Minhas Pinturas

Seguidores

Minha lista de blogs

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A TRAIÇÃO

desenho crayon -  sobre papel canson- "a traição"

Bebeu como se não houvesse mundo no amanhã, aquelas bebedeiras que amolecem tudo, até os intestinos. A boca parecia não ter músculos, teimava em permanecer aberta, seus movimentos desconexos o levavam  para um lado que não queria ir ele tombava a todo instante, sob o peso da carraspana.
Sem poder comandar seu cérebro  dormiu ali mesmo, no chão da sala.
Já no dia seguinte, com todas as dores e vômitos da ressaca, se censurava pela fraqueza da bebedeira. O remédio era o chuveiro frio e um Engove.
A campainha tocou e ele se arrastou até a porta. Pelo olho mágico viu o rosto da mãe, que ao entrar e deparar com o filho naquele estado, com um misto de censura, dor e pena estampados no rosto envelhecido ordenou-lhe:
-Vá pro chuveiro, menino...-
Ela raramente aparecia naquela casa, talvez por intuição materna resolvera visitar o filho logo pela manhã.
Já o havia encontrado assim em outra época, outra briga deles, e já não estranhava mais.
Fabio obedeceu, como se fosse realmente um menino. No banheiro, vomitou,  xingou, chorou até não querer mais.
Ficou um longo tempo confabulando consigo mesmo, pois sabia que assim não chegaria  a lugar algum pensou no inferno que tinha sido sua vida nos últimos anos. Mas realmente o que mais doía, era o orgulho ferido mortalmente por aquele riquinho metido a ser melhor do que ele, que tudo conseguira a duras penas, não herdara nada a não ser pobreza e honradez.

Há seis anos havia se apaixonado por Dolores, ela mostrou ser uma pessoa autoritária, vazia e rancorosa que ele fingia não perceber, maltratava seus parentes e amigos que começaram a se afastar, só lhes restou um casal, de amigos que eram  dela, Lú e Eduardo.
- Afinal eram ricos, gente muito fina... Afirmava ela.
- Ele é muito snobe e ela é uma perua idiota, uns “deslumbrados”, dizia Fábio.
Os dias se sucediam entre eles em brigas, mas Fábio mantinha a esperança de que dali há mais um tempo ela voltasse a ser a Dolores que antes do casamento, era tão doce.
Ela queria a vida de festas, roupas caras, viagens, queria a vida de quando era solteira, e sustentada pelo pai...
O dinheiro curto, o apartamento de luxo aluguel caro, o carro recém-comprado, impedia Fábio de fazer as vontades de Dolores. Ela por sua vez, gastava todo o seu salário pequeno de professora, em supérfluos e vivia pedindo dinheiro ao pai, o que deixava Fábio bem humilhado.
Dolores anunciou assim, na bucha, para o marido, após briga feia de abalar quarteirão, que ia embora, afinal encontrara alguém que a compreendia e valorizava...
- Vá, vai agora, mesmo, e me deixe em paz, e vê se não volta mais dessa vez, e deixa a chave...
- Você é que vai me dar paz, seu pé-rapado, nunca me deu nada, agora vou ter tudo...
Fábio cansado de discutir, sentou-se na cama e ficou vendo-a pegar bolsas e um jogo de malas e enchê-las de roupas e sapatos, que, aliás, era o que ela mais tinha.
A princípio, achou que o novo pretendente não existia, que na verdade ela ia voltar para a casa dos pais, como já fizera outras vezes.
Jogou as chaves sobre a cama e antes de bater a porta atrás de si, ela soltou a bomba:
- Vou morar com Eduardo que está se divorciando da idiota da Lú.
A frustração, a raiva e a dor da desilusão o arrasaram e levou dias bebendo ora se culpando, ora querendo bater, pisar naquela traidora, até aquela manhã depois de levar uma enorme bronca de sua mãe, resolveu seguir seus conselhos e esquecer aquela mulher.
Meses depois: Fabio adormecera no sofá da sala, a campainha toca, acordando-o.
- Deve ser minha mãe, só ela me acordaria de um soninho tão bom...-
Arrasta-se até o olho mágico da porta e depara com a figura de Dolores do outro lado torcendo as mãos e em tom baixo e suplicante:
- Fábio, abre a porta, sei que você está aí, vamos conversar...
Ele, vira as costas, vai até ao aparelho de som e coloca no maior volume o DVD do Cazuza, que ela odiava, e ele amava, desligou a campainha, e voltou a dormir.
Nunca mais a viu e conseguiu esquecê-la, entregou o apartamento de luxo, e voltou para seu antigo de solteiro,  hoje namora Katia e talvez um dia até se case de novo, mas por enquanto só mesmo amizades coloridas.
Fim
por Léah   

