomar dipirona. Minha preocupação maior foi com o Henrique que por conta do problema cardíaco não pode parar de tomas AAS, a cardiologista foi acompanhando-o.
Mas graças a Deus, estamos superando mais esta.
Acredito que em breve estarei bem. Grata a todos, saudades.
Léah

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Direita, Esquerda
Quando estava andando, no estacionamento do supermercado, indo para meu carro, não vi o que aqui chamamos de ‘quebra-molas’, pisei errado e cai de cara no chão! Bati com o ombro direito no chão, ficou roxo doeu, não quebrou, bati também com o joelho direito que ficou roxo, 4 minúsculas pedrinhas cravaram na pele, mas não quebrou, a mão direita, ficou roxa de um lado, não quebrou, mas um ossinho rachou, fissurou, e doeu e dói! E está enfaixada!  
Dia seguinte só doía tudo se eu risse.
Conclusão, estou de cara roxa, ombro roxo, joelho roxo, e mão roxa, e nem é minha cor preferida, sou destra até para dormir, gosto do lado direito da cama, dormir virada para o lado direito, vai por aí... E estou na luta de ensinar a minha mão esquerda a ser um pouquinho direita, só que ela se recusa, parece uma pessoa preguiçosa, acostumada com mordomo, governanta, e todas as demais regalias.
Meu sonho atual é ser ambidestra, assim sendo a ‘esquerdinha’, quase imprestável, que se prepare vai entrar numa dureza até aprender a ser prestativa.
Afinal não dizem que uma mão lava a outra? Quem disse deve ter sido alguém ambidestro, vá saber!
Enfim amigas e amigos que gostam das minhas pinturas vou ficar devendo por um tempo, até o ossinho colar.
Obrigada pela compreensão.
Quem digitou este texto, foi a minha mão esquerda, espantoso não! mas demorou muito!
Aí vai um conselho treinem o cérebro para aprenderem a usar com destreza as duas mãos, é bom até contra o Alzheimer.
Léah                                                                                                                                             FIM      

sábado, 23 de março de 2019

Mundinho difícil

óleo sobre tela 18 x 17 cm- 'cores'

Que me lembre nunca matei um animal irracional. Nem preciso dar tratos à bola para saber que os únicos bichos que mato são formigas e mosquitos, quando me atacam e dão chance, porem esses são apenas insetos, nocivos!
Tenho certeza de que não sou assassina e muito menos de animais racionais! Se bem que as vezes tenho vontade de pular no pescoço de alguns, mas fui educada para ser civilizada, entretanto na conjuntura atual está difícil, muito difícil engolir o sapo!    
‘Sacrificar’ trata-se do diagnóstico que recebi de um veterinário chamado aqui em casa para a atender minha cadela, a ‘Gigi’, que está com as pernas traseiras sem musculatura, e não anda, além disto com incontinência urinária. Mesmo dando muito trabalho, e sentindo muita pena dela, matá-la sempre esteve fora de cogitação.

E quando requisitei a presença do veterinário, foi na intenção de que ele diante das circunstâncias a medicasse para que ela tivesse uma qualidade de sobrevida melhor, visto que pela idade dela, não tem mais volta. Esse veterinário foi desumano, frio, e de um cinismo nunca visto. Ele também não tem mais volta aqui em casa.
Matar terminar com a vida de um serzinho que a mais de 12 anos, divide espaço, carinho, zelava por nossa segurança, e nos deu amor incondicional, por todo este tempo, é impensável!
Como posso aceitar o que uma pessoa que só a viu por uma vez, e sem nenhum vínculo emocional com ela, pode chegar e dizer assim de chofre que a solução é SACRIFICAR , não adianta usar de subterfúgios dizer que ela não vai sofrer, nem sentir nada!? Como ele pode garantir isso?! Algum animal assassinado por ele, já voltou do além e forneceu-lhe esse depoimento?
Sacrificar significa impor sacrifício a alguém, e desde quando sacrifício é algo indolor?
Matar é pôr um ponto final na vida de um ser que Deus criou, e eu amei e ainda amo, e ele frio e ganancioso vem e mata ?!
Não, ninguém ia matar nada aqui, se ele quiser vá catar formiga e sacie sua índole de matador, ou então se mate.
O ‘doutor veterinário’, foi logo dando seus valores, mesmo sem ninguém pedir só estava pensando em dinheiro. Queria levá-la, interná-la e matá-la por apenas 4.000 reais e isto com desconto, pois sentiu muita pena da cadela! Mas nem que me pagasse, ele faria essa barbárie!
Fiquei tão furiosa com o desplante e insistência do sujeito, fiquei imaginando onde ele guarda ou esconde esta piedade, desconfio num lugar improprio, para menores. Mandei-o embora, me contive tanto, para só abrir a porta e mandá-lo sair, que fiquei com dor de cabeça e estomago, e passei metade da noite acordada. 
 Quando o Henrique acordou de sua sesta e apareceu na lavanderia, onde a Gigi, mora atualmente, eu estava botando o homenzinho pra fora, e ele insistindo, mas quando viu que eu não estava sozinha, murchou e saiu com o rabinho baixo...
Meus dias andam atarefados e preocupantes, mais pela tenção de manter o Henrique calmo, sem abalos emocionais, mas parece que existe uma torcida contra espreitando! 
Defenestrar esse "profissional" de nossa casa, que trata os animais como produto lucrativo, não como seres vivos, também o deixou nervoso, e reclamando comigo por não tê-lo acordado, e me exposto àquela verdadeira chantagem, mas a intenção de meu controle na hora com aquele infeliz, foi justamente conseguir falar baixo, quando a vontade era berrar, e o Henrique não acordar e se alterar e sei lá como seria.
Felizmente passou, uma amiga indicou uma profissional confiante que medicou a cachorra e está mais calma, acreditamos que sem dores.
 Mundinho difícil esse nosso! Às vezes penso que enquanto eu dormia me mudaram de planeta!
Fim,
Léah