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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A CASA

óleo sobre tela 30cmx 20cm - Rosas rosas

Foi construída com suas mãos dia após dia, quartos amplos, copa cozinha preparada para grandes refeições, salão com três ambientes. Caminhando para a parte de traz uma área com churrasqueira e uma grande mesa feita de madeira rústica reciclada e assim também os bancos, mais para traz ainda uns arbustos e uma piscina.
Ele levou bem uns três anos para acaba-la e estava pronto para a oferta à sua amada.
Giovane era apaixonado por sua amiga Riva que não sabia desta paixão, que ele mantinha tão escondida com sua timidez.
Quando nasceu a primeira rosa no jardim plantada por ele convidou-a para o grande presente e claro o pedido de casamento, só que através de um subterfúgio.
_Riva preciso comprar uma casa e me indicaram uma, mas como não entendo muito nem tenho o seu bom gosto, gostaria que fosses comigo para dar sua opinião, o que você acha?_
Embora ela tenha ficado meio espantada e após algumas perguntas, resolveu aceitar, e lá foram no dia marcado para o tal endereço.
_Nossa Giovane que casa linda, por fora está parecendo uma mansão, que dirá por dentro!_
Claro que a cada cômodo que ela ia vendo os elogios iam aumentando e a confiança de Giovane também. Ele só não mostrou uma parte do quintal onde havia um portão alto de madeira do qual nada se via através. Lá naquele espaço estavam todos os seus amigos e amigas aguardando o momento certo para entrarem na casa e parabenizarem os dois, já que a combinação feita com Giovane fora esta e o sinal era contarem dez minutos, após ele se afastar  do tal portão. Todos em silêncio sepulcral ouviram ele dizer em voz alta vamos até o jardim, tem uma linda rosa lá.
_É? Eu não vi!_ disse Riva
_Mas eu vi quando entramos_
sentaram-se num banco de jardim em frente à rosa, e Giovane fez o pedido.
_Riva esta casa e meu coração, esta rosa e todas que venham a nascer  será tudo seu se aceitares se casar comigo, eu a construí especialmente para nós, com todo amor que sinto por você desde o dia em que a vi pela primeira vez._
_Como assim para nós? Nunca nem sequer uma só vez você falou ou demonstrou este sentimento por mim, você está brincando comigo?_
Antes que Giovane pudesse falar alguma coisa, apareceram os amigos em bando, cantando parabéns pra vocês, Riva pálida e constrangida com a situação, ficou alguns minutos sem saber o que fazer, mas sabia o que sentia, apenas uma amizade por Giovane, e um grande amor por Paulo que naquela semana antes de viajar a trabalho, a  havia pedido em namoro.
Controlou sua aflição e nervosismo pediu silêncio e falou.
_Giovane, se você não tivesse feito segredo deste seu sentimento, nada disto teria acontecido, seu empenho durante tanto tempo fazendo esta casa, que é muito linda, mas uma casa não vai mudar o que sinto por você, que é só uma grande amizade, por isso não posso aceitar seu pedido._
Ouviu-se um  coro de oh, que pena! Enquanto com os olhos marejados de lágrimas Giovane tentava controla-las para que não rolassem por seu rosto.
Riva pediu licença a todos e foi embora, enquanto Giovane ficou ali triste sendo consolado por seus amigos.
Alguns anos depois:
Muitas rosas nasceram naquele jardim, mas a casa foi vendida, Giovane mudou de cidade, e Riva casou-se com Paulo.
Fim
Léah