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Baratas voam e eu também

Luz, cores e borboleta- acrílico sobre tela de madeira 30x 30
 
Insetos "não têm cérebro", assim os marimbondos, as abelhas, as moscas se entram num cômodo e começam a procurar a claridade da janela e abrimos uma banda da mesma, eles resolvem que a saída é na vidraça fechada!
É um inferno, nada os demove daquela burrice, e batem no vidro até a estafa, ou até que sejam abatidos por uma lufada de inseticida.
Odeio insetos vivos ou mortos, exceto as borboletas, se uma baratinha ou barata de qualquer tamanho se atrever a aparecer na minha frente ela ganha a situação e eu voo sem asas, sem avião, sem foguete quase para outro planeta! Como não sei para onde ela foi só volto mediante a comprovação de sua morte, se me mostrarem seu cadáver.
O neto de uma amiga aniversariou no verão passado, fizeram uma festa para a qual fui convidada. Tudo ia bem muita alegria, já quase no final da festinha, as mulheres juntas nas mesinhas de um lado do salão de festas em assuntos femininos, enquanto os homens mais do outro lado discutindo assuntos masculinos, isto é futebol, a criançada brincando no play. Sem ser convidada uma horrenda barata voadora apareceu, todas as mulheres do ambiente saíram correndo os homens que estavam distraídos nas suas conversas, sem entender perguntando meio atabalhoados o que foi, o que foi, até que viram a bicha, riram a bandeiras desfraldadas e mataram a intrusa, mas despedi-me da anfitriã, pois acabou a confiança no ambiente acredito piamente que elas andam em pares ou mais, eu não posso comprovar e nem quero, mas fico com esta crença que para mim significa voar para longe delas.
FIM
                                                                                      Léah

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

FÉRIAS INESPERADAS

Desenho tinta acrílica- sobre cartão- " balão para voar"

        Quero me desculpar pela ausência nestas duas semanas. Dizem que o homem põe e Deus dispõe e  é bem verdade. Programei ficar quietinha em casa em todos os dias da olimpíada, pintar, ler, ver TV, fechar a cozinha, escrever e postar no blog, dormir... Filha de férias antecipadas por causa das olimpíadas viajou com o irmão em férias normais, portanto íamos ficar numa calmaria rara.
Minha família, isto é meus parentes,  estão espalhados por este mundo, primos, tios... E para confirmar que meus planos seriam desfeitos, um casal de primos espanhóis que moram na Argentina, vieram passear no Rio de Janeiro, está claro que se hospedaram num hotel, claro está também que fui lá raptar o casal e os trouxe para casa foi ótimo, são pessoas maravilhosas,  a única vez que estivemos em Buenos Aires, foi minha primeira viagem fora do Brasil e há muitos anos atrás, eles  nos  levaram também por todos os lugares encantadores de lá  numa gentileza a toda prova.  A última vez que nos encontramos foi aqui em casa no Natal de 2015, e foi  muito bom.
 Resolvemos passear pelas cidades vizinhas, pois nenhum de nós estava interessado em olimpíada, e eles queriam conhecer umas cidades como  Petrópolis, Angra dos Reis e Parati.  GPS, Google  e celular nos mostraram os hotéis onde  pernoitaríamos em cada uma delas e fomos à luta, curtimos os lugares as paisagens, sentimos frio e calor, assim é o Rio de Janeiro, dias quentes, noites frias, dias frios,  perneamos até cansar. Pouco paramos  em casa, abria a cozinha para lanches e café da manhã, passeamos muito por aqui também.
Voltaram para Buenos Aires ontem e lutaram para que eu vá visitá-los, entrar naquela caixa metálica e nela ficar sentadinha durante quatro horas sem ataque de claustrofobia, é difícil, prefiro que venham aqui...
 Foram dias maravilhosos sem monotonia, não pintei, não li nem uma página de um livro, vi muito pouco de olimpíada na TV, e não postei nada, mas fiquei com muita saudade de nossos “papos” virtuais com amigas nada virtuais dos blogs, e estou botando em dia as visitas das postagens perdidas. Mas uma vez desculpem-me voltei, sem nunca ter ido embora :).
FIM
Mil beijinhos, Léah                             

