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quinta-feira, 20 de julho de 2017

INFÂNCIA DOCE

aquarela em papel Moulin du Roy "rosas sempre rosas

A vida corria solta naquele canto do mundo, podia-se respirar,
 e nos dias de sol andava pisando em cascalhos e em secos galhos
até chegar na estrada estreita que seguia até a cancela, e depois o mar.
e lá vinha o trem com seu resfolegar de pão sim, bolacha não, assim sem parar,
contar os vagões e correr mais que o trem, pernas para voar
E quando cansava se estender na areia quente do mar
chutar ondas e não se importar de molhar a roupa
inventar canções,  poder cantar até ficar rouca.
Como era bom aquele lugar!
Um caminhão, malas de roupas, moveis, colchões,
de repente tudo ficou tão longe muito barulho
tudo esquecido, perdidas paixões
Vida comprida estreita, sem sabor naquele lugar sem ar
Chão duro, casas trancadas, grades, sem trem, longe do mar.
Praças fechadas é proibido entrar, como viver como sonhar?
Gostava tanto do outro lugar, liberdade, tudo aberto
Silencio nas noites, nada de tiros, balas só as de chupar,
Como era feio aquele lugar.
Nada fazer, já não se pode brincar, rir, gargalhar
molhar a roupa no mar, ou cantar até ficar rouca.
Apenas lembrar, chorar e como o trem resfolegar
Lá era bom, aqui não...Até cansar.
                                   Léah



sexta-feira, 14 de julho de 2017

Amiga boa de se encontrar...

óleo sobre tela -"Caminho verde"

Lembro bem dos momentos que passei quando fazia minha formação na Escola de Belas Artes e ontem encontrei por acaso uma grande amiga com a qual me diverti muito na época,  e que de repente sumiu do meu contato de forma misteriosa, ela muito bonita era sempre escolhida pelos colegas para ser retratada, e desejada por eles o que instigava sua vaidade. Em mais de um período tivemos como disciplina historia da arte, e o professor e essa minha amiga se apaixonaram, mas mantinham em segredo absoluto aquela paixão,  ninguém sabia! Embora nossa amizade fosse bem forte, ela nunca me confidenciou sobre quem era “seu grande amor”, era como se referia a ele, mas não dizia seu nome, e eu nunca a via junto com ninguém, pensava ser uma invenção, um desejo de ser amada de verdade não só por sua beleza física, e eu com receio de magoá-la no seu desejo de ter um amor sonhado, não perguntava detalhes.
 Ele, o professor Ari, (codinome), era muito querido pelos alunos, na sala de aula, comentava sobre sua atividade política de estudante nas ruas e na UNE, contra o regime militar que se instalou no Brasil e como se safou das mãos de ferro dos militares, eu ficava impressionada com os casos contados e dos amigos que foram presos com ele e que nunca mais viu. Minha amiga “Maria” (codinome) sempre chorava discretamente quando ouvíamos essas historias .
Percebíamos, por várias situações que o Reitor e Ari tinham uma diferença qualquer, que só agora sei qual, o Reitor teve como pai um coronel radical. Eram portanto antagônicos em seus ideais políticos.
 O professor Ari tinha quatorze anos mais que Maria, sei que não por isso eles fizeram segredo e sim por ser intolerável pela faculdade namoro entre professores e alunos, e ainda o Reitor como pedra em seus sapatos.
Foi maravilhoso fomos para a praça de comida no shopping onde nos encontramos para contar nossos babados em dívida há mais de uns trinta e muitos anos, ela está muito bonita ainda apesar dos sessenta e três anos, e ele setenta e sete, mostrou-me fotos deles e dos dois filhos já homens. Aí sim reconheci seu marido, o professor Ari! Quando ela sumiu da faculdade foi para se casarem. E ele continuou mantendo segredo por medo de mais perseguição por parte do Reitor se a estoria viesse a tona.
No fim de nosso longo encontro, após marcarmos novos e próximos em minha casa e na dela, brinquei com ela:
-Maria vou te contar um segredo, se você divulgar serei obrigada a te matar, falei muito seria, só vou te contar porque sei   que você sabe guardar.
- Sei? Não, não sei que, horror! Não quero saber,
- Cale-se Maria preciso contar, és ou não minha amiga? Eu também tenho um segredo.  É que sou espiã internacional.  Passados uns segundos de silêncio, Maria me olhando até que caiu a ficha e rimos muito.
-Maria vai guardar segredo assim lá em Brasília, mas cuidado com o Juiz Mouro, rsrsrs !!
                                                       fim.

