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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

COINCIDÊNCIAS ??

óleo sobre tela 'As três maçãs'

Não acredito em coincidências, acho que as coisas acontecem e às vezes se repetem ou por imprudência, distração, lembranças que nos aprisionam. Não sei qual a razão, mas se analisarmos são apenas acontecimentos parecidos que chamamos de coincidência.
Dia desses, quando ia chegando em casa comecei a lembrar de um acontecimento que vivi num shopping. Íamos, filha, Henrique e eu em direção ao “engor-daite”, isto é comer pizza! Ao sairmos do carro no estacionamento que é ao ar livre, um carro parou atrás do nosso para liberar seus passageiros. Na frente um casal, ele era o motorista e dois rapazes que vinham no banco de traz e que saltaram, mas um deles prendeu o dedo na porta do carro, e a dor o fez sentar-se no chão se contorcendo, o outro ficou desnorteado, e o motorista e a mulher olharam com indiferença e foram embora, sem prestar socorro ao rapaz! A princípio ficamos perplexos, mas fomos até eles tentar ajudar, e o dedo do rapaz estava ficando roxo assim como ele que segurava as lágrimas. Descobrimos que eram de fora do Rio, e não conheciam nada estavam na casa do casal que os deixou ali, mas porque não prestaram socorro? Foi a pergunta que não consegui calar, não souberam responder, ou não quiseram. Seria a última noite deles por aqui, depois voltariam para o interior de São Paulo, onde moravam. Segundo eles, era hora de voltar o dinheiro acabou, estavam com a conta certa da passagem do ônibus, mas ainda voltariam para a casa do tal casal para dormirem e pegarem suas bagagens.
Chamamos o taxi que fica no ponto e os levamos até ao hospital mais próximo, foram atendidos entalaram a mão do dedo quebrado, um analgésico, e foram de volta para o shopping conosco, alegres de novo, viva a juventude! Ficaram por lá e nós fomos a nossa pizza, ganhar umas gramas em nossas barriguinhas...No fim da prazerosa ‘engor daite’, pegamos nosso carro e não pensei mais na questão
  Dias depois, estava eu pensando neste caso, entrei na nossa rua justo na hora que entrei no portão escutei pedidos de socorro! Era de uma vizinha que estacionou o carro ao lado de um poste da nossa rua e ao saltar do carro não puxou o freio até o fim, o carro com o balanço da porta andou e ela ficou com a mão e o pé presos na porta entre aberta, que ficou ali apertando a mão e o pé da pobre mulher! Ela começou a gritar por socorro, muitos vizinhos homens, eu e outras mulheres corremos para empurrar o carro para afastá-lo do poste e a porta abrir-se completamente e liberá-la, e lá fui eu levá-la ao pronto socorro do mesmo hospital onde foram os rapazes! Coincidência? Não, apenas um mau acontecimento parecido com o outro, que vi.
Desta vez voltei pra casa, sem comer pizza !
Fiquei pensando que preciso parar de pensar em dedos e mãos amassados por portas de carro, um caso é ruim, dois é péssimo e três nunca mais! Deve doer horrores.
Léah 

Nota: ela não quebrou nem o pé nem a mão, Graças a Deus.

sábado, 10 de novembro de 2018

A MOÇA DA CASA DA FRENTE

óleo sobre tela 36 x 18 cm  'Janela fechada'