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A Conquista

desenho crayon
O cheirinho gostoso das tortas recém-assadas enchiam a casa, o número das tortas expostas na mesa da cozinha começavam a crescer, umas de morango, de abacaxi, de coco, era um festival de cores e sabores.
Matilde levava sua profissão de doceira a sério e para cumprir seus prazos de entrega seu dia começava antes do amanhecer ia até às seis horas da noite, quando ela mudava completamente de aparência, tomava um banho se maquiava soltava seus lindos cabelos que ficavam embutidos numa touca durante o trabalho, colocava um vestido justo que realçava as curvas de seu corpo e ia toda faceira entregar seus doces na confeitaria do Manoel.
Todo este preparo de se colocar linda nada mais era do que uma artimanha para conquistar seu Manoel, um português pintoso, com um sorriso que fazia estremecer os joelhos de Matilde, e ele maldosamente bem sabia de seu poder e fingia nada sentir por ela.
Passavam dias e meses e Matilde naquela rotina vã para conquistar o Manoel. Um dia ela resolveu fazer guerra, pediu ajuda ao Juca um mulato malandro que andava atrás dela como um cão farejador. Matilde sonhava alto queria ser dona de seu negócio e gostava daquele portuga, não seria o Juca quem iria lhe dar essa vida de amor e sucesso.
“_Juca preciso que me ajude a levar as tortas na confeitaria, você pode me fazer esse favorzinho?-“-Juca viu naquele favorzinho um pedido de casamento, e ficou todo empolgado e sorrindo para Matilde com seus poucos dentes, afinal ele se daria bem muito bem se ela se casasse com ele, mulher trabalhadeira, bonita, gostosa, entraria dinheiro no seu bolso e só teria de entregar as tortas,  pouco  trabalho. Era o sonho de consumo do Juca, casar com Matilde.
Quando Manoel viu Matilde toda sorrisos para o Juca, o sangue ferveu, e foi logo dizendo sem cerimonia.
“_ Acho que estou a te pagar muito bem,  Matilde estas muito chique tens secretário agora?_”
Arrancou a cesta de tortas das mãos do Juca e colocou as tortas no balcão com tanta raiva e ciúme que deixou uma se espatifar no chão.
“_E ainda me das prejuízo, ora pois, estou sem dinheiro hoje te pago amanhã._”
Juca já se adonando de Matilde achou que precisava defendê-la, pensando mais no dinheiro que o português estava se negando a pagar e que talvez ele até recebesse uns trocados por ter carregado aquele cesto.
“__Não nada disso Manoel, ela trabalhou hoje recebe hoje.__”
“__Ah, além de secretário é também seu caixa?__”
Matilde até estava gostando daquele bate boca por sua causa, e colocou no rosto um ar de inocente desprotegida.
“__Deixe Juca, não tem problema eu confio no Manoel, ele me paga amanhã com certeza, só não sei se vou ter dinheiro suficiente para comprar o material para os doces amanhã, você me empresta algum Juca?__”
Os olhos do Juca perderam o espaço na cara de tão  arregalados, como ele ia emprestar dinheiro? Que dinheiro se não tinha nenhum! Mas antes que ele pensasse ou abrisse sua boca com aqueles poucos dentes, Manoel percebeu que estaria perdendo terreno para o Juca, que ele não sabia que era um pé-rapado, sem dinheiro algum, meteu a mão no bolso e tirou o dinheiro, que na verdade já estava ali para Matilde  dizendo:
“__Tá bom, tá bom, vou tirar do meu, pois na caixa nada tenho, mas vê se amanhã não trazes esse secretário que me deu azar. __”
“__Trouxe o Juca para me ajudar por estar com dor no braço de tanto esticar massa de torta, e o cesto é pesado, Manoel.__”
 Matilde falou quase gemendo, o que amoleceu o olhar e o coração de Manoel, que nos dias seguintes passou ele às dezoito horas a ir buscar o cesto na casa de Matilde, até que meses depois levou  também a Matilde, só que  para o altar, enquanto o Juca foi correr atrás de outra qualquer que trabalhasse e ganhasse dinheiro para ele.
                                                                Fim
Léah