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O BARCO x O BMW

45cm x 32cm óleo sobre tela

Era sempre assim o silêncio só era quebrado na hora da saída das crianças da escola do final da rua dentro do condomínio, mas era agradável ouvir aqueles gritinhos da meninada correndo na rua aladeirada  para ver quem chegava primeiro no portão . Meia hora depois outra vez o silêncio reinava solto. Naquele dia foi diferente  quando tudo parecia rotina  um homem começou a gritar chamando desesperadamente  o vizinho três casas distante da dele no lado contrario da rua .
“-Fulano, fulano ...-“  Chamava com tanta insistência que eu achei deve estar precisando de ajuda,  será que está passando mal, ou alguém da família? Como eu estava no andar de cima, olhei pela janela e o vi,  ele já não estava em sua porta havia andado quase até a porta do ‘fulano’ que ele tanto chamava, porém sem atravessar a rua .
A minha vizinha de frente também apreensiva chegou na varanda  talvez pensando como eu, espichou-se  e arriscou um “ Oi, tá tudo bem?” Mas ele não respondeu além de ter se afastado mais dali de perto do alcance dela.
Surgiu mas alguém n’outro portão, o porteiro  largou seu posto e veio andando também para acudir, mas o gritão se afastava andando mais para perto da casa do “fulano”, evitando  a proximidade dos outros.
O fulano deve ter se dignado  a aparecer na janela, ai   o que se ouviu foi um disparate gritou o gritão para que o fulano ouvisse e também todos os preocupados vizinhos: - ““-- Olhe só o que eu comprei um barco , você tem um BMW,  esse barco é meu BMW...”, quando puder vem aqui vê-lo de perto”_. E saiu todo esticado como se tivesse crescido em tamanho e importância. 
Não sei qual a resposta do ‘fulano “ que eu não ouvi, nem vi, estava num ângulo que meu olhar abismado não alcançava. Sai da janela  cheia de vergonha pelo gritão e ao mesmo tempo com tanta  pena, como uma pessoa se sente assim tão sem importância, se desvalorizando  tanto  a ponto de ter a necessidade de possuir um bem material que equivalha ao do outro para se sentir com algum valor como ser humano.
O barco permaneceu ali na rua em frente à sua porta muitos dias, e podia se ver  lá  estava seu dono todo aprumado vaidoso, por ali alisando o barco ou se postando diante dele e fazia questão de esticar e pousar a mão no “barco BMW”, quando alguém passava, só  para demonstrar  sua importante propriedade. Agora ele era um homem de valor poderoso e rico. Era essa a imagem que ele passava.
 Depois de algum tempo ouvia-se e via-se  alguém furando martelando, consertando o tal barco, e mais um tempo depois ele  foi rebocado. E o dono do barco parecia ter murchado  como uma boia vazia,  o barco estava mais para  fusca  do que para BMW...
São as tristezas  de alguns humanos , só acham que têm valor quem ostenta, quem tem muito dinheiro, em menor medida, mas em comportamento semelhante   vejam só, são nossos políticos   por conta desta vaidade, da ganância de querer ter o que não podem , quererem ostentar roubam, nem que para isso destruam vidas e sonhos, e até destruam um país .
 Isso virou moda, mas moda muda e passa.
Fim,
Léah


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A cadeira de balanço da vovó

cadeira de balanço da vovó- desenho crayon sobre cartão.
15cm x 30cm




 Quando a conheci estava forrada com um tecido florido, e uma almofada contornada com rendas, seu lugar era ali junto a janela muitos  anos naquela  sala, sempre bem cuidada como se fosse um trono. Quando ela chegou era nova verniz reluzente serviu para embalar filhos, netos e até bisnetos, anos de utilidade e já era considerada indispensável e até uma relíquia familiar.
Entrei naquela sala antiga, quase vazia  com o assoalho rangente e lá estava ela a cadeira esquecida num canto sem o tecido florido e almofada rendada, nua envergonhada, sem utilidade parecia encolhida.
Toquei em seu braço e balancei-a de leve, uma tristeza me invadiu, arrastei-a para junto da janela, e sai em busca do forro e da almofada, pelos armários dos quartos, encontrei-as e coloquei pronto ela parecia sorrir, agora alegre florida primaveril, balancei-me  e cantei uma canção de ninar só para ela renascer e reviver o tempo em que era útil e trono de ninar tantas vidas durante  muitos anos.
A casa foi vendida alguns meses depois e a compradora grávida já com aquele barrigão ganhou a cadeira de presente e ela adorou e mesmo sem saber do passado da cadeira da vovó,  comentou que será o lugar onde vai embalar sua filha para adormecê-la...
Fim da história ou recomeço, quem sabe ?
Léah