Todo final de semana lá pelas sete horas da noite ela abria a janela do quarto, onde um grande espelho colado em um guarda roupas, que mostrava seus movimentos, tudo poderia ser visto por quem estivesse na rua ou nas calçadas e portões em frente. Aquele gesto era metódico e proposital, Luciana gostava de ser vista principalmente pelos rapazes vizinhos que sonhavam com a moça de olhos verdes. Ela se colocava diante do espelho, do grande espelho, como se fosse um palco, abria a porta do guarda-roupas, escolhia o vestido entrava no banheiro e de lá saia, se virava, rodava se admirava diante do espelho e os rapazes na calçada se acotovelando para verem e babarem de admiração! Mas ela prolongava aquela misancene, puxava outro vestido, entrava no banheiro e de lá voltava ao espelho.
- O caminho do espelho ao banheiro deve estar gasto mas vale a pena admirá-la é tão linda e vaidosa, uma bonequinha- diziam os rapazes.
Luciana sentava-se numa banqueta diante do espelho penteava os longos cabelos loiros, se maquiava, enquanto os rapazes nas pontas dos pés se esticavam lá na calçada tentando vê-la em seu jogo de cena.
Quando Luciana finalmente saia, nariz empinado, atravessava a rua passava bem perto para que os pobres admiradores sentissem o perfume barato, que ela dizia para as amigas, ser francês. Com um olhar de desprezo passava poderosa, se sentindo uma rainha.
Os rapazes a seguiam até a entrada do clube do bairro onde ela ia dançar, com os que tinham dinheiro para serem sócios do clube.
Um dia Luciana se apaixonou por um moço bonito com farda da marinha, todo pomposo. A janela se fechou por longos meses, Luciana e o pomposo ficaram noivos, por mais longos meses, como a janela não se abria, os pobres rapazes desistiram.
Um belo dia a janela estava de novo aberta, Luciana em frente ao espelho, esperava ansiosa pelos pobres rapazes, mas haviam desistido assim como o noivo pomposo que com ela não se casou.
Por anos a fio Luciana tentou encontrar o olhar de seus pobres rapazes admiradores, como nunca mais os achou, a janela para sempre se fechou.
. fim.                                                                                                           Léah

sábado, 20 de outubro de 2018

A ESCOLHA

desenho crayon -dúvida


Às vezes ficamos numa encruzilhada querendo saber qual caminho escolher, mas nem sempre é uma simples escolha, principalmente quando depende de optar qual candidato seria melhor para governar nosso País.
E é também às vezes que a escolha é tão difícil que se torna quase impossível não errar! Ou erraremos com qualquer das escolhas, uma nos levará a candidatos com processos na justiça de roubos e falcatruas, outro quer implantar um regime que levamos vinte anos sofrendo sob punhos duros e espadas cortantes. Existem outros tantos candidatos, mas já sabemos de todas as implicações judiciais que todos têm, ou de suas promessa repetitivas que nunca se concretizaram.
E ainda no final de tudo nos o povo levaremos a pecha de que não sabemos escolher e votar, mas numa situação assim quem saberia?
Sei que a responsabilidade de cada um de nós brasileiros é enorme, e assumi minha cota ao votar.
Quero continuar a ter uma esperança imortal de que a consciência desses homens seja maior que todos os interesses pessoais de levarem vantagem, de enriquecerem a todo custo esta esperança, que brote neles o patriotismo, que os levem a perceber a grande dádiva que nos foi dada por Deus, que se chama BRASIL. Que despertem para o grande mal que a corrupção a falta de honestidade causou a milhões de pessoas.
Não sei se meu voto foi e será certo ou justo, só sei que cumpri meu dever de cidadã, e espero muito que tenha valido a pena.
Léah


domingo, 7 de outubro de 2018

Quem me dera!

"voltaram as flores'"Acrílico sobre tela 

O dia amanheceu claro e a luz invadiu meu quarto acompanhada por um canto de pássaro. Eu não o via até ele abandonar a arvore onde estava camuflado pelas flores, e voou, voou, era como se estivesse anunciando já é primavera!

Na vida temos dias de intenso frio que nos leva a querer dormir para poder sonhar e esquecer tantas agruras.
Ah! quem me dera poder viver sempre num alegre verão com um sol ardente queimando todas as dores, todos os medos. Ou, quem me dera ainda fosse a vida e os dias de eternas Primaveras com jardins floridos, Manacás azuis, guirlandas de bougainvílleas, sorrisos de crianças, olhares de esperanças, perfume de flor...Quem me dera, quem me dera...
Léah

domingo, 16 de setembro de 2018

SAUDADE E DOR

desenho em cartão

Este ano de 2018, para mim tem sido cheio de dor e sustos, sem nada de calmaria, sei que o tempo e o destino não estão em nossas mãos e só nos resta aguentar firme.
Tento estancar as lágrimas buscando na memória como quem busca um tesouro escondido, para me alegrar. E veio à minha mente, a melhor ceia de Natal que passei até hoje, e isto foi há bastante tempo.