Léah

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Denúncia


desenho crayon sobre cartão
A denúncia
Uma grande mesa com tampo de granito, que antes ficava na cozinha, agora era sua e estava bem instalada com uma confortável cadeira, onde ele se sentava todos os dias e despejava no teclado tudo que estava guardado em sua mente fértil. Uma poltrona que ganhara de seu filho num dia dos pais, e que já estava fazendo seu décimo aniversário, mas   sua cuidadosa esposa forrou-a com uma capa de um tecido grosso azul –marinho, almofadas de um azul mais claro e verde abacate, ficou parecendo nova em folha, dizia ele.
Seu olhar vagava pela janela, a paisagem que desfrutava da janela de seu escritório, era de um barranco cheio de flores silvestres, brancas, amarelas e vermelhas, mais atrás um muro alto escondia uma casa, da qual ele só via o telhado e ouvia as vozes, ora de homem, ora de crianças, ou feminina.
Aquela pequena visão despertava a curiosidade de Jaime que ficava imaginando como seriam e como viviam aquelas pessoas, tão barulhentas e na maioria os sons eram de brigas, choros e ameaças da voz masculina, eram cada dia mais frequentes, a ponto de atrapalharem sua concentração. Neste caso ele fechava a janela, colocava uma música clássica para tocar e tudo voltava ao normal.
Era segunda- feira quatro horas da tarde, Matilde, sua mulher, veio com o cafezinho que acabara de coar, e colocou na mesa para ele, sentou-se na poltrona e ficou ouvindo a música de Beethoven, enquanto ele concentrado, batucava no teclado talvez uma nova crônica ou outra história, a Ode to Joy já quase no fim, ambos saltaram de seus assentos, ao ouvirem o grito vindo da casa de trás do barranco, um grito de mulher, uma espécie de urro masculino, e logo depois um profundo silêncio. Jaime desligou o som, e ambos ficaram preocupados prestando atenção, mas nada mais se ouviu. Dia seguinte Jaime e Matilde saíram para caminhar, mas a intenção era passarem em frente à casa do barranco. Antes ele olhara o mapa do bairro localizou sua rua, e a que ficava justamente atrás do barranco, fez mentalmente o caminho que iriam percorrer e foram, era uma pequena travessa aladeirada com arvores, terrenos vazios e duas casas apenas uma bem afastada da outra. As duas completamente fechadas ninguém à vista, nem uma criança, nem um cão, ninguém.
-Deve ser a hora, comentou com Matilde, logo mais à tardinha voltamos, essa hora criança está na escola e adultos em seus trabalhos. –
- Acho bom deixarmos isso pra lá, se tivesse acontecido algo grave, escutaríamos a ambulância, ou a polícia com suas sirenes. E o que podemos fazer, não conhecemos as pessoas que moram aqui?
- Se você não quiser não vem, eu virei, quero descobrir o que houve. Deve ter sido algo grave, só nós ouvimos, por causa da distância da outra casa desta rua, que até parece desabitada.
Matilde desistiu, mas Jaime não, todas as tardes vestia seu traje de ginástica, e lá ia ele, sempre o mesmo deserto, rua vazia, um mosqueiro que a cada ia era maior por aquelas bandas, e um mau cheiro de dar nojo.
Naquela manhã Jaime saiu com sua roupa de caminhada, e umas luvas de procedimento, que sua mulher usava na limpeza da casa e as comprava em caixas, escondeu um par nos bolsos, mas sua intenção era outra que não a de caminhar, foi até a casa atrás do barranco, forçou o pequeno portão, pegou uns tijolos que estavam empilhados no quintal levou-os até a janela do que ele achava ser a cozinha da casa e espiou para dentro, o mal cheiro vinha de lá, mas não conseguiu, ver nada de suspeito, apenas moscas, forçou a porta mas ela não se mexeu. O mal cheiro era insuportável por ali. Meio frustrado com sua investigação falha, guardou as luvas, que pretendia jogar fora bem longe dali tomou uma decisão.
Foi até a um telefone público, ligou para a delegacia e deu uma falsa denúncia.
_Preciso que venham na rua tal, número tal, houve um assassinato lá, e a pessoa está trancada morta, dentro da casa, como eu sei? Eu vi, passei por lá e vi, os urubus já estão rondando a casa e as moscas. Não, não é trote. Tá meu nome é João da Silva, onde moro? Perto dali, só estava caminhando por ali, meu endereço? Rua tal, número tal. Sim vou estar lá esperando a polícia, obrigado.
Jaime foi para casa, e correu para seu escritório, abriu a janela de par a par e ficou prestando atenção aos sons, não demorou escutou a sirene da polícia, algumas vozes, algumas marteladas, uns impropérios, palavrões variados, momentos depois o corpo de bombeiros, as sirenes se foram a tarde caiu, a noite chegou e Jaime, de cara colada na TV, esperando alguma nota nada, na manhã seguinte, correu ao jornaleiro, comprou o jornal, e finalmente lá estava a  notícia: “ Homem  encontrado morto, já em estado de decomposição em casa abandonada, na rua tal, número tal, sem identificação, até o momento...
--Como homem! Quem gritou foi a mulher! Matilde, Matilde olhe só a notícia da casa do barranco...—
Jaime não soube de mais nada a respeito do crime, muitos dias e semanas depois, a conclusão para sua incógnita surgiu num noticiário da TV.
Mulher matou amante com duas facadas, abandonou o corpo, trancou a casa e fugiu com os filhos, alega que cansou de tantos mal tratos e aos filhos, o corpo do homem, já em estado avançado de deterioração, foi encontrado graças a uma denúncia anônima por causa do mal cheiro, moscas e urubus...
Matilde olhou para o marido e com um único comentário falou com olhar de aprovação a denúncia anônima tem o nome de Jaime.
Ele sorriu, e disse daí vai sair um romance, minha querida. Desligaram a TV e foram dormir abraçadinhos.
Fim                                                                                                                  Léah