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Vaidade e Escolha

Caminho cor de rosa 30x38 acrílico sobre tela
                                                                                      (Todos os personagens são fictícios)
Naquela reunião de amigas a vaidade corria solta e cada uma se enaltecia de alguma coisa, mas uma delas extrapolava em seus supostos valores. Era uma conversa desafiadora à paciência de quem a conhecia desde sua juventude e seus caminhos percorridos até ali
A vaidade servia para esconder o que todo ser humano sofre ao longo da vida, fracassos, erros, frustrações, desilusões, e só falavam dos sucessos nem sempre verdadeiros, ela das riquezas obtidas, das viagens, da mansão onde morava, das joias e roupas de grife...
Mas não valia a pena interferir, eu sabia que era um véu posto sobre a verdade amarga, e sabia também que seria desumano acabar com a farsa  contada como verdade para quem não a conhecia, e que nada mais era do que uma forma de se sentir superior às  outras. A vaidade era quase possível de se pegar. A vaidade que  imobiliza a ação de encarar a verdade e lutar para sair daquele labirinto de mentiras.
 Fiquei pensando como uma pessoa pode se transformar tanto, Margarida era uma jovem linda, doce embora desiludida com o amor por causa de seus infelizes pais.   e agora uma mulher embora ainda bonita  soberba, vazia , esnobe e infeliz. De certa forma acho que sei como tudo aconteceu.
Quando fui morar no mesmo prédio que Margarida, nos tornamos amigas, Eu já casada e com mais 8 anos de idade que ela, fez de mim sua confidente. Margarida sofria muitas privações, e tinha a ideia arraigada de que com um casamento rico seria feliz. Eu  tentava convencê-la que precisamos de muito  amor para se viver plenamente  num casamento enquanto que dinheiro  é necessário só para se sobreviver, mas ela sempre descartava meus argumentos dizendo que eu nunca tinha passado pelo que ela passava com um pai omisso, mulherengo e miserável.
Um belo dia outra vizinha anunciou a chegada de  seu filho Rômulo, após longa viagem, como  engenheiro de máquinas da marinha mercante, e que estaria de férias era  noivo de Anita já com casamento marcado, para o ano seguinte.. Nas voltas que o mundo dá Margarida se apaixonou por Romulo que não era rico  e ele também se apaixonou por  ela, entretanto Anita, a noiva,  junto com a mãe dele,  que apesar de ser amiga de Margarida, não se conformaram  com a situação e engendraram planos , caluniaram Margarida dizendo que ela só queria se livrar da vida miserável, e lutaram  para que  aquele casamento já marcado se concretizasse e foi o que aconteceu, Margarida sofreu, ficou doente, emagreceu, e ficou mais amarga. Depois de algum tempo conseguiu se reerguer e voltou a sua ideia de que ia  encontrar um marido rico e nada de amor. Encontrou Samuel dono de várias lojas comerciais, bem mais velho que ela,  mas só se casou com ela na condição de que fosse com separação de bens, Margarida aceitou a proposta e aí começou sua transformação  na  pessoa vaidosa e presunçosa que vi  ao longo dos anos e ali naquela reunião, ela sentia um grande prazer em contar suas vantagens , tudo que ela tem ninguém tem, todos os seus bens materiais são superiores aos das amigas, sua vida é mais feliz do que a de qualquer outra pessoa na face da terra, anda como uma árvore de natal cheia de joias,  e até gosta de humilhar  as pessoas humildes. Tenho  certeza de que é infeliz , seu marido trata- a como um belo objeto adquirido  e enfeitado que expõe como um troféu.
Já me confidenciou que nunca esqueceu Rômulo, mas tem o prazer de saber que ele foi muito infeliz, pagou por sua covardia de não lutar por ela. Hoje está divorciado, está gordo, velho e trabalha por conta própria, mas não é rico e a  mãe dele arrependida do que lhe  fez, afastando seu filho de seu amor , e forçando-o a cumprir a promessa de casamento com Anita, apesar dele dizer não ama-la mais, contribuiu para a  infelicidade de três pessoas, Foi então procurar Margarida querendo resgatar sua amizade e seu perdão, que ela finge aceitar, pois agora, é tarde, segundo Margarida,  a mãe dele sofre mais do que ela  sofreu na época, e julga que são amigas  e que a perdoou e  vai morrer pensando, diz ela.
-“ Agora estou feliz com minha vida, meu marido, Tenho tudo que sempre quis, não sou apaixonada por ele mas gosto dele.  amo  minha riqueza, meu conforto. Enquanto Anita ficou sozinha, vivendo de uma pensão miserável, e até as filhas que tiveram são mais amigas do pai do que dela. Não aprendi a perdoar, nem ligo se me condenam, ela me caluniou, me humilhou, me deixou doente de desgosto, e também a covardia de Rômulo, e quando a vida dele se desmoronou veio me pedir perdão, mas nem que eu estivesse solteira, lhe daria nova chance, ele matou o amor. _”
 Foi o último desabafo de Margarida a mim.