A mesa da sala de jantar dava para doze pessoas, mesmo assim juntamos a ela a mesa da cozinha, aí deu para todos, adultos e crianças, mentalmente vi todas as sobrinhas e sobrinhos já adultos, minha mãe, meus sogros e minhas 3 irmãs, meus dois cunhados e casal de amigos, e meus filhos que só pensavam no Papai Noel. Foi uma ceia de Natal memorável onde tudo correu em paz e alegria. A ceia era ótima mas o importante era aquele momento, aquela união, naquele dia tão especial.

Muitas outras ceias aconteceram depois desta, mas nunca mais foi preciso juntar mesas, ou catar cadeiras pela casa, e acredito que de agora em diante bastará só a mesa menor, porque até os amigos estão indo.  
Minha mãe há muito já se foi, meus sogros, meus dois cunhados, minha irmã mais velha, e há quatro dias atrás, dia doze de setembro, minha infeliz irmã com Alzheimer, cansou de viver e sofrer e nos deixou. Ela foi a pessoa mais infeliz que conheci até hoje nesta minha vida.
Com toda a certeza as boas lembranças não apagam as dores do momento, fiquei pior ao lembrar daquele Natal.
Lá estava ela, pobre irmã, sua mente estacionou no sofrimento do passado, vivia com medo, amargurada, todos eram seus inimigos, todos queriam atacá-la, maltratá-la assim ela passou a viver...
Queria ser adulta quando tudo começou e ela se casou com um psicopata.
Não sei se este meu desejo é convencimento de que teria algum poder, se é raiva, ou vontade de mudar o mundo, mas quisera eu ajudá-la de alguma forma impedindo-a de seguir aquele demônio, não deixá-la se casar com ele, esconde-la. Qualquer coisa eu diria ou faria, se eu fosse adulta, mas eu era apenas uma criança, quando ela se casou, ignorando todas as evidências do mau caráter, e da maldade doentia dele. E quando me tornei adulta vendo-a seguir como uma pessoa sem vida, sem alegria vestida com as sombras do passado, nada mais se podia fazer, por mais que se tentasse.
Acabou, só me restou a pena, a sensação de impotência, a dor da perda, a piedade e a saudade.
Quem sabe ainda nos reencontraremos, num lugar onde não exista dor, ou maldade, somente alegria, amor  e paz... Até lá minha doce e infeliz irmã.
Fim                                                                                                   Léah