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Aniversário da Vivi

óleo sobre tela  "Caminho de Luz" em homenagem a minha filha Vivian



Hoje é aniversário de minha filha, foi um dia quase igual aos outros, mas para meu coração foi um dia todo especial,
cheio de luz onde ela brilhou, cheio de risos e alegria por ela existir, de carinhos, beijos e abraços, mensagens carinhosas de amigos, foi dia de festa. Hoje não foi um dia igual aos outros, hoje é dia do aniversario da minha filha, um dia muito feliz e iluminado para nós.

Felicidade, muita saúde, e que seu caminho seja sempre iluminado
Te amamos muito,
Léah, Henrique e HJunior

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Mar Revoltado

óleo sobre tela 40x20 "Mar Revoltado"

O dia estava frio e nublado, só conseguia avistar a areia e as ondas batendo com força e explodindo e estalando enfurecidas carregando areia e vindo até quase na amurada da estrada, um vento gelado balançava as folhas dos coqueiros que se esticavam como mãos com longos e vários dedos,  eu queria ganhar a outra estrada longe da beira mar o mais depressa que o trânsito  engarrafado deixasse. A pressa era mais para me livrar daquele vento cortante que vinha do mar.
O inverno chega a ser para mim uma estação que meu corpo repele como se tivesse já arraigado nele  toda a energia adquirida no verão.
As luvas o pesado casaco tudo me atrapalha e pesa, prefiro a roupa leve e confortável, o sol esquentando a pele, o ar refrigerado que pode ser desligado ao vento gelado natural.
 Consegui alcançar a estrada mais quentinha e segui com mais tranquilidade rumo ao meu destino, só por uns minutos, pois aí vieram os empecilhos das obras intermináveis desta cidade, buracos, cones, caminhões descarregando materiais atrapalhando o ir e vir e  tudo com um resultado muito ruim . O asfalto foi colocado numa camada muito fina sobre os buracos já existente no que resultou em bueiros desnivelados verdadeiros buracos, e lombadas assim como se fossem degraus, dentro do carro a gente se sente cavalgando. O Presidente falou que o Brasil está preparadíssimo para a Olimpíada, será que ele andou por aqui? Ou considera o Brasil uma faixa qualquer em Brasília até onde seus olhos alcançam e que está perfeita?!
Os meninos já nas ruas, sim são uns meninos  os soldados do exército com uma arma maior que eles e que fico na dúvida se vão saber lidar com a violência vigente, e enfrentar  os bandidos  frios assassinos com suas possantes armas e experiências de roubar, assaltar, matar, e agora a tal de ISIS,  fico preocupada não só com eles os meninos do exército, mas com os turistas, com o povo daqui, com meus filhos.
Por esta razão durante as olimpíadas vamos ser a família ursa, ou ficarmos como cupins de gaveta, em casa dormir, ler, ver filmes na TV, comer só em casa nada de restaurante, geladeira abastecida, não quero saber quem vai nadar, correr ou pular, só sei que vai ser assim pelo menos na minha casa.
Nosso vaidoso e corrupto prefeito resolveu fazer uma ponte estaiada como se fosse uma obra monumental, ficou um monstrengo, dá medo de passar em baixo, como fica na beira da lagoa poderia levar o nome de “O monstro da lagoa negra”, lagoa esta que está super poluída.
O que estou suspeitando, pelo menos acredito é que até o Mar está revoltado e resolveu entrar em cena derrubou a ciclovia pena que  matou duas pessoas, para mostrar a roubalheira do prefeito que fez as obras “nas coxas”, me desculpem a expressão chula, faz parte da minha revolta com tudo isso. Esta ciclovia  que era para a olimpíada até hoje está interditada, mais uma vergonha para os brasileiros.