Por isso não falo nada, quem sou eu para dizer que ela está errada, em cultivar tanta amargura, afinal nunca consegui demovê-la de suas ideias, como conselheira sou péssima, como ouvinte sou ótima, só queria que ela fosse feliz assim como eu que acredito no amor, e jamais o trocaria por dinheiro, mas cada um tem seu destino e escolhas para fazer, é o livre arbítrio que Deus nos deu.
Fim
Léah




terça-feira, 23 de agosto de 2016

A TRAIÇÃO

desenho crayon -  sobre papel canson- "a traição"

Bebeu como se não houvesse mundo no amanhã, aquelas bebedeiras que amolecem tudo, até os intestinos. A boca parecia não ter músculos, teimava em permanecer aberta, seus movimentos desconexos o levavam  para um lado que não queria ir ele tombava a todo instante, sob o peso da carraspana.
Sem poder comandar seu cérebro  dormiu ali mesmo, no chão da sala.
Já no dia seguinte, com todas as dores e vômitos da ressaca, se censurava pela fraqueza da bebedeira. O remédio era o chuveiro frio e um Engove.
A campainha tocou e ele se arrastou até a porta. Pelo olho mágico viu o rosto da mãe, que ao entrar e deparar com o filho naquele estado, com um misto de censura, dor e pena estampados no rosto envelhecido ordenou-lhe:
-Vá pro chuveiro, menino...-
Ela raramente aparecia naquela casa, talvez por intuição materna resolvera visitar o filho logo pela manhã.
Já o havia encontrado assim em outra época, outra briga deles, e já não estranhava mais.
Fabio obedeceu, como se fosse realmente um menino. No banheiro, vomitou,  xingou, chorou até não querer mais.
Ficou um longo tempo confabulando consigo mesmo, pois sabia que assim não chegaria  a lugar algum pensou no inferno que tinha sido sua vida nos últimos anos. Mas realmente o que mais doía, era o orgulho ferido mortalmente por aquele riquinho metido a ser melhor do que ele, que tudo conseguira a duras penas, não herdara nada a não ser pobreza e honradez.

Há seis anos havia se apaixonado por Dolores, ela mostrou ser uma pessoa autoritária, vazia e rancorosa que ele fingia não perceber, maltratava seus parentes e amigos que começaram a se afastar, só lhes restou um casal, de amigos que eram  dela, Lú e Eduardo.
- Afinal eram ricos, gente muito fina... Afirmava ela.
- Ele é muito snobe e ela é uma perua idiota, uns “deslumbrados”, dizia Fábio.
Os dias se sucediam entre eles em brigas, mas Fábio mantinha a esperança de que dali há mais um tempo ela voltasse a ser a Dolores que antes do casamento, era tão doce.
Ela queria a vida de festas, roupas caras, viagens, queria a vida de quando era solteira, e sustentada pelo pai...
O dinheiro curto, o apartamento de luxo aluguel caro, o carro recém-comprado, impedia Fábio de fazer as vontades de Dolores. Ela por sua vez, gastava todo o seu salário pequeno de professora, em supérfluos e vivia pedindo dinheiro ao pai, o que deixava Fábio bem humilhado.
Dolores anunciou assim, na bucha, para o marido, após briga feia de abalar quarteirão, que ia embora, afinal encontrara alguém que a compreendia e valorizava...
- Vá, vai agora, mesmo, e me deixe em paz, e vê se não volta mais dessa vez, e deixa a chave...
- Você é que vai me dar paz, seu pé-rapado, nunca me deu nada, agora vou ter tudo...
Fábio cansado de discutir, sentou-se na cama e ficou vendo-a pegar bolsas e um jogo de malas e enchê-las de roupas e sapatos, que, aliás, era o que ela mais tinha.
A princípio, achou que o novo pretendente não existia, que na verdade ela ia voltar para a casa dos pais, como já fizera outras vezes.
Jogou as chaves sobre a cama e antes de bater a porta atrás de si, ela soltou a bomba:
- Vou morar com Eduardo que está se divorciando da idiota da Lú.
A frustração, a raiva e a dor da desilusão o arrasaram e levou dias bebendo ora se culpando, ora querendo bater, pisar naquela traidora, até aquela manhã depois de levar uma enorme bronca de sua mãe, resolveu seguir seus conselhos e esquecer aquela mulher.
Meses depois: Fabio adormecera no sofá da sala, a campainha toca, acordando-o.
- Deve ser minha mãe, só ela me acordaria de um soninho tão bom...-
Arrasta-se até o olho mágico da porta e depara com a figura de Dolores do outro lado torcendo as mãos e em tom baixo e suplicante:
- Fábio, abre a porta, sei que você está aí, vamos conversar...
Ele, vira as costas, vai até ao aparelho de som e coloca no maior volume o DVD do Cazuza, que ela odiava, e ele amava, desligou a campainha, e voltou a dormir.
Nunca mais a viu e conseguiu esquecê-la, entregou o apartamento de luxo, e voltou para seu antigo de solteiro,  hoje namora Katia e talvez um dia até se case de novo, mas por enquanto só mesmo amizades coloridas.
Fim
por Léah   