sexta-feira, 30 de junho de 2017

Sonhos

Óleo sobre tela 35 x 15 cm "muro de pedra"
Quero falar de meus sonhos, sonhados.
-  Ora direis, todos os sonhos são sonhados!
Não posso concordar, existe o sonho planejado, o calculado, o perpetrado, tudo depende do tamanho e do quanto ele é ou não lúdico.
- Direis de novo todo sonho é lúdico? Bem, mas não do mesmo tamanho, ou cor existem os coloridos, os em preto e branco, ou somente pretos, calma, calma, vou exemplificar:
Quando muito criança tive o sonho de ser quitandeira, vender abóboras, bananas..., esse era um sonho colorido, que melou, talvez como um melão, quem sabe!
Mais tarde sonhei em ser cantora, esse foi um sonho castrado, por isso canto no banheiro na cozinha, sala quarto e até no quintal, mas era um sonho colorido cheio de brilhos e paetês.
Veio depois o sonho de pintar, e esse foi trabalhado planejado mais colorido que esse não há.
Logo depois, um sonho de amor feliz que começou rosa claro, ficou preto bem escuro,  até empalidecer, descolorir pelas desilusões.
O tempo passou, curou o lanho deixado pela tristeza e outro sonho de amor,
este em tamanho grande, firme que se tornou real, sonhado, não planejado nem calculado, que veio com belas e fulgurantes cores e aqui ficou.
Existe também o sonho tenso, angustiante, que causa medo, e nos tranquilizamos só quando acordamos, este é um pesadelo.
Para falar de meus sonhos levaria muitos dias e páginas, acho melhor não falar, melhor mesmo é poder e continuar a sonhar.