Infelizmente há sempre inocentes sacrificados  para mostrar os erros dos culpados.
Léah





sábado, 16 de julho de 2016

A adolescente

Desenho crayon e guache " A adolescente"


Quando  seu  sonho de ir a Disney World  se desfez, uma amiga de Cristina se achando esperta, lhe aconselhou procura uma Terapeuta.
- Você precisa entender como é esse negócio de sonhos não realizados, por que uns realizam seus sonhos e outros não?  E é aí que você começa a se achar NÃO merecedora das coisas boas da vida, sim coisas boas, pois ninguém vai se gastar por um sonhozinho de nada, só para levar um pé na bunda de enorme tamanho, da droga de vida que te nega tudo! Se é pra sonhar vamos sonhar GRANDE.-
Cristina sentiu ser  uma questão de força, de amor próprio, queria ser uma pessoa otimista e cismou que iria realizar aquela droga de sonho que era difícil, mas porque não sonhar?
” Deus colocou tudo aí para seus filhos,  é só mentalizar e pegar.” assim falou a Terapeuta.
Mas o que eu sonhei e não consegui já perdeu a importância e o tempo, vou sonhar outro sonho.
Então é melhor analisar todos os prós e contras deste.
Vamos ao exemplo de um sonho que quero muito, só para facilitar a questão, pensou a adolescente:  Sonhar em comprar um apartamento em Paris. Isto é que é saber sonhar alto, rsrs... Temos alguns passos a seguir.
O primeiro passo: Imaginá-lo por fora, em frente ao Sena? Ou a  um boulevard florido, ou com vista para a torre Eiffel? A decisão, segundo a Terapeuta, não pode ter ou nem talvez, tenho que ser objetiva, sendo mais modesta ficamos com o boulevard florido. Esta imagem projetada em minha mente terá que se repetir todos os dias, levantar já pela manhã pensando no tal apartamento.
Segundo passo: imaginá-lo por dentro, com uma suíte, uma sala, banheiro social, e cozinha e caminhar pelos cômodos, bota imaginação nisso!
Terceiro passo: Como chegar até ele no dia de me mudar, tenho que ter dinheiro para a mudança, e a viagem ter emprego para se sustentar por lá, embora a terapeuta diga que esse problema só devo resolver depois, mas não dá para imaginar um apartamento só com fachada, vazio e sem dinheiro!
Quarto passo: mobiliá-lo, geladeira, fogão, micro-ondas, alguns pratos, panelas, talheres, armários, maquina de lavar louças e roupas, claro não vou ficar lavando roupa nem louça em Paris, lixeira, pá, vassoura, cama, sofá.  Ah a mesa afinal não vou querer comer com o prato na mão, ah, esqueci-me das cadeiras, um tapete bem fofo, roupa de cama, lençóis de algodão macios,... Meu Deus quanta coisa!
Ah quer saber, vou ser pessimista, aliás, realista, este sonho é uma furada, vou sonhar menor, assim quem sabe consigo.
Talvez com um marido rico, já facilita tudo, ou um carro zero, ou quem sabe uma mansão por aqui mesmo, ou melhor, quando eu já for velha com meus vinte e cinco a trinta anos como minha tia Isaura é ter um emprego que me faça rica, com um salário de ministro, ou juíza, ou até de senadora, quem sabe!
É sonhar da um trabalho! A Terapeuta que me perdoe é melhor viver mais e sonhar menos, de repente até acontece, pois sou filha de Deus e Ele é quem  resolve.
Por enquanto vou sonhar só com o Marquinhos, que começamos a ficar ontem  ele é um gatinho e beija muito bem.
Léah.