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

O MEL DA VIDA

desenho à crayon


Hoje é realmente um dia feliz de calmaria e paz, aqui sentada apreciando as flores do jardim ao lado do meu AMOR, aproveitando o sol fraquinho, depois de dias frios e chuvosos. Minha mente fez uma retrospectiva da época em que nos conhecemos, eu tinha 12 anos de idade e ele 14, éramos duas crianças que só se olhavam de longe, com curiosidade, nem sei porque fazíamos isso, sempre na hora de entrarmos para a sala de aula ou no recreio, lá estávamos nós parados nos olhando! Estávamos num Colégio onde as turmas não eram mistas, meninos separados das meninas, com uma diretora rigorosa ao extremo, que vigiava toda criançada até fora dos portões do colégio. Para mim isto não importava muito e nem era estranho pois em casa meu pai era igualzinho a ela!!
Terminamos o curso ginasial, fomos para outros colégios e por três alguns anos não nos vimos e na verdade eu nem sabia o nome dele, lembrava-me apenas de seu rosto, daquele menino magrinho de óculos, que tanto me olhava.
O tempo passou,  sonhei como toda garota sonhava com um príncipe encantado, namorei uns sem encantos, que não eram nem VALETES que dirá PRÍNCIPES , até que um dia o destino resolveu trazer meu príncipe, sem cavalo branco ou reinado, veio mesmo a pé entrando pela sala de aula do curso pré-vestibular que eu estava fazendo já há uma semana e ele apareceu, ali parado na porta com seu 1,80m procurando uma cadeira vazia,  havia uma a meu lado e outras duas mais longe, claro que ele escolheu a do meu lado, não ouvimos nada daquela aula naquele dia, que foi também o primeiro dia de nossas vidas, ali tudo começou...
Para ele antes daquele dia muitas coisas aconteceram de ruim que o fizeram perder dois anos de estudos, mas ele dizia brincando, que estava tudo planejado em algum lugar do infinito, justamente   para ele poder me reencontrar...
Ingressamos nas devidas faculdades, ele de Economia eu na de Belas Artes, sonhávamos com nosso futuro, mas
nossas vidas não foram sempre só romance e deslumbramento, perdi meu pai, tive que trancar matricula e trabalhar fora. Ele arranjou emprego na IBM, mas teve de terminar a faculdade à noite. foi  um período de sacrifícios e incertezas, adiamentos de nossos planos. E uma coisa me atormentava, não poder voltar a faculdade de Belas Artes, a grana era curta.

Meu pai quando vivo adquiriu duas casas, numa morávamos, a outra dizia ele que era para as filhas quando se casassem, assim foi durante uns anos, até que ela ficou desocupada e minha mãe queria aluga-la. Ela e minha sogra eram contra que nos casássemos, alegavam que éramos muito novos, mas estávamos seguros de nossos sentimentos e resolvemos enfrentar as duas opositoras e nos casamos, eu com 22 anos e ele com quase 25. Foi uma cerimônia simples na igreja do bairro, que nós mesmos com nosso pouco dinheiro organizamos, mas estávamos muito felizes.  Fomos morar na casa que meu pai construiu e pagávamos aluguel para minha mãe, mas mesmo assim continuei trabalhando por mais um ano.
Aí engravidei, mas perdi o neném, chorei muito. Ele mudou de emprego foi para a Petrobras, as finanças melhoraram, parei de trabalhar, compramos nosso primeiro apartamento, na Ilha do Governador, era antiguinho, mas era só nosso, voltei à faculdade e ai resolvemos ter nossos filhos, primeiro nasceu um menino, três anos depois a menina, anos muito felizes esses.
Claro que a vida não é uma linha reta onde os bons acontecimentos vão surgindo sem barreiras, sem interferências de pessoas que não suportam nos ver felizes, mas nunca deixamos que essas influências diminuísse nosso amor.
A vida tem sido muito generosa conosco, temos dias tensos e assustadores geralmente por problemas de saúde, temos dias maravilhosos, e dias comuns, mas em todos eles o amor, união e nossa alegria e gratidão de estarmos vivos e juntos, sempre estão presentes. E é fundamentalmente a isso que devemos dar valor ao amor e a união familiar, é isto que nos dá força isto é o que considero o MEL da vida.
                                                                                 FIM                                                                                  Léah

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

fotografia retirada da Internet.

 Henrique recebeu alta e está se recuperando em casa.
Aliviados nossos filhos e eu, pela graça Divina de sua volta a vida, foi realmente um susto enorme, e vários dias de apreensão, e noites em claro.
Ainda no hospital pegou duas infecções coisa difícil para eu compreender e aceitar, um hospital que se diz de primeira linha e especializado.
Fiquei "internada" com ele todos os dias e noites, mas agora só precisamos esquecer e voltarmos  a normalidade de nossas vidas com muita gratidão a Deus por ouvir minhas preces, e agradecer  a todos os amigos que nos cercaram de carinho com votos e pensamentos de fé, amor e coragem.
        Obrigada a todos do fundo dos  nossos corações.
        Henrique, Vivian, Henrique Jr  e Léah.