Léah

sábado, 24 de junho de 2017

A vida é bela...


óleo sobre tela 38 x 19 -raios de sol-

Quando abro a janela para renovar o ar, e vejo apenas um pequeno raio de sol timidamente entrando, que ali permanece por pouco tempo, nem dá para esquentar o chão onde brilha. É como certas esperanças que temos e que rapidamente se vão.

O dia hoje amanheceu escuro, com um vento frio e persistente, inconveniente, não trouxe esperanças ou satisfações, derruba jarros, levanta as cortinas, esfria meus braços, enche de folhas o chão.

Tá vai, reconheço que ando implicando até com o vento, e da chuva, nem quero falar...
É melhor acabar com a ranzinzisse e curtir a nesga de sol que apareceu.
Mas estava muito bom pra ser verdade, lá veio uma nuvem sei lá de onde e encobriu meu raiozinho, embora fracote e tão dourado. Poxa, assim não dá para ter bom humor!

Ontem por exemplo – aliás antes de ontem, na quinta-feira – pra situar bem a questão, programei um almocinho com uma amiga antiga – que fique claro, na nossa amizade, não na idade, entenda por favor e não me chame de antiga! Antiga é múmia, eu estou mesmo é envelhecendo, isto porque ainda não morri, então esta é a melhor opção!
Voltando ao assunto, caiu um temporal daqueles, até a parte alta da estrada virou cascata. Nada de almocinho. Mas não tem nada não, pelo celular adiamos para sexta-feira. Pensam que aconteceu? O meteorologista da TV garantiu, com toda sua propriedade, que “NÃO VAI CHOVER”, e a gente tolamente acredita! E aí, lógico, caiu outro temporal, e bem na hora do almoço... Dá pra rir ou ficar bem humorada? Só se fosse masoquista.
Mas, não parou por aí, o interfone tocou e um convite desagradável nos meus ouvidos: reunião de condomínio extra urgente, discutir o aumento da taxa… gr, gr, gr!

Como sou uma boa pessoa – e às vezes uma pessoa boa, vou me divertir com o que tenho de bom, afinal hoje é sábado, o tempo está melhorando (lembra do raio de sol fracote? Voltou).
A vida, afinal, é bela!!!
                                                      Léah


sexta-feira, 16 de junho de 2017

pontilhado e crayon (técnica mista) 'a arvore'

Meu lugar é aqui
Apesar de minha ida relâmpago a Buenos Aires, quando voltei para casa estava com um misto de alívio, frustração, e medo.
Ficamos na casa de meus primos, ela é da Republica Dominicana, ele meu primo com quem ela se casou é espanhol de Vigo, Província de Pontevedra terra de minha mãe.
Casaram –se em São domingos e tiveram um filho, foram então para a Espanha, e há uns três anos vieram para Argentina, propriamente Buenos Aires. O filho, já um lindo rapaz numa viagem à trabalho para Uruguai, sofreu um acidente de carro, quebrou   as pernas, fratura exposta, e várias escoriações inclusive no rosto.
Na época das olimpíadas aqui no Rio passaram na nossa ex- casa, e nossa amizade se aprofundou.
Quando ela nos telefonou ele ia ser operado, ela estava desesperada, como não têm parentes lá, pediram nossa presença. A duras penas venci minha fobia, e lá fomos nós marido e eu, quando desci no aeroporto estava acabada, meu primo veio nos buscar, apesar de nossa insistência em que um táxi resolveria a questão, mas não houve jeito. Dia seguinte fomos ao hospital onde o rapaz estava internado e a cirurgia o tirara do   risco de morte e de ficar com sequelas. Que alívio sentimos...
Aí minha prima se acalmou, mas assim que o viu começou a chorar em desespero, mãe é assim mesmo, a gente quer pegar o sofrimento dos filhos e transferi-los para nós.