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Baratas voam e eu também

Luz, cores e borboleta- acrílico sobre tela de madeira 30x 30
 
Insetos "não têm cérebro", assim os marimbondos, as abelhas, as moscas se entram num cômodo e começam a procurar a claridade da janela e abrimos uma banda da mesma, eles resolvem que a saída é na vidraça fechada!
É um inferno, nada os demove daquela burrice, e batem no vidro até a estafa, ou até que sejam abatidos por uma lufada de inseticida.
Odeio insetos vivos ou mortos, exceto as borboletas, se uma baratinha ou barata de qualquer tamanho se atrever a aparecer na minha frente ela ganha a situação e eu voo sem asas, sem avião, sem foguete quase para outro planeta! Como não sei para onde ela foi só volto mediante a comprovação de sua morte, se me mostrarem seu cadáver.
O neto de uma amiga aniversariou no verão passado, fizeram uma festa para a qual fui convidada. Tudo ia bem muita alegria, já quase no final da festinha, as mulheres juntas nas mesinhas de um lado do salão de festas em assuntos femininos, enquanto os homens mais do outro lado discutindo assuntos masculinos, isto é futebol, a criançada brincando no play. Sem ser convidada uma horrenda barata voadora apareceu, todas as mulheres do ambiente saíram correndo os homens que estavam distraídos nas suas conversas, sem entender perguntando meio atabalhoados o que foi, o que foi, até que viram a bicha, riram a bandeiras desfraldadas e mataram a intrusa, mas despedi-me da anfitriã, pois acabou a confiança no ambiente acredito piamente que elas andam em pares ou mais, eu não posso comprovar e nem quero, mas fico com esta crença que para mim significa voar para longe delas.
FIM
                                                                                      Léah

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

FÉRIAS INESPERADAS

Desenho tinta acrílica- sobre cartão- " balão para voar"

        Quero me desculpar pela ausência nestas duas semanas. Dizem que o homem põe e Deus dispõe e  é bem verdade. Programei ficar quietinha em casa em todos os dias da olimpíada, pintar, ler, ver TV, fechar a cozinha, escrever e postar no blog, dormir... Filha de férias antecipadas por causa das olimpíadas viajou com o irmão em férias normais, portanto íamos ficar numa calmaria rara.
Minha família, isto é meus parentes,  estão espalhados por este mundo, primos, tios... E para confirmar que meus planos seriam desfeitos, um casal de primos espanhóis que moram na Argentina, vieram passear no Rio de Janeiro, está claro que se hospedaram num hotel, claro está também que fui lá raptar o casal e os trouxe para casa foi ótimo, são pessoas maravilhosas,  a única vez que estivemos em Buenos Aires, foi minha primeira viagem fora do Brasil e há muitos anos atrás, eles  nos  levaram também por todos os lugares encantadores de lá  numa gentileza a toda prova.  A última vez que nos encontramos foi aqui em casa no Natal de 2015, e foi  muito bom.
 Resolvemos passear pelas cidades vizinhas, pois nenhum de nós estava interessado em olimpíada, e eles queriam conhecer umas cidades como  Petrópolis, Angra dos Reis e Parati.  GPS, Google  e celular nos mostraram os hotéis onde  pernoitaríamos em cada uma delas e fomos à luta, curtimos os lugares as paisagens, sentimos frio e calor, assim é o Rio de Janeiro, dias quentes, noites frias, dias frios,  perneamos até cansar. Pouco paramos  em casa, abria a cozinha para lanches e café da manhã, passeamos muito por aqui também.
Voltaram para Buenos Aires ontem e lutaram para que eu vá visitá-los, entrar naquela caixa metálica e nela ficar sentadinha durante quatro horas sem ataque de claustrofobia, é difícil, prefiro que venham aqui...
 Foram dias maravilhosos sem monotonia, não pintei, não li nem uma página de um livro, vi muito pouco de olimpíada na TV, e não postei nada, mas fiquei com muita saudade de nossos “papos” virtuais com amigas nada virtuais dos blogs, e estou botando em dia as visitas das postagens perdidas. Mas uma vez desculpem-me voltei, sem nunca ter ido embora :).
FIM
Mil beijinhos, Léah