Dia seguinte, voltamos ao hospital, minha prima mais conformada. Quando fomos para casa eles nos mostraram o bairro onde moram e insistiram muito para que deixássemos o Brasil e fossemos morar na Argentina, meu marido se entusiasmando com a ideia, mas quando voltamos o meu medo começou a crescer não quero começar de novo. E quando aqui chegamos, eu estava com temerosa de que a ideia vingasse, e aí percebi o quanto amo meu Brasil, mas  mesmo o marido chegou a conclusão de que não temos idade para aventuras, nosso destino agora é ficarmos no nosso canto bem ou mal aqui é nosso lugar. A frustração se deu pelo fato de não podermos ficar mais uns dias, e confortar mais nossos amigos, porque o Henrique tinha compromissos aqui. Mas valeu a pena prestamos nossa solidariedade e um dia voltaremos, aí vou realmente poder dizer que fui a Buenos Aires, mas à passeio, não para morar.  


Fim                                                                                                                                     Léah

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Não tem pão tem futebol

Andei pela rua o dia todo, resolvendo compromissos banco, revisão do carro, supermercado, nem no carro quis ouvir noticiários, uma música relaxante para me livrar do stress do trânsito, alivia.
Quando cheguei em casa eram mais ou menos dezoito horas, e meu marido que trabalha em casa, ouviu o jornal, acompanhou o noticiário da política deu-me a notícia de que o presidente foi absolvido numa votação de 4 a 3, que vergonha, meu Deus!
É do chefe de uma família que vem o exemplo para seus filhos, é através dele que vêm os ensinamentos de caráter, honestidade, educação. Assim sendo a meu ver, é do chefe de uma nação que deve vir o exemplo.
Que tipo de exemplo esse povo tem como parâmetro? Roube, fique à vontade, o presidente rouba, os deputados roubam, os senadores roubam, os ministros, os juízes, todos são perdoados, vamos roubar também.
É essa a mensagem, é essa a ordem?  O que esperar, o que será de nós?
Ainda outro dia escutei o seguinte comentário:
“---Acontece que se ele tiver que sair do poder, quem vai assumir, outro ladrão? E quem assumir será que vai fazer as modificações que ele estava tentando fazer? As mudanças na previdência... “
Não importa, isso não importa, o país está uma merda, o que importa é que os ladrões vão para a cadeia, é o exemplo, a crise vai nos arrasar, mas vamos lutar com hombridade, e os próximos ladrões ficarão com medo, pensarão duas vezes antes de meter a mão gorda no dinheiro do povo da nação, pois saberão que quem rouba é punido. Mas, pelo visto isto é sonho é utopia.
Ainda voltando para casa passei por uma rua cheia de botecos, bares com televisores na porta, um cantor sertanejo na TV de um bar, um jogo de futebol em outra, de outro bar, muitas cadeiras pelas calçadas, cheias de pessoas e garrafas de cervejas nas mesas, e eram apenas dezoito horas. O sinal de transito vermelho, parei abri a janela e apurei os ouvidos, a discussão era futebol, era uma rua de um bairro pobre, fiquei pensando, e o país, e a roubalheira, e o desemprego? Ninguém vê, ninguém sente, ninguém ouve? Estarei eu vivendo noutro planeta, noutra dimensão?
“Será que é assim mesmo, brasileiro é bonzinho perdoa, aguenta, enquanto houver cerveja, futebol e carnaval está tudo bem, deixa pra lá não tem jeito mesmo?”
Que fique claro que não penso assim, estou com vergonha, com lágrimas contidas, com o coração amargurado, só temo pertencer a minoria pensante.

Fim                                                                                          Léah